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Disse o homem primitivo aos seus compadres: “Então foi assim que eu criei a roda”. Milhares de anos mais tarde, The Philantropist chega ao terceiro episódio majoritariamente contado em flashback. “E foi assim que eu fiz a review”.
Spoilers abaixo:
Talvez você tenha percebido também: os três primeiros episódios da série foram contados quase inteiramente em flashback. No primeiro, para a moça no bar. No da semana passada, para os acionistas da companhia. Dessa vez, tudo em perspectiva para o primeiro-ministro francês. Eu não tenho problemas com a técnica de organização do roteiro, mas, parafraseando a tradução de uma série familiar do século passado, “três é demais”.
Procuro, tanto quanto possível, ressaltar as qualidades que a série tem e os pontos positivos de cada episódio, embora a temática não me atraia tanto. A capacidade que os roteiristas tiveram de transmitir todo o aspecto humanitário do protagonista para um panorama mais desenvolvido e romântico em Paris foi exemplar – como seria bom ver essa destreza em outras produções americanas. Gostei da participação do Lambert Wilson (para quem não lembra, ele interpretou o Merovíngio em “Matrix Reloaded”) e dos trejeitos sempre bem-vindos do Karel Roden (Gretkov em “A Supremacia Bourne”). O Jesse L. Martin ainda não me convenceu como Philip Maidstone, e nesse episódio não fez nada de particularmente novo: continuou com o mesmo jeitão inibido e chaperone de costume.
O enredo voltado para o tráfico de mulheres russas para a França, para o negócio lucrativo da prostituição internacional e para a corrupção de autoridades ao redor do mundo também me agradou. Só acho que algumas cenas poderiam ter sido melhor dirigidas e atuadas (como a do incêndio na casa) – de resto, fiquei animado com o revólver no olho do Teddy Rist e desiludido com a morte simplória do cafetão francês. Além disso, gostaria de ter visto a Linda “Sophie Marceau” Hardy viva por mais tempo.
E vocês, caros leitores? Curtiram o terceiro episódio da série? Comentem, s’il vous plaît.
P.S.: A Neve Campbell está passo a passo crescendo no meu conceito. A interpretação dela nesse episódio foi um pouco mais refinada, embora ainda não esteja no ponto – isso, porém, pode também ser atribuído ao desconforto da personagem dela na trama.











Postado em 12/07/2009 às 3:16
Eu concordo k a serie não seja perfeita, mesmo assim e das estreias tem sido das mais conseguidas, tem aspecto de serie “cara”, bem realizada ao bom jeito do meu amado “Damages”, o enredo deste 3º episodio foi talx o menos conseguido comparando aos anteriores mas não desiludiu..O facto da serie ser +- narrada em flashback não me desagrada nem 1 pco.. Não é a 1ª nem ultima serie k tenta ter 1 traço especial na forma como a serie é narrada, Damages na 1ª season em flashback e em “flashforward” na 2ª ( e com mta qualidade ), Heroes com os seus 2 minutos de introducao/conclusao narrados pelo Mohinder, entre tantas outras ^^ Eu estou a gostar de seguir e asseguir ao Kings tem sido a minha 2ª serie de eleição dos ultimos meses
Postado em 12/07/2009 às 23:21
Uma correção: Chanceler é na Alemanha, na França há Primeiro Ministro e Presidente da Republica!
Postado em 13/07/2009 às 2:07
Correção feita, Luís. Eu tinha usado a palavra “Chanceler” como derivada de “Chancelier”, do próprio francês… E eu já tinha visto a palavra sendo usada num sentido geral, para albergar os primeiros-ministros de qualquer nação (ou, numa definição mais apropriada, os ministros das relações exteriores de cada país).
De qualquer forma, conferi em quatro dicionários (dois brasileiros, um português e um francês) e você tem razão. Primeiro-ministro é o correto, em detrimento da titulação de “Chanceler”.