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Tem alguma coisa muito errada com Royal Pains.
Spoilers Abaixo:
Até aqui, nos comentários que faço sobre a série, eu venho tentando ressaltar os pontos altos dos episódios, pois desde o início já tinha percebido que essa não seria uma das melhores séries do planeta. Até aí tudo bem, pois isso nada mais é do que fazer uma dosagem da própria expectativa, e avaliar o conteúdo do episódio a partir dela: Em um season finale você espera o melhor, em um piloto você espera uma história legal. E assim vai.
Enquando assistia este sexto episódio, porém, me ocorreu que talvez o erro estivesse em mim. Na tentativa de procurar algo de interessante pra comentar, eu achava em Royal Pains algumas qualidades. Mas a verdade é que há, em si, uma clara falta de algo pra se falar sobre Royal Pains. A série não peca por ser ruim, mas – ainda pior – peca por ser mediana em excesso.
O episódio começa com a… ahn… “concretização” da situação Hank-Jill, e com essa primeira transa veio a primeira briguinha. Nada muito grave que não viesse a ser resolvido logo no mesmo episódio. E é aí que está o problema. Com essas pequenas soluções rápidas (sem falar no sumiço do Boris, único personagem que traz uma atmosfera diferente) Royal Pains faz com que o espectador simplesmente fique sem expectativas para o próximo episódio. Todo capítulo, até este sexto, se orientou por mostrar pequenas situações, e resolvê-las logo em seguida, sem criar nenhuma espécie de arco ou história que durasse dois episódios.
A volta do Tucker poderia ter sido melhor explorada, assim como o noivado da Dyvia, que merecia mais foco do que aquele Bar Mitzvá pro cachorro. Essa situação que a indiana passa poderia ser um divisor de água para Royal Pains. O que falta até aqui é um pouco mais de coragem para inovar, para chocar, e o choque com a cultura indiana pode ser essa novidade. Não que Royal Pains precise criar escândalos à toa. Basta um pouco mais de ousadia para sair desse feijão-com-arroz típico de episódio piloto e começar a investir em histórias que valham a pena o comentário.
Contrariando esses ‘contras’, como ‘pró’ do episódio tivemos, mais uma vez, Hank se mostrando o rei da improvisação. Agora ele conseguiu criar um microscópio com um tubo PVC e uma foto do cachorro. Podia muito bem largar a medicina e entrar pra uma Polishop da vida.











Postado em 24/07/2009 às 12:23
Uma pena, depois de um bom piloto está serie está me perdendo.
Hank deve ter assistido muito MacGyver quando era criança, mas até estes truques já estão cansando
Vou deixar Royal Pains para o fim da fila, se não tiver nada para ver, assito