The Prisoner – Parte 1 e 2

icon1 Michel Arouca | icon2 Reviews | icon4 16/11/2009

The Prisoner

Desde o chamativo promo liberado na ComicCon desde ano, The Prisoner se tornou a mini-série mais aguardada do ano. Sua beleza estética é gritante e o elenco encabeçado pelos ótimos Ian Mckellen (O Senhor dos Anéis, X-Men) e Jim Caviezel (A Paixão de Cristo) são elementos que me atraíram logo de cara. Depois de assistir essas duas primeiras partes da mini-série posso resumir esse início em três palavras: confuso, longo e intrigante.

Spoilers Abaixo:

The Prisoner é uma adaptação da série britânica de mesmo nome produzida pelo canal americano AMC. Os fãs de Mad Men e Breaking Bad sabem exatamente o nível de qualidade que esse novo canal a cabo anda trazendo para o mercado. Por mais que eu mesmo não seja um grande fã de Mad Men e Breaking Bad, é inegável que essas duas séries possuem qualidades únicas, caso contrário, não estariam fazendo a limpa nos principais prêmios televisivos. E é exatamente isso que The Prisoner nos apresenta: qualidades únicas.

Os personagens possuem números como nomes, cada episódio duplo tem 90min (praticamente um filme por noite) e ao todo serão três episódios duplos em três noites consecutivas.

A confusão e frustração que as primeiras partes proporcionam são propositais. O roteiro quer nos fazer sentir aquilo que o 6 está sentindo desde os momentos iniciais quando ele acorda no meio do deserto e começa a tentar entender onde diabos está. Para aqueles que gostam de flashbacks e flashforwards em todas as cenas para poderem entender tudo mastigadinho, já vou avisando que grande parte do deleite de acompanhar The Prisoner é acompanhar também as descobertas de 6 e abraçar a confusão junto com ele. A primeira coisa que 6 descobre é A Vila.

A Vila não é uma vila qualquer, é A Vila. Sua arquitetura é dos anos 60, cercada por palmeiras, onde pessoas gentis que não sabem nada além da existência da Vila, transitam sob os dias ensolarados. 6 aparentemente é a única pessoa que tem visões de uma outra vida, uma vida em New York nos dias de hoje. Nessas visões ele trabalhava para uma grande companhia como analista de comportamentos humanos, mas depois de notar algo de errado, resolve se demitir da companhia. Acredito que o motivo da demissão e a tal companhia são as chaves para o mistério de tudo.

Se Jim Caviezel está muito bem no papel de 6, Ian Mckellen está fantástico no papel de 2, o idolatrado e misterioso líder da Vila. 2 observa atentamente as tentativas frustrantes de fuga de 6. Não existem muros, grades ou portas trancadas na Vila, apenas deserto para todos os lados, e é exatamente isso que deixa 6 frustrado, afinal, por mais que ele esteja livre, ele está aprisionado.

Dois outros personagens que eu acredito que serão muito importantes na trama são o taxista 147 e o filho do 2, 1112. 147 esteve bastante presente na primeira parte e deixou claro que sempre que o 6 precisar, ele está a disposição. 1112 é bastante questionador e penso que algum momento vai se tornar um importante aliado do 6.

Na segunda parte a trama foca mais na suposta família de 6. Seu irmão da Vila morreu afogado da mesma forma que o irmão da outra vida. Lógico que a bizarra esfera ajudou nessa “coincidência”, mas o importante desse acontecimento foi a dor que o 6 demonstrou com a morte do 16. O 16 não era seu irmão, mas mesmo assim ele sentiu a perda de maneira muito profunda. Será que o 2 de alguma forma está conseguindo trazer o 6 para a realidade da Vila? Aliás, o que é realidade e o que é ilusão? Ficamos propensos a acreditar que A Vila não é real, mas e se for ao contrário? E se NY não existe? É de pirar a cabeça mesmo, e por essa e outras questões que The Prisoner é tão atraente.

Amanha (17/11) as duas últimas partes da mini-série vão ao ar nos EUA e com isso todas as nossas perguntas serão respondidas (espero eu). Vale a pena acompanhar The Prisoner e vamos cobrir toda essa saga aqui no Série Maníacos.

Para matar um pouco da curiosidade de quem ainda não assistiu, ai está o promo de 9min da Comic Com.

Desde o chamativo promo liberado na ComicCon desde ano, The Prisoner se tornou a mini-série mais aguardada do ano. Sua beleza estética é gritante e o elenco encabeçado pelos ótimos Ian Mckellen (O Senhor dos Anéis, X-Men) e Jim Caviezel (A Paixão de Cristo) são elementos que me atraíram logo de cara. Depois de assistir essas duas primeiras partes da mini-série posso resumir esse início em três palavras: confuso, longo e intrigante.

The Prisoner é uma adaptação da série britânica do mesmo nome adaptada pelo canal americano, AMC. Os fãs de Mad Men e Breaking Bad sabem exatamente o nível de qualidade que esse novo canal a cabo anda trazendo para o mercado. Por mais que eu mesmo não seja um grande fã de Mad Men e Breaking Bad, é inegável que essas duas séries possuem qualidades únicas, caso contrário, não estariam fazendo a limpa nos principais prêmios televisivos. E é exatamente isso que The Prisoner nos apresenta: qualidades únicas.

Os personagens possuem números como nome, cada episódio duplo tem 90min (praticamente um filme por noite) e ao todo serão três episódios duplos em três noites consecutivas.

