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Smallville – 9×18: Charade

Terminei de assistir este episódio com uma insatisfação no peito. Honestamente, não gostei e poucas coisas valeram à pena.  Este é mais um daqueles episódios dispensáveis como o 9×15 – Escape.

Spoilers Abaixo:

Clark

O episódio começa com uma rotineira investigação de Lois Lane, a repórter mais sagaz da TV, mas Clark aparece para “estragar” tudo. É assim que o episódio se desenrola um dia antes da demissão dos dois repórteres.

Este episódio foi um pouco sem sentido para Clark e ainda estou confuso com tudo que aconteceu. Em suma, tivemos 40 minutos dedicados a ‘resolver’ o relacionamento puritano de Lois e Clark, que nem avançou tanto assim. Ou existiu cena mais idiota em toda a série do que aquela do elevador? PELA MOR DE DEUS, roteiristas! Já tivemos cenas bem mais quentes de amassos com Clark, porque não veríamos mais uma entre ele e a namorada?

Posso dizer que tudo se resumiu a tirar o Blur da vida de Lois, em parte para poupá-la dos riscos que isto acarreta, e em outra para engrenar de vez o romance com Clark. Também  porque Zod estava manipulando a coitada e Chloe descobre, iluminando as ideias do nosso bom moço.

Fico pensando se agora sem o Blur no caminho do coração de Lois, ela vai parar e olhar para Clark, percebendo que ele é realmente incrível. Afinal, aquele papinho ao fim do episódio resume o ideal de Clark, com seu fardo, sua responsabilidade. Os dois sabem o que é ter esse chamado, então foram feitos um para o outro, só Lois que precisa perceber isso.

Em paralelo a todo o clima amoroso tivemos Maxwell Lord, o Rei Negro, fazendo o papel de vilão mequetrefe que surge do nada e quer destruir os meta-humanos, como ele mesmo diz, por causa do perigo que eles representam. Ironia pura porque o mesmo rei é também um freak. E que ideia mais pobre, né? Uma máquina que reúne as memórias dos que já viram o Blur para tentar construir uma imagem dele. Enfim, coisas de Smallville. A parte interessante é que os roteiristas estão explorando a organização Xeque-Mate, já que mostraram A Rainha Branca e agora o tal Rei Negro.

Melhor ainda é que tivemos a aparição do jogador vermelho, na verdade, jogadora. A Rainha Vermelha, (bem em clima Alice no País das Maravilhas, mas com uma pegada mais erótica de pernas nuas) apareceu misteriosamente e não disse nada e nem mostrou o rosto. Acho que essa foi a cena mais interessante do episódio, para quebrar todo o clima chato que perdurou na atmosfera de Metropolis.

E depois de tudo, Clark saiu com um coração partido e a certeza de que tão cedo não poderá contar seu segredo a Lois. Mais uma vez por causa do clichê da proteção que, apesar de tudo, faz sentido.

Chloe

Nossa loirinha mega geek fez pequenas participações neste episódio, mas nem assim conseguiu fazer feio. Entre uma invasão ao escritório de Oliver para tirar dinheiro e clonar algumas informações do computador dele e uma discussão tensa com Tess, Chloe fez tudo com maestria. Ou quem mais poderia humilhar a fugitiva da Xeque-Mate com tanta sutileza senão a Srta. Sullivan?

A invasão serviu para bancar a nova segurança da Torre de Vigilância e um novíssimo satélite para monitorar a Fortaleza da Solidão, simples assim. Tudo com essa maestria facilitada que só Smallville tem, tratando os fãs como bestas que não possuem a mínima noção de coerência. Levaria certo tempo para um satélite ser instalado. Talvez um considerável tempo, né? Principalmente quando falamos de uma organização não-governamental. E mesmo que sejamos capazes de acreditar nos superdotes tecnológicos de Chloe, não dá para engolir essa. Fail!

E depois de se preocupar com a segurança de Clark e principalmente com a dela, Chloe tem um ataque de nervos quando descobre sobre o jantar de Clark e Lois para esclarecer segredos. Agora, mais do que antes, o segredo de Clark é o segredo da Torre e ele não pode sair contando por ai. Chloe está certa, como quase sempre.

