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É como dizem, depois da tempestade vem a calmaria. E foi assim que as coisas rolaram neste episódio, mesmo que depois a turbulência recomece.
Spoilers Abaixo:
Este episódio se passou após algumas semanas do fatídico tornado e explorou certa normalidade nos personagens, mesmo que esta normalidade signifique um estado bem breve de calmaria.
Vimos Tara calma e feliz por trabalhar no que realmente ama: arte. Depois de ser convidada por Lynda para uma exposição de arte de bairro, ela fica animada e nega até sexo a Max para se dedicar ao trabalho. Para aqueles que, como eu, tentam entender as relações dos acontecimentos da série, as coisas parecem clarear pouco a pouco, até porque precisamos ficar presos à história para continuar assistindo. E algo que vem clareando é a aproximação de Tara com Lynda. Elas têm mais coisas em comum do que imaginávamos, não? Sei que estou gostando das cenas e diálogos.
E quem não está gostando nadinha da nova amizade é Kate, que viu sua relação com a criadora da PVH ir por água abaixo para começar uma decadente carreira de prostituição virtual e bizarra. Afinal, que pessoa normal sentiria prazer com uma garota sentando em um bolo? Ops, quase esqueci que US of Tara não vive de normalidade. E é nessa de ser o menos normal possível que Kate se tornou a parte mais chata da temporada. Irei repetir isso quantas vezes forem necessárias.
Também irei repetir que Charmaine é um personagem que eu tiraria da trama. Mesmo que seja interessante ver as peripécias, mentiras e furadas que se mete, nunca é nada tão importante para a história. Esta lá, porque está lá e nem merece tanto destaque. A não ser quando revela ao noivo que o traiu enquanto dizia fazer voto de castidade. Hilário.
E já que falei de algo hilário, tenho que falar de Marshall adentrando o mundo gay. As cenas com Lionel são hilárias, talvez um contraste entre o bom senso e inteligência de Marshall com a idiotice e superficialidade da bichinha loira. É a partir de agora que as coisas ficarão ainda mais interessantes, com direito a primeira carreirinha de cocaína.
Quem começou bem o episódio foi Max, todo feliz e saltitante com a boa disposição da esposa, mas foi ficando desgastado quando percebeu o egoísmo de Tara. Primeiro negando sexo, depois assinando a obra artística com nome de solteira. Qualquer um que se dediquei em tempo integral para a família ficaria puto daquele jeito. Fiquei feliz de ver Tara participando da exposição e explorando o lado que a faz feliz, mas fiquei chocado e, talvez, infeliz com o final do episódio. O que Max quer com Pammy? Vingança? Isso, só o próximo episódio dirá.
Por enquanto, a qualidade dos roteiros e desenvolvimento dos personagens estão em alto nível, assim como minha felicidade por acompanhar uma série que traz um episódio maravilhoso atrás do outro.
2×09: The Family Portrait
Traição, personagens entrando e saindo de sua área negra e novas etapas na vida da família Gregson. Sim, isto resume este episódio.
O Cliffhanger do episódio anterior era um anúncio do que aconteceria neste. Ironicamente, Max traiu Tara com a mesma pessoa que foi traído, a Pammy, mesmo que tenha se arrependido depois. Gostei dessa jogada do troco. Maravilhosa.
E arrependimentos é o que parece não faltar na vida da família Gregson, que sempre passa por altos e baixos, para nossa diversão. E falando em diversão, lembram de Marshall, Lionel e o vizinho cheirando pó? Pois é, as coisas não terminaram bem para o companheiro do vizinho. Adorei a cena.
Outra cena que achei bárbara foi quando a diretora chamou Lionel e Marshall para conversar sobre a distribuição das camisinhas. Preconceito puro, mas que se aliou ao humor negro de Marshall, afinal, AIDS não se pega por inalação.
Ainda falando de coisas que gostei neste episódio, parece que finalmente Kate saiu de sua área negra, deixando que sua história tome um rumo minimamente interessante com seu príncipe encantado. Porque de princesa eu não aguentava mais falar e me chatear. Para completar esta felicidade, Kate brigou com Lynda P. Frasier, que já vai tarde. Só alegrias.
Mas nem sempre de coisas boas se faz um episódio. Tara está em crise com Max e ele anda com uns papos malucos sobre ela ser uma alter. Ainda que maluco, me fez pensar, porque é bem confuso mesmo. E se Tara fosse realmente dos alters? Se isso acontecesse, seria uma maluquice mais intensa do que a que encaramos semanalmente na série. Felizmente, tudo indica que Tara não é um alter, principalmente depois da conversa com Shoshana. Fiquei mais tranquilo, ufa.
Todavia, essa pacífica sensação de tranquilidade se esvai quando a inútil e mentirosa Charmaine aparece. Pode uma pessoa mentir tanto e ser tão inútil na vida? Pelo amor dos deuses gregos! E ainda pior é existir um cara trouxa como o Nick para suportar tudo isso, porque alem da safada estar grávida de um outro cara, mente o tempo todo. Quero só ver o que vai dar quando ele descobrir que Neil não quer assinar os documentos para adotar a criança que em breve virá ao mundo e que ele vai assumir.
E nesse mundo real, Tara continua passando por poucas e boas, tentando pintar um quadro da família e resolver a crise com Max. Mas, mesmo depois que Shoshana se propõe a fazer o serviço completo com Max, sob a autorização de Tara, as coisas não ficaram muito boas. A crise que ainda não havia ido, permanece.
Não sei se Tara vai aceitar a traição de Max, porque assim estão quites, mas que a situação do casamento deles está complicada, isso está. Fico torcendo para que depois de toda esta tempestade venha a bonança, a calmaria. Porque é bem como eu disse nas reviews anteriores, sempre esperamos que depois de uma turbulência as coisas fiquem bem, mas quando se trata de Tara, nada nunca estará completamente bem.











Postado em 29/05/2010 às 14:23
Eu estava começando a achar que o Max era um robô.
O cara sempre aceitou tudo, ajudou e segurou as bombas. Finalmente vemos o cara explodindo! Estou gostando…
Só espero uma trama melhor pra Kate..
Postado em 31/05/2010 às 12:25
Tara é simplesmente uam séries cool. Que coloca todas as peripércia impostas pela sociedade no chão. Quebra a hipocresia e a mediocridade de muitas séres. Atuações perfeitas e situações bizarras mas que nunca saem da normalidade humana. Afinal. Quem nunca se viu numa situação imposta pela série.