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“He’s my friend. Let him go”.
Spoilers Abaixo:
Divididos entre a emoção e a razão, ficamos felizes ao descobrirmos que Peter não vinha traindo o seu parceiro, mas ao mesmo tempo, lamentamos pelo agente não ser o homem por trás da cortina neste cenário trágico shakespeareano, no qual um grande romance é capaz de colocar de cabeça para baixo a vida de todos que se aproximarem do casal.
Confesso que passei boa parte do episódio sentindo uma imensa repulsa de Peter e seu sorriso maroto. Tramas que envolvem traições são maquiavélicas pelo simples fato de brincar com nossos sentimentos; nos identificamos e nos aproximamos dos personagens e então, assim como na vida real é possível, nos vemos duvidando da integridade e lealdade de cada indivíduo.
O que não me agradou muito foi ver o jeito ofensivo com que Neal tentava intimidar Peter em cada oportunidade; acredito que, considerando o capacidade manipuladora, Caffrey poderia muito bem ter agido mais cautelosa e racionalmente.
Mas apesar deste pequeno deslize (que se torna ínfimo diante da grandeza deste episódio), Caffrey se redimiu ao conseguir exprimir toda a intensidade de sua relação com Kate (como já disse, bem ao etilo shakespeareano). Mozzie, como sempre, soube ser o ombro amigo que o ex-falsário precisava naquele momento para continuar no jogo que Peter tinha preparado.
Se a veracidade da paixão de Caffrey não foi suficiente para convencer, o que dizer de seu excelente plano em colocar um sócio contra o outro? Não os culpo por terem sido enganados já que cada vez mais me convenço que eu seria uma isca fácil diante da ardilesa, simpatia e critatividade do personagem de Neal.
A entrevista de Nick Halden foi um show a parte do epísódio e ao mesmo tempo um bom exemplar de como não sermos enrolado nesses golpes que se tornaram mais do que comuns no nosso tempo. A crença com que as informações falsas de Neal eram ditas, simplesmente deram mais credibilidade ao personagem e faço das palavras de Peter as minha: “Ele é bom”
E como todo episódio tem seu ápice, em Hard Sell foi a passagem em que Peter invade o “cofre de gibis” afim de salvar seu parceiro de um tiro. A sequência em que Neal “abre mão” de seus 5 minutos de oxigênio, dando-o para Peter foi, ainda que em muito rápido, encantador, sensível e emocionante.
White Collar não poderia voltar melhor depois de seu período de hiato. Descobrirmos que Peter veio esse tempo todo ajudando Neal a se livrar da dissimulada da Kate pode ter sido previsível para alguns espectadores menos sensíveis, mas para mim foi a informação que faltava para estabelecermos um pouco mais de confiança nos roteiristas da série. Eu mesmo a considerava mediana se comparada com outras do estilo e confesso que agradeço muito por estar pedindo desculpas agora por minha ingenuidade.
Mais uma vez utilizarei as palavras de um personagem para descrever o que penso da série: “[…] eu confio em você”.











Postado em 26/01/2010 às 3:10
Concordo com todas as suas palavras, essa serie vem me supreendendo positivamente a cada episodio, as atuaçoes, um roteiro bem amarrado e um tema que me agrada muito fazem de White Collar umas das estreias que mais me agraram, esse foi o melhor episodio da serie e so fico aguçado pelo que vem pela frente
Postado em 26/01/2010 às 9:10
Otima Review. Tenho interesse na série mesmo antes de lancar. Vi muita propaganda da mesma e quando lancou, me agradou desde o comeco.
Apesar das grandes similaridades com The Mentalist (coisas como a relacao de Jane/Lisbon e as enganacoes para resolver casos), a série consegue inovar em algumas coisas muito boas.
O ‘retorno’ de Neal ao mundo do crime, pra roubar a caixa de música deve ser épico. Ansioso pra ver.
Postado em 26/01/2010 às 9:22
Eu já estava ficando enojada com o fato de que Neal vive pela Kate, tava me dando nos nervos e por isso não foi surpresa quando o roteiro apostou em brincar com a personalidade dela.
Quanto a cena do cofre achei muitooo forçada. Um desconfiando do outro o episodio inteiro e no final uma cena pra ‘selar’ a lealdade dos dois foi exagerado, não precisava daquilo pra mostrar que eles ficaram amigos. Até porque Neal nunca chegou realmente a acreditar que Peter fosse um traidor. Ainda assim foi um bom episódio.