Também é importante lembrar que Chloe e Oliver continuam tramando algo por debaixo dos panos, para nossa felicidade. E esses planos ainda darão pano para muita manga…

Lois

Nossa repórter estava animada com a política “NO MORE SECRETS” com Clark, mas nem imaginava que este novo momento marcaria o silêncio e ausência do Blur. Gostei das cenas melódicas e dos papos filosóficos de proteção, chamado e tudo o mais. Só assim que a trama morna e sem sal conseguiu me prender, com angústia, até os minutos finais.

Ainda estou me perguntando onde foi parar o telescópio que Lois pede a Chloe no começo do episódio e que, por fim, nem entrega a Clark. Mas, talvez não seja importante e o que valeu mesmo é toda a relação da repórter com o herói cinzento de Metrópolis , que teve um desfecho mais do que dramático com Lois não querendo saber a identidade do Blur.

Maxwell Lord levantou uma questão interessante. Lois, em seu subconsciente sabe que o Blur é Clark, só não acredita e aceita a possibilidade, pelo que entendi. Foi algo legal, mas que fica enterrado até que ela descubra de uma vez o segredo de seu amado.

Agora Lois e Clark estão desempregados, mesmo depois de uma aventura confusa para tentar manter o emprego no Daily Planet. Com certeza é algo temporário, logo eles estarão de volta, mas não entendi o objetivo dos roteiristas em fazer isso.  Vejo como algo desnecessário, principalmente os acontecimentos com Ray Sacks. Mas, fazer o que?

Não há quem duvide que aquela cena final foi triste, no terraço do Daily Planet. Até agora está na minha mente o rostinho triste de Clark e a frase final: “Am i enough?”

Tess

A vilã ruiva, e agora fugitiva do governo dos EUA, fez uma participação mínima para discutir com Chloe.  A conversinha sobre os kandorianos foi bem interessante. Enquanto Tess está encurralada, fugida e depende da confiança nos kandorianos, vendo-os como aliados, Chloe se preocupa com todo o potencial destrutivo dos mesmos, agora com poderes, e não se ilude com a utopia de que eles ficarão felizes com a vida terráquea, que é o que Clark acredita.

Mas ai Chloe se iguala a Tess quando depende dos heróis que a cerca para permanecer segura. As duas estão em situações parecidas. Curioso, não?

Mesmo Tess e nossa loirinha sendo meras humanas com boas cartas na manga, uma hora a coisa dá errado e elas precisam dos outros.  E espero que pelo menos com Chloe os roteiristas sejam gentis, já que a morte ronda o season finale…

Por fim, este foi um episódio ruim, repleto de momentos dispensáveis e só algumas cenas salvaram os 40 minutos. Só posso afirmar que Smallville está em um cai levanta, porque depois de episódios bons sempre aparecem os fiascos…

E é assim que o Season Finale se aproxima, juntamente com uma morte… Espero que seja compensador assistir aos próximos episódios, porque depois deste perdi completamente o pique.

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13 Comentários

  1. Pedro Henrique Couto
    Postado em 25/04/2010 às 19:45

    Esse é um daqueles episódios de Smallville que eu meio que tenho vergonha de admitir que gostei, mas é que eu gostei, fazer o que?

    Charade foi chato e quase não evoluiu na história. Mas como não gostar desse que, como Idol(!), foi um monólogo da Lois? Essa que, sem duvida, é a personagem com maior carisma da série.

    Não houve um grande conflito ou objetivo, mas é divertido acompanhar o relacionamento entre Lois e Blur, especialmente, porque, nesse caso, não somos brindados com a “ótima” atuação do Welling, já que ele não aparece.

    Digo que Chloe, como Idol(!), foi quem também conseguiu salvar o episódio. Se em Idol ela deu um show na cena com o Super Gêmeos, em Charade, foi muito bom ver a briguinha dela com a Tess. Lembra (vagamente, claro) as discussões entre Lex e Lionel.

    Eu gostei também desse arco que está se formando, desde de Absolute Justice saltando para Chackmate, sobre o arco-íris (trocadilho:D) de peças de tabuleiro.

    O grande erro do episódio, como vários outros de Smallville, foi o clímax. O vilão que aparece no último momento nunca fez bem para a série. E aquele clima trash não ajudou muito, né? Clark faz o que tinha que fazer desde o começo, mas esperou ficar parado para conversar com o bandido, que some sem mais nem menos.

    Isso é culpa de os roteiristas não ter mais história pra contar, por isso não podem ser mais ousados, nesses filiers que criam pra encher lingüiça, até a season finale.

