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The Gates – 1×02: What Lies Beneath

Sinto que devo me desculpar pelas críticas gratuitas que fiz ao episódio piloto de The Gates. Não havia entendido a profundidade da série por não ter aberto minha mente suficientemente para absorver a superioridade da trama criada pelos produtores. Mas essa semana finalmente pude ver isso, e morri de vergonha por ter criticado tanto uma série magnífica só porque eu não fui capaz de entendê-la. O problema, obviamente, era comigo…

Tá bom, é mentira. E The Gates, mesmo com leve melhora, continua bem ruim em seu segundo episódio.

Spoilers Abaixo:

Vou começar cutucando a ferida de vez. Para mim, o que mais incomoda em The Gates é a falta de uma mitologia própria. Já tinha dito isso na minha review anterior e repito: não adianta apenas tacar vampiro, lobisomem, mula sem cabeça e a lacraia numa série sem que trabalhe a existência desses seres em seus mínimos detalhes.

Em True Blood vampiros não podem sair ao sol, já em The Vampire Diaries eles podem, desde que tenham um Anel Sundown… Em The Gates isso não importa. Nem isso, nem nada. Não sabemos porque aqueles seres místicos existem nem o que eles podem ou não fazer, porque o que interessa mesmo é o fato deles morarem em um super-hiper-mega-blaster condomínio à prova de tudo. Mas honestamente, sem essa mitologia por trás da existência de cada aberração que apareça ali, não faz diferença se eles são ou não humanos. Se o foco da série é o condomínio e seus segredos, ela poderia muito bem se passar com seres humanos normais, que ainda assim teria assassinatos misteriosos e famílias cheias de segredos enterrados em seus jardins.

E esse problema em The Gates é algo tão evidente e tão sério que, para mim, a série não tem salvação. Por mais que a sua narrativa e o seu roteiro tenham melhorado consideravelmente nesse episódio, ainda assim ela ficou devendo. Assisti o episódio apenas pelo mistério da morte do antigo chefe de polícia do condomínio. E se é pra ver uma série sobre mistérios, eu assistiria, sei lá, Happy Town, ou Desperate Hosewives. A morte do Xeriffe não tinha nenhuma relação com o fato do condomínio ser habitado por vampiros e lobisomens. Assim como ele cobrava para esconder seus crimes, ele poderia muito bem cobrar para esconder uma pulada de cerca qualquer feita por um humano. E se eu estou assistindo uma série porque ela é “de vampiros”, e esses vampiros são apenas ilustrativos nela, não há razão para continuar vendo.

Depois de vários parágrafos rabugentos, é de se imaginar que eu odiei esse segundo episódio, o que não é verdade. Como já falei, a narrativa dele foi infinitamente superior ao do primeiro e, em alguns momentos, até conseguiu me deixar curioso, com cortes inteligentes e uma direção mais precisa. Meu mimimi, portanto, não foi uma crítica ao episódio em si, mas sim à série, que tem erros intrínsecos à sua trama principal e que, a meu ver, são irremediáveis. Mas espero estar errado, afinal, continuarei vendo a série por um tempo.

Vamos começar pelos clichês? Eles são, bem, quase tudo na série. Alguns foram até bem trabalhados, outros nem tanto. As famílias, por exemplo, ainda são um grande problema. Um ou outro personagem pode até ser interessante individualmente, mas quando vão trabalhar suas famílias, as coisas desandam. A única exceção, para mim, é a família Radcliff. Os personagens – principalmente Claire e Dylan – não me atraem individualmente, mas estão bem afinados como uma família. E exatamente por isso, foi bom vê-los mais tempo juntos.

Já do outro lado temos as famílias que não me convenceram ainda. Começando pela Monohan. Convenhamos que os filhos são bem fraquinhos e não convencem nem mesmo individualmente em suas storylines, portanto, sobram-nos Nick e Sarah. O primeiro é bem chato e irritante, e a mulher ainda não mostrou a que veio. Por isso, cenas como aquela do café da manhã da família feliz são um tanto quanto indigestas para mim.

Felicidade é o que falta na família dos lobos, mas mesmo assim ela é tão boring quanto a do Chefe de Polícia. Não sei se é o excesso de clichê na história do pai grosseirão que cobra demais do filho até o ponto dele se tornar um delinqüente e zzzzzzz… Foi mal.. Onde eu tava mesmo? Ahh, nos lobos. Então, são bem chatos. Próxima.

As bruxinhas também estão meio perdidas na história. Se ainda tacassem fogo nas coisas como a Bonnie, ainda seria divertidinho, mas não… Uma só faz chá e a outra só ri. Entretanto, vale-se destacar que Chandra West melhorou muito nesse episódio, deixou de ser tão canastrona como foi no primeiro e já começou a modelar bem sua personagem. Quem sabe daí não saia algo que não seja chá de camomila?

E por fim, só me resta comentar o triângulo amoroso da história. O que envolve o menino-lobo, o menino-bobo e a menina-costas-de-xaxim. Tudo ia muito chato e um tanto quanto clichê no núcleo Malhação da trama, até começar a nascer uma samambaia nas costas da Andie. Descobrimos lá pelo final do episódio que a garota é uma Súcubo, o que pode melhorar muito a série. Eu reclamei da sua falta de mitologia, mas ao retratar a figura do demônio que absorve a energia sexual dos homens com que se relaciona, é até possível que The Gates consiga se retratar nesse quesito. Isso porque eu não me lembro de nenhuma série tratar esse tema (uma ou outra fez referencia a Lilith, mas apenas como curiosidade), portanto, The Gates teria a obrigatoriedade de apresentar ao seu público o que é uma Súcubo, criando assim uma mitologia própria. Por enquanto, devemos ficar no aguardo…

Quanto ao policialzinho e seu romance com a moça do café… Bem, só o que eu tenho a dizer é que eu gosto muito da Shannon Lucio. Se o elenco principal ainda não me convenceu, para quê vou gastar meu tempo falando dos namoricos dos figurantes?

