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Private Practice – 3×13/14/15: Shotgun/Love Bites/’Til Death Do Us Part

Três episódios típicos de meio de temporada, sem grandes acontecimentos e sem serem tão brilhantes.  Em três episódios Private Practice deu continuidade ao grande arco dos últimos episódios, provavelmente o encerrou e começou a apontar para novas-velhas direções.

Spoilers Abaixo:

Com meio de temporada, para algumas séries, é época de encher muita lingüiça e enrolar o telespectador, Private Practice fez isso, mas com muita graça. Criou o arco da gravidez e casamento da Maya e também esbanjou criatividade nos casos médicos, que beiraram do bizarro ao emocionante.

Em Shotgun tivemos mais uma vez uma grande escolha a ser feita, coisa típica da série, uma mãe e um pai tendo de escolher qual das filhas teria de receber a medula do irmão recém nascido e que só havia sido concebido para isso. E quando os fatos indicavam para uma filha, a outra piorava. A mãe ignorava o recém nascido e o pai lutava pela vida das filhas. Mais mexicano impossível. Já em Love Bites, os roteiristas se inspiram em Twilight e porque não dizer, Vampire Diaries e criticam a sociedade e seu exagerado atual amor pela mitologia dos vampiros. O caso não foi bom, mas a crítica e a situação foram ótimas. Amei a Charlotte fazendo a entendida no público adolescente. Já no último episódio, esse sim, mais emocionante impossível. Possivelmente este foi um dos melhores casos da série. Bebê de 25 semanas, órgãos em falência, pais esperando um milagre e dilema médico. Tão bom. Tão emocionante. Tão Private Practice.

Enquanto tudo isso acontecia, Addison e Sam lutavam contra o inevitável e Addison, com seu jeito ímpar de resolver seus problemas, vai para cama com Pete, novamente. Os dois viram amigos de sexo, coisa que Private Practice adora já que esta não é a primeira vez que apelam para os coleguinhas de sexo. Contudo, Sam descobre e passa um brilhante esporro em Addison, já que ela não estava com ele por Naomi, sua melhor amiga, mas ela estava com Pete, melhor amigo dele. Agora é a vez de Addison correr atrás. E alguém duvida que isso irá acontecer?

Em três episódios praticamente nada aconteceu com Dell, Violet, Charlotte, Pete e Cooper. Pete transou com Addison, o ator é pago para pegar a Kate Walsh, bom para ele. Já Violet, Cooper e Charlotte neste episódio dividiram uma trama e finalmente, Cooper e Charlotte voltaram a se relacionar, sexualmente pelo menos. Mas, eu sinto falta dos dois, assim como sinto falta da Violet fodona da temporada passada e do Dell, quando pegava a Naomi.

Os grandes arcos dos episódios, como já dito, foram à gravidez e casamento de Maya, filha de Sam e Naomi. Cada um dos pais lidou com a situação de uma forma, Sam apoiou mesmo sem apoiar, afinal, pai que é pai só quer a felicidade dos filhos, mas se a felicidade não for o planejado por esse filho? É o que Naomi pensava, ela se afastou, se arrependeu, mas no final ninguém pode dizer que ela estava errada. O casamento de dois jovens com 15/16 anos, quão promissor ele pode ser?

Essa trama foi interessante, serviu um pouco mais para conhecermos de perto o Sam, personagem meio subestimado nas temporadas passadas e pudemos ver que Taye Diggs é um ótimo ator, já que chances de demonstrar isso, até a pouco ele havia tido poucas. Aliás, Sam faz um lindo discurso no para a filha, bem emocionante.

Agora que Private Practice encheu muita lingüiça é hora de voltar ao trabalho, os episódios foram bons, a temporada continua ótima, mas Shonda Rhimes, ninguém quer brincar de assistir série, então não brinque de escrever.

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5 Comentários

  1. Lenon
    Postado em 22/02/2010 às 12:14

    Concordo com você em que eles deveriam dar mais destaque a Cooper, Charlotte e Dell. Eles merecem…

    E não aguento mais Violet do jeito que está. Primeiro ela perturbava por causa daquele Allan no começo e, depois de uma segunda temporada muito boa, ela volta assim. Tudo bem ficar traumatizada por um tempo, mas ela tem que ver que tem uma criança agora e precisa pensar nela…

    A mesma coisa com Naomi. Foi muto estranho ver ela se afastando daquele jeito. Se ela gritasse, brigasse, até mesmo batesse eu entenderia, mas fugir daquele jeito? Apenas não parecia com ela…

  2. Carol
    Postado em 22/02/2010 às 14:23

    Deus, os personagens tão desandando.
    E é TÃO tosquinha essa história de Addison com o Sam. E é óbvio que não é a mesma coisa Addison/Sam e Addison/Pete.
    Eu realmente não gostaria que A&S passasse do que é agora. A Addison desde Grey’s tenta se redimir por ter feito escolhas erradas, por ter se deixado levar pelo seu impulso. Eu não acho que seria uma boa coisa pra ela viver sempre com a culpa, até porque o Sam não se mostrou nada menos do que egoista nisso tudo.
    Em NENHUM momento ele procurou entender que pra Addison ficar com ele seria uma traição a Naomi, independente deles estarem juntos ou não. E agora, com o Pete, ele simplesmente julga e se esquece que bem antes desse rolo todo, Addie e Pete tiveram seu casinho.

    Eu gostaria de ver um recomeço pra Addison. Ou melhor, eu preferia que ela se encontrasse como pessoa antes de se ligar a alguém. Ela óbviamente não se valoriza como mulher, mas é extremamente confiante como profissional.
    Como em Private ela não tem tanta chance de se mostrar como cirurgiã, acabamos vendo esse lado mais frágil.
    Acho que ela deveria se valorizar antes de se ligar a alguém, sério.
    Ia ser muito mais interessante e evitaria as quebras emocionais constantes.

  3. diogo
    Postado em 22/02/2010 às 19:44

    Lenon a Violet Não tem uma criança… ela abriu mão dele exatamente por estar nesse estado, que obiviamnte ela não consegue mudar assim tão facilmente. Acho que ela pode até voltar a assumir o papel de mãe, mais vai demorar muito, eu acho. Eu gosto do personagem assim, fragilizado, mostra que ela é humana e pensou primeiro exatamente no filho, que só teria prejuizo ficando com ela.

  4. Camila
    Postado em 23/02/2010 às 13:28

    Como diz uma amigo meu, ex é ex…A Adisson e o sam é pelo menos algo novo, ele ficar se pegando de vez em qdo c a ex mulher, e a Adisson c o Pete, ja deu, a vida segue, no mundo real superamos, pq nas series não?

  5. Lenon
    Postado em 24/02/2010 às 23:02

    Diego, eu não digo que seria algo fácil, mas ainda sim a criança precisa dela. Ela teve uma criança, ela é mãe, só ainda não aceitou isso. E já estava na hora dela aceitar…
    E quanto a fragilidade, é bom por um tempo. Mas não se pode ser frágil o tempo todo…

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