Em Defesa do Politicamente Correto

Post escrito por: , em Opinião

All that is necessary for the triumph of evil is for good men to do nothing. (Edmund Burke)

O texto a seguir trata de um assunto bastante delicado. Quero nele resgatar o sentido original da palavra “censura”, termo que carrega um histórico de indignação e autoritarismo. É também a oportunidade de oferecer um contraponto aos argumentos do post Em Defesa do Politicamente Incorreto.

As emissoras de TV aberta nos Estados Unidos e no Brasil não estão passando por uma onda de influência daquilo que se intitula “politicamente correto”. O tempo verbal está errado: as grades de programação sempre foram vigiadas por cidadãos preocupados – por motivos louváveis ou reprováveis – com os rumos do entretenimento nacional. Cada país, contudo, tem sua história particular de embate com a censura.

Em solo americano, não foram poucos os episódios de censura a programas de televisão. Desde meados da década de 70, quando surgiu a segmentação dos telespectadores por parte das grandes emissoras, começaram a ser exibidas atrações voltadas para grupos determinados – nessa época, o chamariz era a fatia demográfica dos baby boomers. Foi o início da série All in the Family (CBS), cujo roteiro abordava assuntos como racismo, estupro, homossexualidade e afins. Até algumas palavras mais vulgares, como “damn” e mesmo “hell” (ambas usadas em expressões idiomáticas) foram incluídas nos roteiros de um bocado de séries dos anos 70. As pequenas investidas contra o “politicamente correto” foram aumentando e, poucos anos mais tarde, organizações como a American Family Association e a National Parents and Teachers Association passaram a exigir mudanças. A briga, que se estendeu por toda a década seguinte, representou a proliferação dos canais fechados, que conseguiam boas margens de audiência com apelo à sexualidade, violência e drogas (ainda que esta última predominantemente sob um viés negativo). Em 21 de setembro de 1993, foi ao ar a série NYPD: Blue (ABC), que trouxe para uma emissora tradicional as agruras do cotidiano de policiais do 15º distrito de Manhattan. A première recebeu protestos e mais protestos por toda a nação.

No Brasil, e especialmente graças ao Regime Militar (1964-1985), a palavra “censura” assumiu contornos altamente repressivos. Enquanto nos Estados Unidos o termo era compreendido como uma questão de debate e de protesto, para os brasileiros as “pequenas investidas” contra Atos Institucionais significavam perseguição e morte. Temos alguns exemplos de novelas (porque o Brasil até hoje está fazendo supletivo de Séries 101) que sofreram com a censura: Roque Santeiro (Globo), que seria exibida em 27 de agosto de 1975, foi completamente vetada pela Censura (com letra maiúscula, representando o comitê militar). Diversas novelas que foram ao ar, foram com edições governamentais. Era um controle daquilo que o brasileiro podia ver, e nessa vedação entrava tudo: comunismo, sexo, violência e heresias (sim, heresias) em geral. Na chamada “redemocratização” do país, o cenário perdeu um pouco de obviedade: passou o Estado a agir em situações específicas, e segundo o clamor de alguns setores da sociedade civil. Você deve se lembrar das batalhas do Ministério Público contra Pantanal (Manchete-SBT), Viver a Vida (Globo) e mesmo programas humorísticos que sofreram reclassificação etária em razão do conteúdo tido por ofensivo.

Pois bem.