Postado em 26/01/2010 às 10:11
O “golpe” no episódio, aplicado pelos corretores, me deixou bastante incomodado. Não sei se era uma tentativa de homenagear o filme Boiler Room ou uma simples cópia descarada, mas me incomodou bastante a forma como foi colocado ali: exatamente como no filme.
Postado em 26/01/2010 às 15:16
a atriz que faz a kate éé mt ruim .. td vez q ela entra em cena eu me sinto desconfortavel , mt sem emoçao ela
Postado em 27/01/2010 às 1:43
Jakel: obrigado pelo elogio. Qto às comparações, acredito ser um insulto fazê-la com The Mentalist que até agora não conseguiu nos responder razoavelmente os motivos por não tratar logo de Red John. Uma similaridade com Castle seria mto mais justa, visto que ambas possuem ótima críticas comigo, nos últimos tempos.
Lara: tornar Kate em um indivíduo suspeito foi sim uma sacada brilhante, mas não concordo contigo que a cena do cofre tenha sido tão desprezível; se pararmos pra pensar, é a primeira vez, se não me engano, que Peter realmente se arrisca por Neal descaradamente (ao abrir a porta com uma arma apontada para si). Infelizmente Caffrey havia desmaiado, caso contrário poderíamos ter o prazer de ver a confiança nos olhso de Neal ao invés de palavras no ar.
Hugo: não poderia ocncordar mais contigo quanto a capacidade interpretativa da garota. Ela realmente não convence e ao lado do detetive negro (esqueci o nome do desprezível) configura como o ponto negativo da série.
Nemorendil: infelizmente desconheço esse filmes para apoiar ou discordar de sua crítica. Mas já vale pela indicação de um filme que aparentemente se mostra interessante.
Postado em 27/01/2010 às 8:35
Pode até ser Henry, mas acho que Neal está fora das grades graças a ele – um agente do FBI que tem muito a perder caso a experiência não dê certo. Acho que isso já é prova suficiente de que Peter se arrisca por Neal.
Postado em 27/01/2010 às 20:14
Henry,
O citado filme ganhou o título nacional de “O primeiro Milhão”. No caso, o Giovanni Ribisi faz um corretor que vai trabalhar em uma agência com a perspectiva de “faturar alto”. Só que, no caso a agência se utiliza de uma empresa farmacêutica para inflar um pool de ações e vender suas ações da empresa por um preço estratosférico. Nada similar ao que ocorre no episódio, e sim idêntico
É um filme de 2000, dirigido pelo Ben Younger e que contém um elenco relativamente estrelado (Ben Affleck, Vin Diesel). No mais, não acho lá um grande filme, mas é interessante, e vale o paralelo aqui.
Postado em 27/02/2010 às 22:19
Foi um episódio tenso para mim.
Por um lado, desprezei Peter quase o episódio inteiro. Por outro lado, Neal não se aguentava ao lado de Peter (acho que sinceramente ele se magoou com a possibilidade de seu “parceiro” ser o traidor), e isso me irritou por considerar burrice da parte dele agir dessa forma. Se ele pretendia se vingar do Peter tinha que ser um pouco mais esperto… hehe!
A “história” contada por Peter me deixou com um pé atrás. Sinceramente não acreditei nela. Acho que ele ainda está por trás de tudo, juntamente com Kate. Aquele outro agente do FBI não passa de isca para Neal, o que faz com que Peter ganhe cada vez mais a confiança do “galã falsificador”.
A Season finale dessa temporada, com certeza, irá ser tão reveladora quanto o episódio 7.
Agora, só aguardando!
Postado em 5/03/2010 às 1:12
E ae gosto pra caramba dos seus reviews mas vc nao vai fazer os dos episodios mais recentes nao ?
abraços
Postado em 30/04/2010 às 17:22
CADE OS REWIEWS DOS OUTROS EPISODIOS?????
Postado em 26/06/2010 às 19:38
POIS É… CADÊ AS REVIEWS DOS EPISÓDIOS RESTANTES!?
ADORO SUAS REVIEWS, FICAREI NO AGUARDO DELA OK!?
Postado em 23/09/2010 às 22:39
eu gostei muito da musica do review do episidio 7 alguem sabe o nome da musica e eu sou muito fa de white collar bones lie to me house glee chuck da warner ese voces souberem eu agradeco muito