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Quando não se cria muita expectativa em algo, não se pode decepcionar-se, certo? Nem tanto, e Royal Pains é a prova viva disso.
Spoilers Abaixo:
Royal Pains não é a série que me interessaria se estivéssemos na Fall Season. Não daria uma chance nem para o seu Pilot. Entretanto, como estamos em uma época de vacas magras, decidi dar uma chance à série e me surpreendi. Como foi dito pelo meu xará na review do Pilot, a série é boa e conseguiu convencer o público que assistiu à sua première de mais de uma hora. Isso sem contar, é claro, o elogio da crítica e a boa audiência.
Mesmo gostando da série não coloquei muitas expectativas nela, e isso foi bom. Se eu tivesse feito isso, eu com certeza teria me decepcionado com esse episódio. Foi um episódio péssimo? Não, foi apenas diferente do que nos foi apresentado em sua première, diferente do que me fez querer ver a série.
E isso tem uma explicação simples: a realeza dos Hamptons não teve o destaque que teve no episódio anterior, fugindo um pouco ao que eu esperava ver na série. Foi um episódio focado no espírito de Robin Hood do Dr. Hank. Ficou claro, no piloto, que Hank iria dividir seu tempo entre a realeza dos Hamptons e as pessoas comuns que lá moram, reflexo da sua relação com Jill. Nesse episódio, tivemos como casos centrais o de um pescador que sofria de “Hepatite C” e o da bailarina que tinha problemas ao comer determinados tipos de carboidratos. Nada de adolescentes batendo a Ferrari do pai, ou supermodelos passando mal em festas e muito menos senhoras com “um pneu furado”. Quase como se tivesse um episódio de Gossip Girl focado em Dan e Vanessa no Brooklyn.
Mas o episódio não chegou a ser um desastre porque nele estavam presentes (mesmo que em menor quantidade) o humor refinado do Evan (que salvou as cenas da péssima história da bailarina), a adaptação de Hank a sua nova vida e algumas cenas que valeram muito a pena de se ver (como as que se passaram na cozinha do chalé dos Lawson, um ou outro momento com a Jill bêbada, e a Libby e sua Cybercondría).
Outro ponto forte do episódio foi a história do Tucker. Tomara que ela não tenha acabado nesse episódio, pois ele e aLibby já são os coadjuvantes necessários da série. Dando continuidade ao fato, levantado no episódio anterior, do abandono de Tucker pelo seu pai, tivemos nesse episódio o Dr. Hank desafiando o Sr. Bryant, o que não deu muito certo. Mesmo sendo demitido do cargo de médico do Tucker, ele disse que continuará sendo amigo do garoto. E eu espero que isso, juntamente com o fato dele ser hemofílico (e precisar de constante acompanhamento médico), faça com que Tucker participe mais. Ele faz uma ligação interessante entre Hank e o mundo de luxo que os Hamptons tem para oferecer.
Nesse episódio meio maluco, tivemos o sumiço do Boris e o quase-sumiço da Divya. Uma maior participação da assistente nerd do Hank foi o que mais fez falta. Mas considerando que os casos médicos do episódio foram bem fracos, entendo a sua pouca utilização. Eu só não entendo pra quê colocarem ela naquela mísera cena… Era melhor que nem aparecesse.
Ao término do episódio, percebemos a sua função na série. Era o episódio necessário para a adaptação de Hank a sua nova vida nos Hamptons e a sua divisão de prioridades, como um Robin Hood para aquele pessoal. Espero que no próximo o glamour dos Hamptons volte com tudo e que a série volte a fórmula mostrada no piloto que, mesmo não sendo genial, foi muito satisfatória para esses tempos “de recesso” das férias.











Postado em 25/06/2009 às 19:55
Você abordou praticamente os mesmos pontos que eu marquei quando vi o episódio.
Fora isso, achei que o episódio foi muito desfocado. Tinha horas que o Hank fazia muita coisa, mas a sensação era de que nada estava acontecendo – a história não corria.
Mais tarde isso foi superado com a introdução definitiva dessa relação Hank-Tucker que tem tudo pra ser a válvula de escape quando tudo der errado.
Em tempo.: só eu achei essa abertura uma das mais ridículas que já assisti?
Postado em 25/06/2009 às 20:44
Ótima review, mas só corrigindo: O nome desse episódio é “There will be food”. “Strategic planning” é o 1×03.
Postado em 25/06/2009 às 20:48
Opa, valeu Rodrigo. Ja arrumei la
Postado em 25/06/2009 às 21:35
hahahahahahahahaha
Tiago, também achei a abertura tosquinha… esqueci de colocar na review..
Pois é Rodrigo, essa confusão de nomes me confundiu… oficialmente o nome é o que você disse, mas segui o nome oferecido na legenda da Darkside… então deu isso… Mas já está corrigido, valeu !
E, ahh.. a Promo do 1×03 me deixou um pouco animado… Vou vê-lo em breve.
Postado em 26/06/2009 às 17:43
Vai ser mara quando fizer um crossover com Burn Notice
Postado em 27/06/2009 às 5:07
Também achei o episódio mais fraco que o piloto, e o 3 também faltou alguma “liga”.
Casos da semana não era o que eu esperava pós-piloto, mas nesse hiato está sendo um passatempo válido
Postado em 29/06/2009 às 16:32
Sim, o piloto foi bem melhor,e acho que faltou também o momento “Dr. Magayver”, mas para uma “fall season” está de bom tamanho.