
Será que aprender a perdoar e “deixar para lá”, são os próximos passos para a humanização de Dexter?
Spoilers Abaixo:
Com tantas camadas e nuances, Dexter muitas vezes mais parece uma criatura fruto das teorias de Darwin do que um ser humano. Sua evolução e humanização são fatores chave da série, e essa semana, Dexter quase conseguiu expressar um ensinamento que a maioria das crianças aprendem muito cedo: perdoar.
A morte do Irmão Sam foi tão anticlímax e pouco valorizada, que eu acabei me surpreendo bastante. Nunca poderia imaginar que um personagem que em tão pouco tempo tornou-se mais relevante que alguns dos personagens que acompanhamos há seis anos, fosse ser riscado da série de uma forma tão fria. Eu estava torcendo para Mos Def entrar para o elenco fixo de tanto que ele acrescentou para essa temporada, mas tenho que admitir que prefiro esse fim inesperado para o Irmão Sam do qualquer outro cenário que imaginei. Sam representava a luz do fim do túnel para Dexter, um túnel que cobre o caminho que o próprio Dexter já aceitou que vai percorrer, um caminho guiado pelo Dark Passenger.
Acredito que nesse episódio tivemos a maior dica de que realmente o Prof. Gellar é uma espécie de Tyler Durden (essa é a última vez que recomendo O Clube da Luta… not!). Quando Travis vai visitar a irmã durante a aula de pintura, ela menciona que Travis é um artista fantástico. Vocês não acham que aquele quadro que o Prof. Gellar está pintando na igreja é de um traço MUITO superior aos desenhos que estão no caderno que Angel encontrou? Por que o quadro é tão superior? Porque na verdade é Travis que está pintando e o Professor é uma mistura de personalidade dupla com esquizofrenia de Travis. Estou muito convencido de que esse é o caso e vou ficar com o queixo no chão se não for.
A dinâmica entre Quinn e Angel foi um pouco melhor nesse episódio unicamente porque jogaram Deb e a irmã de Angel na jogada. Era obvio que Quinn não iria conseguir esconder sua noitada com a professora safada, e eu sinceramente acredito que Deb ficou brava com Quinn por ele ter comprometido a investigação do Assassino do Apocalipse, e não por ciúmes. Deb está sendo obrigada a amadurecer e o novo cargo de Tenente não apenas gera mais responsabilidade como a exclui da rodinha de fofocas do seus ex-colegas. Mas o pior de tudo, deve ser aturar a LaGuerta. O roteiro ainda insiste que ela é relevante.
Gostei muito da conclusão do episódio. Não apenas pela ironia de que o assassino do Irmão Sam morreu nas mesmas águas em que ele foi batizado, mas pela manifestação do saudoso Ice Truck Killer. Desde o começo da temporada ele é mencionado e eu já esperava alguma trama relacionada ao irmão mais velho de Dex, mas nada da forma como aconteceu. Não sei se o ITK é o novo Harry ou se ele será apenas um “fantasma” recorrente, mas de qualquer forma não posso negar que ele agrega muito para a série.
Pensamentos finais:
- Muito boa a técnica do Flamingo que o detetive de Chicago usou.
- O novo stag do Masuka vai virar stalker do Dexter?
- Coisa linda o soco que Quinn tomou de Angel.
- Essa não foi a primeira vez que Dex matou alguém por impulso, e todas as vezes que ele agiu impetuosamente sem seguir as diretrizes do seu código, ele pagou caro por isso. Duvido muito que essa seja a exceção.