Bored to Death – 3×07: Forget the Herring

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Tinha tudo para ser um grande episódio, mas infelizmente algumas piadas não funcionaram, e alguns papéis não renderam. Ainda assim, trata-se de um capítulo muito importante em termos de continuidade.

Spoilers Abaixo:

Analisando “Bored” como um todo, acredito que a segunda temporada tenha sido a melhor até agora. A terceira estava em bom caminho, mas este penúltimo episódio deixou a desejar, o que para mim causa estranheza tendo em vista que o roteiro teve a participação da linda e competente Rachel Axler, que para quem não conhece, é também escritora de uma das melhores comédias da atualidade, “Parks and Recreation”. Se isso não for o bastante para você, informo que dentre outros prêmios Axler já levou 2 Emmys pra casa pelo trabalho no time de roteiristas do “The Daily Show”, além de contribuir para diversas outras séries de sucesso.

Logo ao início, somos apresentados a Rose (Isla Fischer, que já havia trabalhado com Jason Schwartzman em “I Love Huckabees”) que procura Jonathan após vê-lo no “The Dick Cavett Show”, trazendo consigo várias pistas sobre o banco de esperma incendiado. Rose também está à procura de seu pai biológico, mas conseguiu realizar um trabalho de detetive muito mais apurado que nosso loser-hero. O desempenho de Isla (sabiam que ela é esposa do Sacha “Borat” Cohen?) não é ruim, pelo contrário, ela agrada no papel de versão feminina bem sucedida de Jonathan… O problema é que desde o início as semelhanças entre ambos foram muito ressaltadas, indicando possibilidades muito óbvias que se confirmaram ao desfecho do episódio. Mas até que as cenas entre os dois atores foram legais, destacando-se principalmente a observação sobre como Jonathan deveria se portar na TV, e a falta de perspicácia dele quando a moça se oferecia de várias formas… O mesmo não pode ser dito quando Isla interagiu com o incendiário compulsivo interpretado por Chris Elliot (mais conhecido aqui no Brasil como o vilão maneta de “Todo Mundo em Pânico”, e para os fãs de “How I Met Your Mother” como o pai da Lily). Acho que Elliot que está acostumado com humor físico, e até o faz relativamente bem, exagerou aqui… Ficou forçado, não rodou…

Paralelamente, George está hospedando Ray após este ser expulso de casa, e tendo um prelúdio de como sofria a pobre Leah… Ray faz chantagem emocional para ser mimado, o que rende cenas engraçadas como o suquinho simples, dentre outras… Mas nada que chegue aos pés do último episódio onde a interação da dupla estava mais do que afinada.

Enquanto Geroge começa a ver no que se meteu, Jonathan e Rose seguem no encalço do proprietário do banco de sêmen, conseguindo finalmente encontrar o desonesto Bergeron/Harry (Stacy Keach, figurinha carimbada que costuma fazer ponta em várias séries, “Prison Break”, “Two and a Half Man” ad infinitum…) que tenta de todas as formas ser evasivo, e finalmente consegue se livrar da dupla que admite não conseguir buscar maiores informações do trapaceiro…

Quanto a George, este se vê as voltas dos problemas domésticos gerados pela infantilidade de Ray, enquanto tenta ensaiar seu número musical onde irá interpretar Dom Quixote (a caracterização tem tudo a ver) no clube de ex-alunos de Yale. Os moinhos de vento de George são a distância e a indiferença impostas por sua filha, Emily, que além de não ir à apresentação do pai sequer lhe dá notícias desde a tentativa de sabotagem de seu noivado. Mesmo arrependido, George fica inconformado por sequer ter a chance de mostrar esse remorso, o que finalmente corrige ao se lançar rua abaixo ainda paramentado de Dom Quixote “cavalgando” até a casa de sua filha, lá chegando termina o número inacabado nos palcos de Yale, e recebe finalmente o perdão. O “Sancho Pança” Ray também cavalga, lá à sua maneira… Entretanto, o destino dele não é dos melhores, pois ainda sobre os efeitos de biscoitos de maconha e de uma catarse artística, vai ao encontro de Leah buscando também o perdão, e num rompante chega a pedi-la em casamento (daí o título do episódio). Mas aonde Quixote teve sucesso, Pança falhou… Leah, coberta de razão, não aceita o convite. Interessante notar que a parte final do diálogo entre os dois destoa da pegada nonsense de “Bored”, observo isso como uma crítica positiva. O momento pedia realmente uma conversa mais verossímil, e dá até pra ficar com dó de Ray.

Voltando a Jonathan, este se envolve amorosamente com Rose, gerando bons diálogos na cama, inclusive. Posteriormente, nosso detetive recebe um telefonema de Bergeron/Harry dizendo ter maiores informações para compartilhar, marcando um encontro. Lá, todos já sabiam o que iria acontecer, estava muito previsível… O dono do banco de esperma era ele mesmo o único doador, o que faz de Rose e Jonathan irmãos… Estarrecido por ter cometido incesto, o episódio termina com um abraço não correspondido entre o pai e o filho que nesse instante está quase catatônico.

Pois é, confesso que após o episódio anterior esperava mais deste aqui, só que ainda assim dá pra rir de algumas cenas… Ao menos o trailer do season finale aumentou minhas expectativas… E vocês? Curiosos para saber como essa história vai acabar? Eu também…

Até.

@ricardogranja10

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  • Gabriel

    Olha só, concordo em termos. Realmente o episódio não foi o melhor da temporada até agora, mas foi ótimo, teve boas piadas, ótimas atuações (como sempre) de Ted Danson e Zack Galifianakis e muitas participações.
    Pra mim, a melhor cena, como de costume, foi uma do Ray, quando ele age como uma criança no apto do George, mas fica querendo ser tratado como um artista.

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