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Alguns dirão que o ‘When the Levee Breaks’ foi fraco, desnecessário. Em termos vulgares que foi um episódio “para encher linguiça”. Eu achei ‘When the Levee Breaks’ brilhante!!
É impressionante o quanto os protagonistas de Supernatural evoluíram ao longo dessas quatro temporadas. Lembrando do início da série, é difícil de acreditar que aquelas personagens que pareciam tão simples, tornaram-se os irmãos Winchester que nós estamos acostumados a assistir toda semana. No início os motivos eram simples, encontrar Azazel, ou melhor, o Yellow Eyed Demon, matá-lo e pronto. Era apenas vingança pelas mortes de Mary e Jessica. Não havia Anjos, tramas para arquitetar o fim do mundo, o Sam não tinha poderes sombrios e o Dean não tinha traumas do tempo que ele esteve no inferno.
Esse período em que Sam e Dean, conviviam tranquilamente, salvo apenas algumas discussões dentro do Impala ao som das fitas cassetes de classic rock do Dean, ficaram para trás. Já faz algum tempo que os irmãos vinham se distanciando e durante toda essa temporada eles estiveram sempre muito próximos de estarem em conflito – em alguns momentos esse conflito até mesmo aconteceu. Todos esses assuntos não resolvidos entre os irmãos culminam no episódio dessa semana e o confronto dessa vez não pode ser escondido atrás de efeitos causados por criaturas sobrenaturais ou coisa semelhante. Dessa vez as conseqüências não poderão ser ignoradas e o relacionamento entre os irmãos Winchester pode nunca mais ser o mesmo.
Eu gostei muito das cenas do Sam na sua “rehab” improvisada. As conversas que ele teve com as suas alucinações – ou seja, com ele mesmo – foram extremamente reveladoras. Elas mostraram a dualidade com que o próprio Sam enxerga o desenvolvimento de seus poderes e o medo de que os demais, principalmente o Dean, o vejam como um monstro. Achei interessante a conversa com a Mary. Quer dizer que Sam acredita que a mãe entenderia os motivos dele? Talvez por ter sido ela quem fez o pacto que gerou toda a situação, ele acredite que a decisão que foi obrigado a tomar seja semelhante a de Mary quando ela escolheu aceitar o acordo e reviver John. Talvez.
O melhor momento, entretanto, ficou por conta do dialogo de Sam com a sua versão mais nova. Aquele garotinho que vimos esforçar-se para ser considerado normal em ‘After School Special’, jamais vai entender porque todos os seus sonhos foram esquecidos. Ele nunca vai compreender como o desejo de normalidade que esteve tão próximo, escapou de suas mãos no momento em que Jessica queimou presa ao teto. E se o Sam adulto entende os motivos e acredita que fez a coisa certa, está escondida em seu tom de voz a vontade imensa de que tudo pudesse ser diferente.
Dean, por outro lado, equilibra a decepção pelo caminho que o irmão tomou, com a vontade de culpar Ruby e na esperança de ver o irmão curado. Supernatural aproxima-se do seu fim – não só da temporada, mas da série, se os planos do criador Eric Kripke forem mantidos – e as decisões que são impostas às personagens tornam-se cada vez mais difíceis. Deu muita pena do Dean afirmando que prefere ver o irmão morto a deixá-lo transformar-se em uma espécie de monstro.
E se as decisões estão cada vez mais complicadas, talvez a pior delas seja decidir em quem confiar. Nem mesmo eu como telespectadora, tenho alguma suspeita de quem está falando a verdade, quem quer mesmo ajudar. A cada segundo a série levanta mais suspeitas em torno das suas personagens e a máxima de X-Files “Trust no one” (Não confie em ninguém) passa a valer para Supernatural. (Porque raios o Castiel libertou Sam?)
Anjos, demônios, Dean, Sam… todos escolheram seu caminho, mas qual desses caminhos é o certo? Quem sabe em ‘Lúcifer Rising’, depois de ouvirmos ‘Carry on Wayward son’, nós poderemos dizer.











Postado em 4/07/2009 às 0:52
Eu adorei esse episódio, especialmente a conversa do Sam adulto como o “Sam criança”, foi incrível, fica claro que o Sam não queria estar naquela situação, que tudo simplismente aconteceu. Por outro lado o sam criança não entende como os sonhos foram desfeitos assim, como o Sam adulto pode ter seguido nessa vida de caçador, se o que ele mais queria quando criança era ser normal.