Chuck – 4×20: Chuck vs. the Family Volkoff

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Mais família do que nunca.

Spoilers Abaixo:

O conceito de família já foi abordado diversas vezes das mais diferentes maneiras por produções de todos os tipos. E mesmo sendo um tema tão trabalhado, nunca deixará de ser atual. Chuck desenvolve suas histórias baseado nesse conceito desde a primeira temporada da série, ganhando força principalmente no final da segunda. Dessa forma, construiu seus personagens e suas tramas sempre tomando como base as relações familiares de seu protagonista, além de muitas vezes abordar as famílias dos coadjuvantes mais importantes. Faltava, no entanto, explorar o conceito para os antagonistas da série, não apenas para completar o cenário como para estabelecer as diferenças entre as pessoas boas e más. Pensado justamente para cumprir essa lacuna, Chuck vs. The Family Volkoff cria um ambiente apropriado e aborda inteligentemente as dinâmicas familiares.

Após os acontecimentos do episódio passado, o Team Bartowski recebe a missão de contatar Vivian com uma ordem de execução. Durante o encontro, a garota acena com um presente de paz (ironicamente uma arma letal), seguido de um ataque de tiros de origem desconhecida. Com isso, Vivian supostamente perde a confiança em Chuck, que procura informações sobre a poderosa arma com o preso Volkoff, que se mostra mudado. Louco para pedir desculpas a todos que machucou, o vilão não conquista a confiança da CIA, que vê com ressalvas a possibilidade de ele atuar mais ativamente na missão de encontrar os dispositivos restantes para a arma estar completa. Enquanto isso, Sarah entrega a Chuck um acordo pré-nupcial, e ele, orientado por Casey e Morgan, mostra-se tranquilo com relação a isso, o que incomoda fortemente sua noiva. O coronel, aliás, está cada vez mais envolvido na vida de Alex, e preocupa-se com o fato de não poder participar dos momentos mais importantes da vida da filha.

Parando para analisar o episódio como um todo, é interessante perceber como toda a estrutura não se parece muito com a que vem sendo adotada nessa temporada, lembrando mais o ritmo com que as tramas eram conduzidas na anterior, quando os arcos principais eram desenvolvidos a largos passos, dando poucos espaços para fillers. Aqui não tivemos uma “missão da semana” propriamente dita, e sim um retorno à trama principal da temporada, a guerra contra as Indústrias Volkoff. Durante os seis episódios em que a série viveu sem um arco que ditasse o ritmo da série, os roteiristas conseguiram produzir bons episódios e divertir o espectador com competência, mas era evidente que o roteiro precisa de um foco para não se perder com o tempo. E a solução encontrada é interessante, uma vez que não faz com que a temporada se divida em duas partes muito distintas, mantendo uma homogeneidade, coisa que Chuck priorizou ao criar suas tramas.

E se a trama principal voltou a aparecer na série, o humor característico não deixou por menos. Fazia muito tempo que Chuck não fazia um episódio com tantas situações cômicas, trazidas principalmente pelo protagonista, que mostra que não precisa voltar a ser o nerd atrapalhado de outrora para fazer seu espectador rir. Aliás, não consigo imaginar qualquer outra série em que um personagem, ameaçado por incontáveis armas, propõe uma partida de Uno. É uma característica que Chuck tem, mas há um bom tempo não era explorada. Da mesma forma, Volkoff surge como um excelente alívio cômico, com uma enxurrada de pequenas piadas, sempre naturais e condizentes com a personalidade louca do vilão.

Volkoff, aliás, que estabelece o preenchimento da lacuna citada acima. A família Bartowski sempre foi muito citada por ter muitos membros presentes em missões de espionagem. Mas nunca o lado familiar dos vilões foi explorado, e é interessante como os roteiristas aproveitaram para construir a família Volkoff já em uma situação de desmoronamento, com Vivian cortando relações com o pai antes mesmo de essas começarem. E se a princípio os Volkoff aparecem como uma antítese do que os Bartowski representam dentro do universo da série, nos últimos minutos percebemos que na realidade as duas famílias se aproximam perigosamente. As mentiras e omissões por parte de Chuck causam a primeira rachadura na confiança dos Bartowski, com Ellie mentindo para o irmão pela primeira vez.