    P.S: Comparar com Escape foi judiação, hein!

  2. Alessandro
    Postado em 25/04/2010 às 20:27

    Muita gente gostou,mais eu concordo com você,esperei muito mais da vinda de Maxwell Lord.

  3. Fernando Morais
    Postado em 26/04/2010 às 5:33

    Bom nao sei direito o que pensar desse Charade ja estamos no 18 da 9 temporada e concordo contigo quando diz q serie fica no sobe e desce a qualidade ta msm assim, uma hora ele nos apresentam um Absolute Justice, Checkmate e pra mim o melhor da temporada Upgrade, outros apenas medianos que nem vale apena citar, confesso q no final dos 40 minutos fiquei realmente confuso sobre esse episodio nao sei se gostei ou foi apenas um passa tempo foi o que vc disse o final com a apariçao da Rainha Vermelha muda um pouco o jogo espero que pra melhor, pq ja to cheio das ideias mirabolantes da serie e me decepcionar como sempre mais como fã eu ainda confio numa grande season finale espero que seja melhor que o da 8 que pra mim foi decepcionante demais

  4. Paula
    Postado em 26/04/2010 às 21:23

    Que episódio ridículo, meldels. Que que é isso, 1930? Desde quando pessoas que se consideram “namorados” passam por um constrangimento tão grande por estarem juntos em um elevador? Que piada. Todo o relacionamento Lois e Clark é forçado e nem mesmo a ótima atuação da Erica Durance salva…

  5. Hebrain
    Postado em 26/04/2010 às 21:42

    Episódio lindo.
    Muito bem bolada a referência a um término de namoro entre Lois e o Borrão. Esse episódio foi um band aid em cor de pele – e apenas por isso pareceu desnecessário para muitos. Episódio curativo serve pra isso, para colocar as coisas nos eixos sem que a maioria perceba. Colocar nos eixos a confusão que estava a temporada, cheia de tramas misturadas e reviravoltas sem planejamento. Episódio sem dúvida melhor que os dois últimos, pois não foi pretensioso. Foi simples. Não inventou.

    O diretor é melhor que o dos dois anteriores e o roteiro fez, em algumas cenas, o que “Homem de Ferro” e “Star Trek” fizeram: pegaram na mãozinha de muito espectador e o fez ter vontade de continuar acompanhando a série, pois agora sabe o que está em jogo.

    Além disso, tivemos a participação de Franklin Stern!!!!!!, futuro dono do Planeta Diário.

    O diretor ainda sacou o quanto Tess e Zod estavam sobrando. Seus respectivos atores são apagados e previsíveis. O diretor resolveu isos mudando completamente o enquandramento que vinha sendo usado nela e diminuindo o tempo de vídeo dela, focando mais na Chloe no diálogo. Band aid mais uma vez bem vindo.

    E algo me diz que a Rainha Vermelha é Martha Kent, a senadora pelo estado do Kansas.

  6. Saulo
    Postado em 27/04/2010 às 5:07

    Triste é ver um review imparcial de quem não conhece nada de superman.
    Uma série não é feita de intriga, vilões e heróis se matando em lutas…
    O ep foi um dos melhores de toda a série.
    E Lord volta muito ainda…

  7. Isaque Criscuolo
    Postado em 27/04/2010 às 10:39

    Saulo, posso não entender muito de Superman, mas tenho certeza de que pelo menos alguma coisa compreendo, não NADA como você disse.
    O review é feito a partir da série e todos os comentários e comparações que faço com os filmes e quadrinhos são extras.
    Concordo quando você diz que uma série não é feita só de brigas e intrigas, até porque Smallville ganhou muitos pontos ao envolver, em suas primeiras temporadas, questões como romance, amizade e assuntos teens, MAS este episódio não foi satisfatório para MIM, por este motivo o review é autoral. É por isso também que existe o espaço dos comentários, já que é completamente saudável a discordância de opiniões. Só não são justos os pré-julgamentos.
    Abraço.

  8. Jakel
    Postado em 27/04/2010 às 12:45

    Saulo e Hebrain devem viver em outro planeta pra terem gostado tanto desse episódio. Eu já estava planejando reclamar que o Isaque achou tantos pontos positivos num episódio péssimo como esse, e vem alguem reclamando que ele falou alguma coisa ruim?