Imagine que eu e você (sim, você mesmo) estamos sentados em poltronas numa sala escura, iluminada por holofotes de luz branca que apontam diretamente para nós. Enquanto você me fita com ares de inquisição, reitero que a censura nunca acabou. Ela apenas mudou de nome, passou de mãos e hoje é plenamente exercida pelas grandes emissoras – tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Censurar significa “criticar, desaprovar, admoestar”, e tudo isso vem sendo feito com relação a assuntos e tabus específicos. Um desses tabus é o chamado “beijo gay”, que aos poucos vem se achegando às produções dos canais abertos no Brasil. Não pense que os americanos vêm muito atrás na discussão: liberar o beijo entre os personagens Mitchell e Cameron em Modern Family (ABC) foi uma luta homérica, e ainda assim o resultado foi um selinho em segundo plano e de forma bem contida. Mas debater censura também é debater a possibilidade de um programa de TV aberta exibir gente injetando ou cheirando cocaína, brincando com um pênis de borracha, transando com duas ou três pessoas ao mesmo tempo, cuspindo palavrões a toque de caixa, dentre outras atitudes. E se há uma onda que não para de assolar a televisão como um todo, é a onda do “politicamente incorreto”. Grupos-chave no setor de consumo demandam mais e mais liberdade de expressão, e isso inclui exibir qualquer dessas cenas que eu descrevi antes… Em pleno horário nobre. E se você discorda, a pergunta que se segue é “Por que não?”. Vou responder essa pergunta agora.

Não assisto ou assisti a programas como Sex and the City (HBO), Californication (Showtime), Hung (HBO) ou The L Word (Showtime). Mas também não acompanho True Blood (HBO), Breaking Bad (AMC), Mad Men (AMC) ou Weeds (Showtime). São programas que não me interessam e que tomam liberdades próprias dos canais fechados dos EUA. Até aí, pensa você, tudo tranquilo.

Mas eu também não assisto a Two and a Half Men (CBS), não quero nem saber de Grey’s Anatomy (ABC) e não acho a menor graça – embora tenha tentado achar – nas “sacadas” de How I Met Your Mother (CBS). Não acompanho Gossip Girl (CW), The Vampire Diaries (CW), 90210 (CW) ou congêneres, mas nesse caso é por não gostar do estilo – isso não tem nada a ver com o conteúdo.

Essas são as minhas preferências. Sim, caro leitor, parece que eu vou concordar com a opinião expressa no post Em Defesa do Politicamente Incorreto. Mas o parágrafo seguinte é justamente o ponto de inflexão.

Gostos e preferências, tudo bem. Cada pessoa tem as suas séries favoritas, e não quer ver qualquer delas cancelada: é como se tirassem das nossas mãos um bom livro, e tudo porque não gostaram da capa. Trust me, I got it. O problema começa quando séries como How I Met Your Mother estão sendo exibidas em horário nobre. É claro que, se um dia eu me casar e tiver filhos, não pretendo impedir que assistam à televisão: afinal de contas, controle remoto existe é pra isso mesmo. Mas nem sempre eu vou estar perto dos meus filhos… E a televisão não vai ter um cadeado na frente, e em pleno século XXI, nem poderia. Meus filhos iriam à escola e seriam confrontados com crianças “livres”, educadas pelos pais sem esse grau de austeridade. Em suma, meus filhos provavelmente assistiriam a cenas como essa. Ou essa aqui. Ou quem sabe essa outra. Se você tivesse um filho ou uma filha de seis anos, gostaria de que visse essas coisas?

Eu não gostaria. E dizer que o remédio é desligar a televisão é quase como pintar uma sociedade em que as pessoas não conversem, em que meu círculo de amizades não contenha pessoas diferentes de mim, e por aí vai. Se meus filhos não virem, alguém verá. E essa pessoa pode influenciar a vida deles e, direta ou indiretamente, a minha. Se eu não for Amish, isso é um fato social inevitável.

É claro que eu não citei séries britânicas, porque Skins (E4-MTV) e Misfits (E4) pertencem a uma classe própria de ofensas a esses princípios. Ainda assim, pergunto a você, com os seus valores e as suas concepções, se cenas como essa poderiam ser mostradas para crianças e adolescentes. Crianças e adolescentes que você conheça. Uma série que mostre um adolescente cheirando cocaína não incita a curiosidade de um adolescente do outro lado da tela? E uma outra que mostra sexo e bebedeira, não causa alteração no comportamento de crianças? Certamente causa. Você pode se julgar capaz de discernir entre o certo e o errado, o saudável e o viciante, o normal e o absurdo… Mas e as outras pessoas? Permitir que certas cenas se proliferem na TV aberta (ou mesmo na fechada) é dar liberdade de expressão a diversos grupos sociais. E a liberdade de influência, vem no pacote?