Já que citei Ellie, aproveito para comentar a trama dedicada a ela e a Devon em Chuck vs. The Family Volkoff. Todos já sabem minha opinião sobre a entrada dela no mundo da espionagem, mas por enquanto a investida do roteiro se dá de forma bastante leve, sem que ela entre de fato nesse mundo, mas ao mesmo tempo trabalhando de forma não intencional para a CIA. Apesar disso, toda a situação envolvendo Mary e Ellie não consegue convencer dentro do episódio, sempre aparentando como uma tentativa de envolver as duas na história. Além disso, como a subtrama não tem importância, ela acaba sendo desenvolvida de maneira muito superficial.

Enquanto Ellie desconfia de sua mãe, Chuck e Sarah passam por mais um obstáculo em seu caminho para o casamento. Apesar de eu achar interessantíssima a tentativa dos roteiristas de mostrá-los como um casal inabalável, às vezes vejo esse tipo de abordagem como exagerada e até desnecessária. A existência do acordo pré-nupcial é até importante para o desenvolvimento de outra trama que comentarei mais tarde, mas falha em mostrar a estabilidade do casal. Os roteiristas têm realmente pecado por excesso nessas situações.

Curiosamente, a trama de Casey, Morgan e Alex faz justamente o oposto que a história com Chuck e Sarah, e funciona muito bem ao concluir o desenvolvimento do primeiro como pai. Já comentei uma vez que esse triângulo não vinha funcionando como deveria, mas aqui funciona de maneira plena pela primeira vez desde que foi introduzido. A começar pela excelente dinâmica entre Casey e Morgan, onde o segundo cria as situações para que o primeiro mostre suas evoluções. Há duas temporadas seria impensavel que Casey se incomodasse por não ser convidado para a formatura da filha, enquanto hoje o coronel se mostra visivelmente abalado pela situação. Apesar disso, é interessante notar como ele ainda se mostra desajeitado com Alex, seja na tentativa de abraçá-la ou quando, para comunicar seu entendimento sobre determinado assunto, se utiliza de um termo militar. Termo que, aliás, é utilizado também quando Sarah sem querer aconselha o amigo a não deixar Alex dividida entre seus pais, no único momento em que a trama da loira é efetivamente funcional. A evolução de Casey é bonita de se ver como desenvolvimento de um personagem importante, uma vez que foi feita de maneira sutil e calma, sem nenhum tipo de atropelamento.

Após seis episódios entregando para seu espectador histórias com pouco andamento de sua trama principal, Chuck volta a dedicar um capítulo inteiro para mostrar a dinâmica familiar dos Volkoff e efetivar Vivian como o grande problema da CIA para esse final de temporada. E, se não funciona perfeitamente, o episódio consegue passar exatamente a mensagem que pretende.

Obs: Nesse episódio, Chuck teve sua pior audiência considerando todos os episódios da série. Se antes a minha esperança na renovação se depositava na estabilidade da audiência, agora surge um grande ponto de interrogação.

@GabrielOliveira

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  • Marcos

    Foi um ótimo episódio, as cenas de Morgan e Casey tomando café da manhã e o jogo de UNO em que Chuck propõe são as melhores!

    Nesse episódio em que as familias Bartowski e Volkoff foram abordadas, faltava apenas a familia Walker… que deve ser o foco principal no próximo episódio, com a volta do pai de Sarah.

  • João Paulo

    Episódio muito bom para uma audiência horrível não merecia. Ri muito neste episódio, gostei da volta dos Volkoff’s. Ri muito do chefão Volkoff falando sobre Avatar ri muito nessa cena kkkkkkkkkkk e na cena que o Chuck propõe e joga Uno com os soldados clandestinos. Caramba tomara que esse final de Chuck seja legal até agora minha opinião sobre a quarta temporada é a seguinte, regular para boa.

  • João Paulo

    Esqueci de dizer boa review por sinal, tomara que Chuck não seja cancelada antes do tempo.

  • Rodrigues

    Ótima review, concordo com tudo, e o episódio foi mto bom!!! Pena q a passagem do volkoff se encerrou, Timolthy Dalton criou um personagem incrível!!! Gostei mto da parte do acordo pré-nupcial e estou achando a trama da Ellie mais interessante, melhor focar no Intersect q na maternidade, como vinha desde o início da temporada, mas tb torço p/ q ela ñ vire uma espiã.
    É uma pena a audiência, quem sabe se mudarem de dia como Fringe não melhore, pois Chuck está no horário mais concorrido de segunda-feira, se antes a audiência era estável, hoje ñ é mais, talvez o q possa ajudar é o fato de outras séries da NBC tb estarem mal…

  • Alex

    Episódio incrível!!Bem ocupado,anda bastante com a trama principal.E esse ep foi a prova de q a série ainda não perdeu sua identidade,o Chuck um pouco medroso,o jogo de UNO e etc.