    Nao estamos mais no início dos anos 2000, a série nao é mais uma série tao teen como era, só os roteiristas nao perceberam isso ainda. Com tantas séries de grande qualidade por aí, eles simplesmente tem q se esforçar mais em Smallville. Triste como nós fãs ainda assistimos e damos corda pra eles, pois assim eles continuam a fazer episódios medíocres, só pq nos surpreenderam com alguins episódios nota 8 anteriormente.

    O engraçado é que sempre tem alguem q manda mais em SV. Sempre tem alguem de patamar mais alto. O Lex parecia mandar no mundo, depois a Tess manda mais, depois a Amanda, ai o Lord, agora a Red Queen. ai ai ai.

    Como alguem comentou anteriormente, q cena final foi aquela? O vilão tá lá com a maozinha brilhante na Lois, o tonto do Clark chega e fica trocando idéia. O cara disse q ele nao podia fazer nada senao ele zuava a memória dela. Aí ele fica paradao, pra de repente dar um pulo e quebrar tudo. E entao o cara SOME???? SUMIU pra onde??? A quebra de conexao dele com a Lois nao afetou ela em nada? pq nao pular antes entao? pq nao queimar a mao do cara com um raio?

    E nem vou comentar sobre o quao piegas a lenga lenga de amor foi. Nota 3 pra esse episódio.

  9. Hebrain
    Postado em 27/04/2010 às 14:27

    é bom frisar que ainda acho Smallville um seriado muito ruim, com uma proposta muito mal aproveitada.

    Todos os comentários que faço, bem como a própria expectativa em relação aos episódios, são baseados no “padrão Smallville”. Ou seja, se eu parar pra comparar com seriados bons (Dexter, Lost, etc), eu nem gasto tempo comentando aqui. Os comentários aqui já são escritos levando em consideração as devidas proporções de expectativa.

    Sou fã do personagem e não abro mão de assistir a todos os episódios de Smallville. Os dois episódios anteriores tiveram roteiro e direção péssimos. O desse último teve roteiro e direção MELHORES que esses dois anteriores.

  10. Rodolfo
    Postado em 27/04/2010 às 15:09

    Não existe personagem melhor em ‘Smallville’ do que Chloe Sullivan! Episódio não tão bom, mas que se salva por ter a presença de nossa espiã preferida.

  11. Saulo
    Postado em 28/04/2010 às 0:13

    Se é autoral, deve ser descrito como tal.
    De fato é bom ler aqui, ainda mais quando o texto é suave.
    Parabens por isso.
    Não estou brigando por conta de que você achou o ep ruim e eu bom.
    E sim que por não ler que se trata de algo autoral, eu pensei que o review teria que ser algo mais em cima do muro.
    O ep foi excelente por tratar de tudo q a série ainda não tinha tratado e por assim como upgrade, abrir o caminho pros 3 ultimos eps que vao ser os fódas.

  12. Isaque Criscuolo
    Postado em 28/04/2010 às 9:28

    Ok, Saulo, como disse antes as opiniões divergentes são saudáveis e gosto disso.
    Vejo o review como um texto autoral e crítico, porque ao mesmo tempo que é a minha visão do episódio, procuro sempre analisar as cenas e acontecimentos de forma “imparcial”. E como a imparcialidade é um assunto delicado, ficamos em um impassse. Portanto, prefiro considerar a review um texto autoral.
    E SIM, os próximos 3 episodios parecem estar ótimos. Estou ansioso para eles.
    Abraço!

  13. Mari Rocha
    Postado em 4/05/2010 às 13:18

    Gostei do episódio, foi bem melhor do que Escape, aquele sim foi trash.
    Apesar de não gostar do casal Lois & Clark nessa série, pelos menos eles abordaram a relação Lois/Clark/Borrão (odeio esse nome, preferia Superman), o problema é que esse casal tem uma relação morna, sem sal, foi ridícula aquela cena do elevador, eles não tem 12 anos, são adultos. Gosto mais da Lois Lane e as vezes preferia ela longe do Clark, pq com ele vira uma chatice.
    Sorte ter ainda Chloe e Tess para salvarem o episódio, embora a loirinha esteja cada vez mais longe da figura da mocinha.
    Achei boba tbm a participação de Maxwell Lord (esperava mais), mas agora vamos ver o q a red queen irá aprontar.

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