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Como todos os fãs da série mais fabulosa de todos os tempos eu estava a roer as unhas de ansiedade pela estréia do filme. Acompanhei o elenco ontem na Oprah, vi o trailer inúmeras vezes e me empolgava a cada notícia sobre a bilheteria americana.
Mas a grande pergunta é: esse dinheiro todo gasto pelos americanos (e pela minha meia entrada no cinema) foram recompensados?
Olha, isso depende. Você era o tipo de fã incondicional da série que saía para beber Cosmopolitans nas sextas à noite? Sim, vale cada centavo. Você é aquele cara que quer levar a namorada em um filme romântico e não conhece nada sobre a série além do fato de que era uma série? Fuja. Para bem longe. Agora você é alguém que, sim, conhecia a série, chegou a ver alguns trechos ou episódios, mas não é nenhum fã doente? Aí a situação complica. Deixe-me explicar. Sex and the city – o filme é o filme mais gay do ano. E do ano passado também. E acima de tudo, é um filme para todos aqueles que conhecem tão bem as quatro amigas que chegam a se importar com elas, de verdade.
A maior parte do filme gira em torno do casamento da Carrie com o Mr. Big (não se preocupem, não soltarei spoilers), tanto é que em determinados momentos as outras personagens até somem um pouco de cena. Mas como o próprio trailer do filme entrega, as coisas tomam um outro rumo e as amigas mais uma vez precisam-se unir para atravessar dificuldades.
Dito isso, é necessário ressaltar o incrivel começo do longa, onde cada personagem tem uma recapitulação rápida sobre seu passado, com cenas da série. Para os fãs, motivo de um grande sorriso ver cenas como a Charlotte dizer “O Trey não fica duro” na tela grande. O figurino é simplesmente embasbacante. Carrie e suas 81 trocas de roupa que o digam. E não se preocupem, a presença da vencedora do Oscar (e ex-American idol) não muda o rumo da história, é até agradável. No entanto, a principal dificuldade ao adaptar-se uma série de televisão para o cinema não foi completamente resolvida aqui: o formato. Por estarmos acostumados com os episódios com menos de meia hora, depois de mais ou menos uma hora de filme (148 minutos, no total) é quase impossível controlar a vontade de dar uma espiada no relógio e ver quanto tempo falta.
E o fato das risadas sumirem, dando espaço a uma história cada vez mais dramática não ajuda. E não há como alguém que nunca tenha visto o programa conseguir se identificar com as personagens, e torcer pelo final feliz que parece nunca chegar. Mas resumindo, o mundo precisava de mais Sex And The City? Sim. Como eu disse, se você se divertia vendo a série, vá sem medo algum. Se não via, espera até semana que vem e vá ver Fim dos Tempos, deve ser ótimo. E desse jeito, tudo continua fabuloso, como sempre foi.
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