    Obs:Timolthy Dalton é na minha opinião o melhor vilão q a série já teve,ele é simplismente genial!!

    Obs2:Por favor NBC,renove essa série maravilhosa!

  • nath

    só acho triste que com esse episódio tão ótimo a audiência tenha sido tão fraca! sério, ri tanto em chuck como eu não ria há muito tempo vendo a série. uno, meu deus! UNO!!! HAHAHAHAHA ótimo.

  • Jeu

    Ótima review!
    Adorei o episodio, foi de longe um dos melhores dessa temporada, principalmente por causa da volta do Timothy Dalton, ele é com certeza o melhor vilão que a série apresentou até agora e não é atoa que ele ganhou numa revista ai de melhor vilão das séries.
    Ao contrário de você, eu adorei toda a trama do pré-nupcial, não esperava isso da Sarah, mas até que entendi seus motivos, também adorei ver o Chuck de boa com tudo (ou fingindo pelo menos) xD, como a Sarah disse, ela estava ali se sentindo na pele do Chuck ao se questionar sobre seu relacionamento com ele por algo como o conteúdo de um envelope. ADOREI, já estava na hora dela ter um pouco de insegurança afinal, ela também é um ser humano e não apenas uma espiã e acho que seu comportamento só demonstra sua evolução das primeiras temporadas para cá, ou vai me dizer que Sarah ficaria desse jeito lá na primeira ou segunda temporada? Ponto pra ela. Além disso, é notável a evolução da atriz, eu pude sentir com ela sua reação ao “COOL” Chuck, adorei suas caras ;D Sério, devo ter revisto umas dez vezes direto.
    Também foi muito hilário o Casey e o Morgan, quem imaginaria que eles ficariam tão de boa e parecendo como duas pessoas casadas??? Adoro o relacionamento deles e também adoro ver o Casey como um pai, com sentimentos e tal, mas sem nunca perder sua pose de durão na hora do vamo vê.
    Só Chuck mesmo para sugerir jogar Uno com um monte de metralhadoras apontadas para si KKKK e o Volkoff falando sobre Avatar? Me caguei de rir!!!
    O que só falta agora é o Volkoff ajudar Chuck a prender a filha do jeito que as coisas estão se encaminhando, seria interessante.
    E por último, logo no inicio do episodio Chuck está tomando café da manhã e diz “Eddard, você não pode deixar seus filhos terem um lobo pré-histórico, essa é uma péssima ideia” ou algo parecido, ai ele está falando sobre o livro Guerra dos Tronos, As Crônicas de Gelo e Fogo. Eu estou lendo aqui, só estou no inicio, mas o livro é muito BOM!!! Dizem que o cara que escreveu, o George R. R. Martin tá sendo chamando de novo Tolkien, mas já digo, não é tão detalhado quanto Tolkien.

  • Israel

    Ótimo episódio, realmente focar na trama principal era a melhor coisa a fazer. Pelo o que eu pude ver agora o negócio deve se voltar pro tal de Agente X, já que a Vivivan vai atrás dele, aliás, aquela história do Chuck ter traído ela… ela deve ta é querendo ele.

  • Gustavo Avelino Fonseca

    Muito bom o episódio!!!
    Mas eu acho que vai acontecer algo ainda nesse fim de temporada, eu acho que o pai de Chuck ainda esta vivo!
    Nesse episodio, se voces recordam, Mary vai falar com Beckman sobre o computador de orion, quando beckman diz que tem ordens para que o computador fique com ela.
    Será que o pai de chuck está dentro da CIA e ele não morreu?
    O Bricy apareceu ele levando um tiro e o enterro e ele não morreu, o shaw levou um tiro caiu da ponte e não morreu, vale a pena acreditar que ele está vivo???

  • Dark Nerd

    Cara, o Chuck tava hilário. Melhor que ele propor o jogo de Uno, é o contrabandista ter aceitado. hehe. To gostando mto ta Ellie ta se envolvendo mais, pq antes ela tava mto inútil. E morri com o jogo de neuras entre Chuck e Sarah ter se revertido e ela ter ficado toda preocupada pq ele não se preocupou. Típico de mulher querer que o cara entenda, e se o cara entende achar que ele não ta nem ai..rs

  • Luiz André

    Bom episódio. Fez a trama circular para os personagens, encaminhando-os para a reta final da temporada. No mais, Chuck sempre se destaca quando une bons roteiros dosados entre drama e comédia.

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