
Welcome to Fight Club.
The first rule of Fight Club is: you do not talk about Fight Club.
The second rule of Fight Club is: you DO NOT talk about Fight Club!
Spoilers Abaixo:
Faltando apenas três episódios para o fim da temporada, tivemos a confirmação daquilo que muitos de nós já suspeitavam: Gellar estava morto desde o começo e não passa de uma alucinação de Travis. A teoria Tyler Durden foi comprovada e agora vivo um turbilhão de emoções misturadas. Afinal de contas, os roteiristas subestimaram a inteligência da audiência? Será que para os três últimos episódios da temporada existe uma revelação mais importante? Estou em um estado em que a frustração pela obviedade da trama acabou abafando aquele sentimento legal de “Rá! Eu sabia!”. Como uma pessoa que escreve reviews de Dexter desde a 2ª temporada digo que esse é um sentimento inédito.
Porém, nem tudo que foi mostrado nesse episódio girou em torno da revelação de que Travis é o DD Killer e sempre agiu sozinho. Um lado muito importante da evolução de Dexter foi explorado essa semana e trata-se de uma motivação que vai além do código de Harry. Eu sempre acreditei que a grande motivação da evolução e humanização de Dexter era voltada para a regra número 1 do código, mas no final das contas, mais importante para Dex do que não ser pego, é ser um bom pai. Embora ele encare seu Dark Passenger como uma deficiência incontrolável como um gago é conformado com seu gagueira, está claro que Dexter não quer que Harrison tenha a mesma deficiência, e isso foi representado pela sede de eliminar o Dark Passenger de Travis.
Estou gostando muito das seções de terapia de Deb. Os diálogos são ótimos, mas o melhor mesmo é ver Dexter todo confuso com o lance de ele ser uma cadeira, mas na verdade Deb quer uma mesa. Aliás, parece que o reinado de Deb como Tenente já está com data de validade agora que descobrimos que era Matthews que estava com a prostituta que foi achada morta no episódio passado. Não sei se esse plot era para ser importante e sinceramente nem pensei muito sobre ele, mas estou achando tudo muito estranho. Deb adora Matthews, enxerga nele uma figura paterna, e até onde eu sei eles são próximos. Imagino que se ele abrisse o jogo com Deb, mesmo ela sendo muito correta e incorruptível, o caso poderia ser abafado. Não está fazendo muito sentido essa união com LaGuerta para puxar o tapete de Deb.
Outra revelação mostrada nesse episódio foi referente ao stag do Masuka, que na verdade é o comprador da mão do ITK. Não sei ainda como encaixar ele no quebra-cabeça da temporada. Penso nas informações que temos sobre ele (gosta de colecionar, é semi-hacker e é medroso) e não consigo bolar uma teoria relevante. Por sinal, não sei como a irmãzinha de Angel caiu na lábia do stag. Aquele apartamento grita “eu sou psicopata”.
Se levarmos em conta o histórico das temporadas de Dexter até agora, vamos notar que os dois últimos episódios sempre são reservados para a grande reviravolta do ano. É o modus operandi da série. Mas com a revelação de que Gellar sempre esteve morto, a única reviravolta impactante que consigo pensar é aquilo que mencionei na review passada: Deb vai descobrir a verdade sobre Dex.
Pensamentos finais:
- Não mencionei Angel e Quinn propositalmente nesse texto. Essa é a pior dupla que a série já juntou.
- E o prêmio de melhor conselho amoroso vai para… Vince Masuka! “When it comes to matters of the heart, always follow your dick”.
- Espero que a série mostre flashbacks das ações de Travis sob o domínio da personalidade de Gellar.
- A cena do banho de sangue poderia ter sido melhor aproveitada com Dexter talvez surtando como ele já fez no início da série ao entrar naquele quarto de hotel banhando a sangue.
- O problema de você abraçar a teoria Tyler Durden com todas as forças como eu fiz, é que toda aquela interação entre Dexter e Travis na caça por Gellar torna-se inútil.