
Ela só queria uma redenção para sua vida, marcada por um erro fatal…
Spoilers Abaixo:
Uma das coisas que eu mais prezo quando começo a assistir a um seriado é a evolução dos personagens. Não acho certo ficarmos quatro, cinco, seis temporadas e um personagem não mudar, afinal, todos nós passamos por situações nas nossas vidas que nos mudam para sempre sejam no âmbito pessoal, familiar ou pessoal. Com essa introdução acho crucial começar essa review destacando a evolução de Lucy Liu e sua Watson em Elementary.
Watson começou o seriado tímida, vivendo sempre como uma sombra de Sherlock, buscando apenas reabilitar um paciente debilitado, tentando dar sentido à sua vida, marcada por um erro médico que custou a vida de um paciente. Com o tempo foi pegando gosto pelo trabalho de detetive, começou a participar timidamente até que nesse episódio vimos Watson dividir o holofote com Sherlock. Sua participação não foi somente crucial, mas completamente fundamental para o desenvolvimento da série. A maneira como a personagem se envolveu com a filha dos espiões russos e enxergou nela a inocência para descobrir a verdade por trás do caso foi fantástica e nisso nem Sherlock conseguiria, pois o personagem é racional, frio, direto e não se importa com quem seja o culpado desde que o enigma do assassinato esteja resolvido de maneira convincente.
Falando do Sherlock, se nas investigações ele mostra um lado frio, na vida pessoal vimos um homem carente, que tenta de todas as maneiras convencer sua parceira, amiga, a quem detém um carinho considerável, seja através de diálogos, seja até mesmo sujando a casa inteira e servindo macarrão na caneca. Ver que Sherlock errou uma dedução mostra o quanto ele deixou o sentimento falar mais alto e pela primeira vez, fiquei triste e começo a acreditar que, mesmo que temporariamente, Watson o deixará. Obviamente sabemos que ela não deixará a série, mas acredito que Sherlock terá que passar por um tempo sozinho.
Quanto ao caso da semana no começo eu fiquei com raiva. Acho que a história do cavaleiro foi realmente resolvida no episódio anterior porque nada foi dito, Moriarty nem em fumaça e o caso parecia bobo e apesar de eu ter acertado quem era o assassino achava que era um caso conjugal, mas toda a história da máfia russa fez o caso valer a pena e eu gostei bastante da resolução. Acho que se colocarem Elementary em um nível de máfia, espionagem e envolvendo intrigas internacionais creio que a série ficará ainda melhor. Outro detalhe que quase nunca falo, mas gosto muito do personagem do Capitão Gregson, o relacionamento dele com o Sherlock, mesmo que baseado em confiança sempre tem umas rusgas, afinal, não é fácil lidar com nosso detetive mestre, não é mesmo?
Mas nem tudo são flores. Aindo sinto falta de um vilão sagaz, inteligente, nem que não seja o Moriarty, mas alguém que faça o Sherlock buscar o seu melhor e ver que não é somente ele o grande e senhor da inteligência e dedução. Tirando isso a série vai bem, sólida e começa a mostrar que não veio a passeio.
Com um episódio recheado de carga emocional, com uma evolução maravilhosa de Watson e com um cenário apontado para uma despedida, mesmo que temporária, Elementary vem mostrando potencial, apostando em um elemento arriscado, porém até o momento certeiro: a relação entre Sherlock e Watson.
Observações elementares:
- Se um dia o Sherlock deixar de ser detetive ele podia ser segurança em shopping monitorando as câmeras de vídeo. Não passaria um furto!
- Macarrão na caneca. Fiquei curioso para experimentar.
- Nunca mais olharei para as escrivaninhas da mesma maneira. Agora vou sempre procurar por compartimentos secretos.
- Outra coisa que passarei a desconfiar são de fotos com tamanho absurdo.
Extra! Extra!
Acabei de ver a preview do próximo episódio e arrepiei total! Moriarty galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!!