
O cotidiano suburbano das famílias de Wisteria Lane, com seus dramas, comédias e mistérios, contado por uma dona-de-casa suicida. Assim podemos resumir essa série, que é uma das minhas favoritas, e que inicia a lista de melhores séries da atualidade do Serie Maníacos.
Informações importantes sobre a lista: esse top 10 foi formado através de uma votação entre os colaboradores do Série Maníacos. Cada um escolheu três séries diferentes, que ainda estão no ar dando notas de 1 a 3. A série com a maior nota depois da somatória geral ganhou o título de “Melhor Série da Atualidade”. Dexter e Breaking Bad já fazem parte da lista de melhores séries da década, portanto fica claro que elas já estão entre as melhores séries da atualidade, na opinião dos colaboradores desse blog. Apenas séries veteranas com mais de uma temporada foram consideradas, ou seja, produções aclamadas como Game of Thrones não entraram. A lista será atualizada semanalmente até a medalha de ouro.
Tudo começa com o suicídio de Mary Alice Young (narrado por ela mesma): a repercussão de sua morte entre os vizinhos e amigos é o que move a primeira temporada. Todos se perguntavam por que uma dona-de-casa que levava uma vida aparentemente perfeita cometeu suicídio? Um escândalo para Wisteria Lane e seus moradores, todos frutos do sonho americano: bem casados, com ótimos filhos e bem sucedidos em seus trabalhos, ou pelo menos é assim que nos parecem à primeira vista.
Marc Cherry, o criador da série, foi inspirado pela história de Andrea Yates, uma texana que sofria de síndrome pós-parto, e afogou os cinco filhos na banheira da própria casa. Enquanto assistia a essa reportagem ao lado da mãe perguntou: “como é possível uma mãe chegar neste ponto de matar os próprios filhos?” E a mãe dele respondeu: “Eu já pensei em fazer o mesmo.” (na época, o pai de Marc Cherry foi fazer mestrado e deixou a mulher com os três filhos pequenos em casa. A mãe de Marc só superou isso com a ajuda da família). A partir daí Marc passou a observar o quanto essas mulheres possuem sentimentos reprimidos e sofrem em silêncio.
Politicamente incorreta e com humor negro na dose certa, vamos descobrindo que todas as famílias escondem algo podre, e fazem de tudo para não deixar que essas “fraquezas” transpareçam para os vizinhos: traições, chantagens, conspirações e mortes são temas normalmente explorados por seriados de ação ou com fundo político, mas Desperate Housewives joga isso na porta da frente das belas casas americanas com suas cerquinhas brancas.
Roteiros certinhos, que nos fazem rir e chorar com a mesma facilidade, e um elenco ótimo e super entrosado são o segredo de qualquer boa série, e com DH não é diferente. As belas Susan Mayer, Gabrielle Solis, Lynette Scavo e Bree Van de Kamp e seus maridos e filhos já passaram por quase tudo nesses 12 anos de suas vidas. Esta sétima temporada, considerada por muitos um retorno às origens da série, apresentou a volta de personagens conhecidas e o desfecho de um confronto que durava anos, mostrando que a série ainda tem fôlego para quiçá mais duas temporadas.
É fácil colocar séries que ainda estão começando entre as melhores da atualidade, o que só aumenta o mérito de Desperate Housewives estar nesta lista. A série mantém uma regularidade impressionante tanto de crítica (são inúmeros prêmios Emmy e Globos de Ouro) quanto de público (desde sua estréia em Outubro de 2004 até hoje continua sendo uma das maiores audiências da ABC).
Pra quem nunca assistiu, vale a pena aproveitar a summer season e dar uma chance pelo menos ao episódio piloto. Você vai se surpreender.