Eu sei que o texto ficou longo. Vou concluir dizendo que gosto de assistir a alguns seriados (como Boston Legal, Damages, Dexter, Arrested Development, Prison Break e outros) e procuro saber de antemão se um novo programa contém cenas picantes ou mesmo ofensivas de modo geral. Isso faço por querer me preservar de certas coisas. Mas eu sei, e sei bem… Que a maioria das pessoas não pensa como eu. Na verdade, o número de partidários do chamado “politicamente incorreto” vai crescer cada vez mais, pela elasticidade da moral e alargamento das fronteiras na TV. Eu e os outros vamos virar minoria, e será a nossa vez de não ter voz. Resta saber se para o benefício ou para a desgraça dos nossos vizinhos.

Lembra a sala escura com as poltronas? Terminei minha fala sobre censura, sobre, quem sabe, essa censura aceitável. Agora, sob luzes dignas de Frost vs. Nixon, eu olho para você, que aos poucos articula as seguintes palavras:

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  • Caio Cesar

    Estava reparando nas imagens que ilustram os dois posts e acredito que elas resumem bem a diferença do que cada um dos autores defende.

    No texto do Adriel, temos o Coringa perguntando “Why So Serious?”. Ele é um personagem conturbado, violento e extremamente amoral. Ou seja, ilustra bem uma produção com o “quê” do politicamente incorreto. ALGUNS pais não gostariam que seus filhos tivesem contato com esse filme e portanto os impediram de vê-lo. Outros não.

    No texto do Lucas, temos um cartaz do departamento de censura americano, que trás como lema a frase “One Nation Under God”. Ela mostra um órgão governamental que, guiado por preceitos cristãos, determina o que TODOS os indivíduos do país, independente de suas crenças e valores, podem ou não assistir.

    Acho que a diferença não poderia ser mais clara e óbvia. Como costumam dizer, “uma imagem vale mais do que mil palavras”. No caso deste blog, 2 mil.

  • Gabriela

    Eu mostraria Skins (The L word, Californication) para meus filhos adolescentes, sem problema algum. Mas isso vai da criação de cada um. Na minha opinião, o embate, o questionamento, as discussões (além do próprio amor) são fundamentais na consolidação de um real ensinamento.

    Mas concordo que quando se trata de crianças (e ao meu ver essa classificação não segue um padrão etário), certos conteúdos devem ser tratados com maior cuidado; por exemplo, sexo, drogas e religião.

    Achei que esse texto escorrega tanto quanto o outro, em especial na radicalização do debate. Concordo com o que muitos disseram: O mundo não é preto ou branco; tem lá seus tons de cinza.

  • Leo

    Pra isso existe parental control.
    Texto ridículo e moralista.
    Quer dizer então que seus filhos verem um beijo gay na tv é ofensivo? Acorda pra vida, cara…

  • Camila Antonioli

    Respeito seus argumentos mas pais criam os filhos para o mundo. Não importa o quanto proteja seus filhos da tv, internet , os filhos ainda viveram no mundo. A tv influencia? Sim, porém não tira a responsabilidade de educação dos pais .
    Por exemplo, se vc tiver uma boa educação, com bons valores, não importa quantas vezes ti ofereçam drogas vc sempre dirá não. Mesmo que seu personagem de série favorito seja um usuário.

    E olha que não digo isso porque meus pais são super liberais e sempre conversaram comigo, pelo contrário. São bem católicos e ainda hoje são bem rígidos e eu já tenho 20 anos.

    O que deve haver, além do controle e educação dos pais , é o direito de escolha. Programas politicamente corretos e incorretos e cabe ao espectador escolher qual ele ou qual seus filhos podem/devem ver.

  • Rafael Sampaio

    Cansei desse joguinho de politicamente correto ou incorreto.
    Isso não leva a nada! Pois cada um tem sua opinião e não vão se deixar influenciar.
    Mas foi bom por um texto de contra resposta ao anterior, afinal, achei o texto dos politicamente incorretos meio infeliz, tirando um pouco a credibilidade do site.