A confusão e frustração que as primeiras partes proporcionam são propositais. O roteiro quer nos fazer sentir aquilo que o 6 está sentindo desde os momentos iniciais quando ele acorda no meio do deserto e começa a tentar entender onde diabos está. Para aqueles que gostam de flashbacks e flashforwards em todas as cenas para poderem entender tudo mastigadinho, já vou avisando que grande parte do deleite de acompanhar The Prisoner é acompanhar também as descobertas de 6 e abraçar a confusão junto com ele.

A Vila não é uma vila qualquer, é A Vila. Sua arquitetura é dos anos 60, cercada por palmeiras, onde pessoas gentis que não sabem nada além da existência da Vila, transitam sob os dias ensolarados. 6 aparentemente é a única pessoa que tem visões de uma outra vida, uma vida em New York nos dias de hoje. Nessas visões ele trabalhava para uma grande companhia como analista de comportamentos humanos, mas depois de notar algo de errado, resolve se demitir da companhia. Acredito que o motivo da demissão e a tal companhia são as chaves para o mistério de tudo.

Se Jim Caviezel está muito bem no papel de 6, Ian Mckellen está fantástico no papel de 2, o idolatrado e misterioso líder da Vila. 2 observa atentamente as tentativas frustrantes de fuga de 6. Não existem muros, grades ou portas trancadas na Vila, apenas deserto para todos os lados, e é exatamente isso que deixa 6 frustrado, afinal, por mais que ele esteja livre, ele está aprisionado.

Dois outros personagens que eu acredito que serão muito importantes na trama são o taxista 147 e o filho do 2, 1112. 147 esteve bastante presente na primeira parte e deixou claro que sempre que o 6 precisar, ele está a disposição. 1112 é bastante questionador e penso que algum momento vai se tornar um importante aliado do 6.

Na segunda parte a trama foca mais na suposta família de 6. Seu irmão da Vila morreu afogado da mesma forma que o irmão da outra vida. Lógico que a bizarra esfera ajudou nessa “coincidência”, mas o importante desse acontecimento foi a dor que o 6 demonstrou com a morte do 16. O 16 não era seu irmão, mas mesmo assim ele sentiu a perda de maneira muito profunda. Será que o 2 de alguma forma está conseguindo trazer o 6 para a realidade da Vila? Aliás, o que é realidade e o que é ilusão? Ficamos propensos a acreditar que A Vila não é real, mas e se for ao contrário? E se NY não existe? É de pirar a cabeça e por essa e outras questões que The Prisoner é tão atraente.

Amanha (17/11) as duas últimas partes da mini-série vão ao ar nos EUA e com isso todas as nossas perguntas serão respondidas (espero eu). Vale a pena acompanhar The Prisoner e vamos cobrir toda essa saga aqui no Série Maníacos.

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9 Comentários

  1. Tiago Pacheco Disse:

    Uau, já saiu? Maravilha!

    Fiquei muitíssimo animado quando vi esse promo a algum tempo atrás; vou lá pegar pra vir aqui postar minha opinião.

    [Nem li o texto pra não estragar a surpresa :P ]

    Abraços!

  2. Humberto Junior Disse:

    achei interessante, alguem passa o link pra download?

  3. valdirmar Disse:

    tambem quero o link para download,e a legenda

    quero ver essa serie

  4. Carlos KapKav Disse:

    São apenas 4 episodios?

    já vai acabar?

  5. Caio Mello Disse:

    Olha Michel. Realmente confuso. Demais até. Será que não é outra vida mesmo? Coisa de vidas passadas? Cheguei a pensar, mas parece não ser.

    O que será que o 6 quis dizer com “pessoas mudando” no trabalho dele? E aquela bola branca? WTF!!!

    E como o mar sumiu depois? E o final desses episódios com ele gritando “I’m 6″, pode me ajudar a entender?

    Realmente parece que p 2 está por trás de tudo. Será que não é algo como coma induzido e ficar colocando essa vida na mente da pessoa? Estilo experimento?

    Já to loco pra ler sobre o artigo da série antiga pra saber como é o final, pq realmente quero entender tudo isso.

  6. Yuri C.B. Disse:

    Eu nem li a sinopse , quero saber onde posso encontrar links para downloading pois costumo baixar de algumas pessoas certas que postam em comunidades e não há nenhuma no Orkut (só da série antiga) e se alguém irá legendar . Não vi a original mas parece ser foda !

  7. Yuri C.B. Disse:

    Já assisti o 1×01 e 02 e concordo com cada palavra que tu disse : A série é foda e , ao mesmo tempo , confusa .

    É do tipo que seria ótimo se tivesse mais de 6 episódios e precisassemos passar por aquela espera angustiante de uma semana sabe ? Rica em detalhes , com personagens e interpretações brilhantes , uma história incrível , enfim … Excelente !

    Eu só devo assistir as últimas partes durante o final de semana , mas já estou super ancioso e me segurando para não passa-la na frente de outras séries (as que passam 4ª e 5ª + algumas outras que costumam ser legendas entre 5ª e o final de semana) *.*

    Abraços

  8. Série: The Prisoner « Em Tela Plana Disse:

    [...] a análise do seriemanícos e confesso que, apesar de ter me deixado curioso, a série não me empolgou tanto quanto ao [...]

  9. Abdon Disse:

    São 6 episódios e o final uma bosta…

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