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Já escutaram alguma vez o ditado “miséria pouca é bobagem”? É bem provável que o autor dessa frase a compôs após conhecer a família Gavin.
Spoilers abaixo:
Lembro de ter afirmando em minha primeira review desta temporada, que ver o quão infernal é a vida de Tommy, faz com que minha vida pareça maravilhosa. Como se não bastasse os problemas dele com a esposa e Franco (por mais que o porto-riquenho negue, definitivamente tem coisa ali), o homem ainda tem que lidar com a filha alcoólatra. Colleen parece um caso tão perdido quanto o pai. De fato, a família Gavin é um caso perdido, como eles deixaram bem claro na cena do AA (Alcoólicos Anônimos):
Mas estou me adiantando aos fatos. Como nós já sabemos AA e Família Gavin não são coisas que se misturam ou reagem bem juntos. Mesmo assim, após Tommy ter perdido a memória depois de uma noite de bebida e loucuras sexuais, ao menos tentar novamente era o mínimo a ser feito. Não que alguém realmente acreditasse que resolveria.
Alguns fatos interessantes nestes episódios: o uísque que Tommy ganhou de Mickey e de Teddy estava batizado com uma droga. A idéia, claro, era ensinar uma lição a Tommy. Eles só não contavam que o “bom” pai fosse dividir a bebida com a “boa” filha, deixando-a desaparecida por 24 horas (em parte esta história me lembrou o filme “Se Beber, não Case” (The Hangover). Até a droga na bebida era a mesma); Descobrimos que Mickey e Sheila estão envolvidos, sexualmente falando; e como eu havia previsto, Tommy transformou o padre Phil em seu conselheiro, o que é excelente. Eu gostei muito do personagem. Ele deu a Tommy uma racionalidade da qual eu já acreditava que ele não possuía mais.
No entanto, o mais legal em Rescue Me continua sendo o fato dela conseguir nos fazer rir das desgraças que afligem os Gavin. Seja com Tommy descobrindo que estava de calcinha fio dental, ou revelando a capacidade que a bebida possui de distorcer nossa percepção das coisas que nos cercam (aquela velha e o filho gordo dela foram o cúmulo do alcoolismo), não tem como não achar engraçado.
O forte mesmo da série continua sendo seus momentos dramáticos. E nestes episódios coube a dupla de personagens mais idiotas do esquadrão de bombeiros, nos sensibilizar com a situação do ex-firefighter Mahoney. Não preciso dizer aqui o quão devastador o câncer é. Foi um misto de graça e ternura a cena deles assistindo a apresentação de balé (só Mahoney viu na verdade já que os outros dois dormiram).
Eu havia citado review anterior como Damien e Penny provavelmente caminhariam para um relacionamento. Não foi dessa vez, mas ainda é possível. Não costumo ser otimista, mas o garoto, assim como sua prima mais nova Katy, sendo um dos poucos normais nessa família de loucos, bem que merece um final feliz. Será possível isso em Rescue Me?
Dois episódios bons. Um mais engraçado, e outro mais dramático. E no fim ainda tivemos Gavin sendo preso. Como eu havia dito: miséria pouca é bobagem!
Obs.: A cena do “batismo” de Colleen na igreja foi fantástica. Quando Tommy “surta racionalmente” é garantia de que uma cena marcante está a caminho. Foi o que aconteceu ali.
P.S: O review dos dois episódios demorou por problemas pessoais e técnicos. Portanto, perdão duplo a vocês leitores.












Postado em 11/08/2010 às 11:55
Cara, a cena que ele descobre o fio dental foi sensacional. Uma das coisas mais engraçadas que já aconteceu em Rescue Me. Concordo 100% que a temporada está sabendo mesclar perfeitamente o drama e o humor nessa temporada.
Postado em 29/05/2011 às 10:58
Quando recomeça a séria ?