    Já dei minha opinião antes.
    Acho que deve haver uma censura em função do HORÁRIO.
    Todo mundo sabe que durante o dia quem mais ver televisão são as crianças e mostrar cenas onde as pessoas fazem coisas erradas e “não pagam por isso”, acho que influencia sim as crianças a fazer o mesmo. Cria uma certa curiosidade:
    “Ahhhh, se ele fez e não sofreu nada, porque não fazer?!”

    Agora, durante a noite, quem mais assiste televisão são os adultos. E ai cabe as emissoras passarem o que quiserem!

  • Tamyres

    Discordo completamente do seu texto.

    Não pode passar na Tv, porque você não é obrigado a assistir às cenas? Então não liga a Tv, ninguém está te obrigando a ver ou a ter uma em casa, assim como na internet o controle existe para selecionar o que você quer ver.,

    Seus filhos não podem ver cenas de “semi-sexo”, drogas, uso de palavrão? Acorda, meu filho, o mundo real existe e eles irão saber disto mesmo sem ter visto e na verdade ao descobrirem terão uma curiosidade muito maior do que a dos que veem Tv porque o que é proibido desperta mais curiosidade (comprovado por estudos).
    Tive uma criação liberal, mas com limites lógicos, e não sou nenhuma viciada, nunca quis matar alguem ( mesmo tendo assistido cenas de violencia, jogado CS com amigos em rede E NINGUEM NUNCA PRATICOU NENHUMA VIOLENCIA, o que é lógico já que este seu argumento é completamente furado) chego a achar hilario seu argumento de que se você assiste necessariamente tem q fazê-lo, se você não assiste na Tv jamais o fará. #Tédio de ter lido este seu argumento.

    Seus argumento são totalmente baseados num moralismo religioso e sem base cientifica, estude um pouco mais, leia sobre ética, filosofia, antropologia, sociologia, PSICOLOGIA e não me venha argumentar, num site tão bem acessado, com argumentos mediocres e que como você prega a censura devia ter ocorrido num texto tão reduntante quanto ao seu.

    “Não se deve defender qualquer forma restrição a abordagem de conteúdos apenas pelo medo de que eles possam gerar perguntas indevidas” Corretissimo o que a Andrea disse logo acima nos comentarios.

    Você quis mostrar que é uma pessoa culta, elaborando um texto extenso, com passagens da história da censura e palavras mais cult, contudo errou feio no quesito ARGUMENTO.

  • http://nocmoon.com Patty K

    Eu acho que o mais importante é que os pais tenham diálogo com os filhos. Se os pais sempre conversarem e explicarem o que é certo, o que é errado e principalmente por que é errado, as crianças não serão má influenciadas.

    Concordo com você em partes, claro que tem cenas que eu acho impróprias para crianças. Mas é cada vez mais difícil ter esse controle, já que sempre vai ter um amiguinho que vê e sai falando. Então é melhor conversar do que proibir. Uma criança que teve uma boa formação não vai se drogar porque viu em um seriado ou porque conhece gente que faz isso.

  • Edmon

    Então quem escreveu esse texto é contra sexo na TV e coisas do tipo, mas vê Dexter porque matar não tem problema, né?
    Não adianta dizer que “o roteiro de Dexter é simplesmente melhor, não importa se ele mata as pessoas”. O roteiro de Weeds, só pra ficar no mesmo canal, é igualmente bom, mas a série não é aclamada justamente pq vai no politicamente incorreto que as pessoas sentem desconforto em ver. É ruim ver Weeds pq é uma realidade possível. Já Dexter é uma realidade mais distante, e pros moralistas idiotas que são contra o sexo, a morte é uma coisa linda, já que “deus” tá te esperando, mas o sexo é contra deus. Que piada. Por favor, senhor Lucas Carvalho, não prive seus filhos de cenas “picantes”, beijos gays e etc, eles vão crescer e virar adultos deslumbrados e exagerados no que não podiam ter antes.

  • Vitor

    Sinceramente a arte é algo que NÃO DEVE e não TEM limites. Se uma pessoa interpreta errado uma cena de pessoas usando drogas ou de violencia, que são necessárias na narrativa, o problema é DA PESSOA, mas a arte não deve ser limitada por conta disso.