Então é isso, me despeço por enquanto. Nos vemos na próxima review. Até lá, aposto todas minhas fichas na menina-costas-de-xaxim na esperança de alguma melhora em The Gates… E vocês?

P.S.: Caros produtores de The Gates, não é porque eu gosto de animais em séries que vocês vão me conquistar com uma cena barata de um veado pastando alegremente. Deixe os animais para quem sabe utilizá-los, no caso, a CW. Obrigado.

P.S. 2: Shannon Lucio tá uma putinha de vampiros essa semana… É participação em True Blood como a esposa do Bill e, dias depois, me aparece em The Gates. Tá demais, filha!

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12 Comentários

  1. Jorge Leandro
    Postado em 4/07/2010 às 1:33

    Concordo com tudo. Eu simplesmente não consigo mais assistir essa série. Se for para ver mistério, como já disse, melhor ver Desperate Housewives que é 10x melhor que isso.
    Só pq tem vampiro eles pensam que vai fazer sucesso. (tenho medo disso… vai que dá alok na crespúsculetes e começam a dar audiência pra essa série? A ABC cancela tanta coisa boa, por que raios não esse lixo?)

  2. Matheus
    Postado em 4/07/2010 às 5:20

    Que medo eu tive ao ler o 1º parágrafo: estaria eu diante de uma história excelente? :o

    Quando li o 2º, gargalhadas.

    E foram só esses dois que li mesmo =D

  3. Michel Arouca
    Postado em 4/07/2010 às 5:37

    Eu já achei esse pior que o piloto. Estou ficando por aqui. Até daqui duas semanas qnd essa naba for cancelada.

  4. junim
    Postado em 4/07/2010 às 10:41

    A ABC tá se perdendo, colocar isso, cancelar Flashfoward. Sei não.

  5. Andrea
    Postado em 4/07/2010 às 11:28

    Eu li a seguinte frase, é perfeita e resume tudo…

    .”Quem escapa dos Irmãos Winchester, foge pra The Gates”, adorei !!!!

  6. Daniel B
    Postado em 4/07/2010 às 13:26

    A real… a real mesmo?
    Foram produtores de filme B de hollywoood que produziram isso
    com inspiração total em NOVELA MEXICANA… RESULTADO
    T H E G A T E S
    :|

  7. Leo Oliveira
    Postado em 4/07/2010 às 13:55

    Se eu não gostasse da série, como várias pessoas, continuaria acompanhado só pra ler esses reviews cretinos! E o pior é que eu GOSTO da série, então imagine como vai ser difícil me fazer largá-la.

    Concordo que podiam muito bem ser todos humanos dentro do The Gates e não fazia diferença, mas até aí é justamente esse desespero por explorar toda e qualquer forma sobrenatural que me diverte tanto na série. Eles não estão preocupados em desenvolver ou explicar os detalhes de nenhuma raça, querem apenas se aproveitar do sucesso que isso tá fazendo pra colocar todas as bizarrices juntas.

    E meu Deus, agora com uma SUCCUBUS personificada na Cecília Dassi (note, a menina-costas-de-xaxim é igual a ela) o samba-do-crioulo doido tá completo… Até inventarem outra coisa pior, é claro. Confesso que eu tenho um carinho todo especial pelas Succubus desse mundo, até chamo algumas amigas carinhosamente de Succubus e acho que Cecília Dassi dará conta dessa responsabilidade de representar a raça da maneira mais devassa possível.

    Fico feliz quando alguém reconhece a Shannon Lucio, porque as vezes acho que só eu sei quem ela é, e o pior é que to prevendo uma trama ainda mais cretina do que a de Cecília Dassi para essa aproximação dela com o loser-cop. Será que ela vai ser uma medusa?

  8. Milucena
    Postado em 4/07/2010 às 20:27

    Entrei no seu blog, e li a primeira frase relacionada ao episódio 2 de The Gates.Nem terminei de ler e fui logo assistir para depois ler seus comentários.Que decepção, acho que essa série não tem salvação!
    Mas o mais importante, é ler seus comentários, isso sim tem qualidade.
    Adoro seus comentários e seu senso de humor.
    Parabéns!

  9. Fernando Morais
    Postado em 4/07/2010 às 23:54

    Essa serie ta ficando bizarra demais nossa kkkkkk agora inventaram os Succubus, fala serio so faltam introduzirem o papai noel. chapeuzinho vermelho o Dunga. Felipe Mello o Messi… enfim,,,,,,,

  10. viniciua
    Postado em 5/07/2010 às 12:15

    Q O TERCEIRO MELHORE MAIS.

  11. Wagner Salivan
    Postado em 7/07/2010 às 16:08

    Parece malhçao, só que com seres misticos! Aff ¬¬

  12. Eric Enrique
    Postado em 9/07/2010 às 1:43

    Assisti o primeiro e achei que cometi uma ofensa aos outros conceitos de vampiros e lobos aos quais já me deparei.

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