->

A Nova estréia da FOX é oficialmente chamada de filme para TV, mas para qualquer série maníaco é óbvia a intenção disso ser um piloto de duas horas totalmente dedicado a explorar a fina – e às vezes inexistente – linha entre o real e o imaginário.
Spoilers Abaixo:
Do criador de Battlestar Galáctica, Virtuality conta a história de doze pessoas que são colocadas em uma nave com o objetivo de realizar uma longa viagem em busca de um lugar habitável, já que é descoberto que a Terra está prestes a deixar de ser aquele maravilhoso achado na imensidão do universo onde a existência humana é possível e isso se deve, como estamos cansados de ver, a nós mesmos. Pontos para a crítica social.
Também é interessante que para não ocorrer casos de pessoas indo a loucura por causa do confinamento, foi criado um módulo de realidade virtual e que numa simples soma de palavras, da nome a série. Quer dizer, “filme para TV”. Todas as cenas no módulo são interessantes e o baixo orçamento acaba se tornando um pró, pois os cenários surreais ajudaram a construir esse novo conceito. Mais pontos para Virtuality.
Então, por que eu me senti incomodado e de certo modo decepcionado com a série? Por que?
Não encontrei até agora uma resposta precisa, mas estou chegando perto. O Começo cria todo um deslumbramento, a estranha mistura de “Big Brother” com “Star Trek” e uma pitada de “The Office” num ritmo semelhante aos melhores dramas da atualidade parece boa demais pra ser verdade e aos poucos se torna vazia, se arrastando e tentando criar tramas que não te prendem e ligam tudo durante o episódio, ou então que não são bem exploradas.
Parte da culpa também é de quem teve a “brilhante” idéia de exibir isso em duas horas seguidas. Não sei vocês, mas fiquei com a impressão de que trama se divide na metade e torna-se praticamente dois episódios separados, que poderiam facilmente ser editados de tal maneira, ajudando o telespectador a digerir tudo.
Falando na trama, o comandante era o único que conseguia manter a equipe junta e aparentemente a série também, não sei se a idéia de transformar ele numa espécie de John Scott que só vive em um lado da moeda é boa mas também a série pode nem ir além disto. É Injusto para quem assistiu não haver uma continuação semana que vem ou nunca, pois como um “filme para TV” não funcionou, mas dá pra ver o potencial para uma grande série se vista como um piloto.
Critico certos pontos, mas vendo de uma maneira geral, é fascinante e quando os créditos começaram a rolar, o único sentimento que ficou é de um poderoso executivo da FOX tirando os seus óculos e os esmagando no chão, te privando de poder voltar a visitar o pessoal da Phaeton outra vez.
Mesmo depois de ver a horrível audiência, é cedo para dizer que vamos sentir saudades?











Postado em 28/06/2009 às 4:50
Acho que com uma palavra consigo descrever Virtuality: “ousado”.
E é engraçado que foi a mesma palavra que usei para descrever o preview de Caprica.
Concordo com tudo que vc escreveu (aliás, a patir de agora, esse é o seu texto que eu mais gosto) e algo que poderia ter sido sintetizado acabou se arrastando e por varios momentos me senti entendiado. Mas o final foi tão bom (ótima imagem pro post) que quando o episódio/filme acabou eu fiquei de boca aberta. O pontêncial de Virtuality é astronomico.
Como mega fã de Battlestar Galactica eu não podia ter duvidado nem por 1 seg de qq coisa que tem o toque de Ronald Moore.
A audiência do telefilme foi patética mesmo. Estou curioso para saber como o futuro dessa série será tratado.
Mais uma vez parabéns pela ótima review.
Postado em 28/06/2009 às 7:27
Pô gente, custa falar qual foi a audiência em números, já que foi citado na review e no comentário do Michel. Se não vai falar dos números então nem cita se foi alta ou baixa a audiência.
Postado em 28/06/2009 às 7:36
Em tempo, a audiência foi de 1,8 milhões.
Postado em 6/07/2009 às 12:57
gostei do episódio piloto. Tem cara de se rolar, vai ser bem legal…
Postado em 14/11/2009 às 2:22
***SPOILER*** – soh leia se já tiver assistido!
gente, ao que pareceu a galera está num tipo de realidade virtual neh? ou seja, que a nave e a missão pode ser falsa e que tudo não passa de algum tipo de reality (virtuality) show… pareceu isso no final,neh? o comandante pikes pareceu bem vivo na simulação. talvez aquele personagem intrometido tenha feito ele descobrir isso.
***SPOILER***