    Se a questão é criança, vc diz que é impossivel não controlar o que elas vêem na tv e que não gostaria delas verem cenas apelativas, se é impossivel controlar na tv é igualmente impossivel controlar na internet, qualquer criança descobre um site porno facilmente.
    Eu acho que os pais devem controlar o que a criança vê na internet e na tv mas também liberar aos poucos essas cenas e CONVERSAR ABERTAMENTE com os seus filhos e RESPONDER TODAS AS PERGUNTAS feitas sobre tais cenas. Explicar que em skins eles se drogam, que isso é errado e que eles terão a consequencia disso, que no sexo vc vai encontrar alguém especial quando for mais velho e que terá vontade de fazer a mesma coisa, que as vezes um homem nasce sentindo atração por outro homem e não se interessa pelas mulheres, mas isso não é culpa dele e é chamado de gay. O problema não é no entreterimento e na arte e sim na educação que os pais dão para os filhos.

  • http://charges.uol.com.br/2010/03/05/tobby-entrevista-john-locke/ Lost flopou

    Peraí, sexo e drogas não pode, mas violência pode?

    E os programas da tv aberta, pode? O sensacionalismo mundo cão dos telejornais, pode? As novelas, que fazem lavagem cerebral pró consumismo, homossexualismo, golpe da barriga, golpe do baú, impunidade, sexualidade exacerbada, pode? E a Xuxata, ex-atriz pornô que até fez o filme Amor Estranho Amor, com apologia à pedofilia, uma oportunista sem talento que só fez explorar o consumismo das crianças, que fazia pouco e maltratava as crianças, virar ídolo infantil, pode? Programas bons e sem nada politicamente incorreto serem empurrados pra madrugada pra ninguém poder ver se tiver que acordar cedo no dia seguinte, pode?

    Me espanta que você goste de Boston Legal, que foi uma série politicamente incorreta até a medula!

    Educar as crianças é tarefa dos pais SIM. Não exclusiva, tá na cara, mas é mais dos pais do que de qualquer outra pessoa ou instituição. E vejo muitos pais que tem preguiça e empurram a responsabilidade pra quem quiser assumir, e a tv é a primeira da lista. E cabe aos pais SIM decidir quando devem mudar o canal ou até desligar a tv e dar atenção às crianças.

    Palavrão nunca foi proibido na minha casa, mas desde cedo aprendemos que não é coisa que se diga o tempo todo, em qualquer lugar e na presença de qualquer pessoa. E que o abuso de palavrões é pobreza vocabular. Na minha casa quando o programa não é bom, mudamos o canal. E se nada prestar, desligamos e vamos jogar um jogo, ler ou conversar.

    Sou a favor da adequação dos programas aos horários, mas sou contra o banimento de programação de qualidade pra agradar a uma minoria barulhenta e puritana.

    A maioria do que se arvora de politicamente correto é HIPÓCRITA.

  • Karol

    Sou a favor da adequação dos programas aos horários, mas sou contra o banimento de programação de qualidade pra agradar a uma minoria barulhenta e puritana. [2]

    Falou tudo.

  • gabriela

    Me lembro um documentário que eu vi sobre o My Wife and children. Sobre como uma associação de mães estadunidenses queriam proibir o programa, alegando que era um absurdo a forma que era mostrada a família e tal.Ainda bem que não conseguiram!

    Justamente quando um programa rompe com as regras estabelecidas socialmente que se abre um espaço – seja entre pais e filhos, educadores e alunos- para debate sobre aquele não dito, mas que exisite e precisa ser pensado.

    Justamente em muitos lares de opressão religiosa e moralismo extremo que se formam adolescentes e adultos desviantes. Numa casa onde tudo é pecado, em algum lugar se acha espaço para transgredir as regras, o que é necessário em certa medida para um desenvolvimento normal.

  • Silvia_05

    Já disse isso antes: o politicamente incorreto não é prá todo mundo. Assim como o conservadorismo também não. Não gosto do escracho, do mal gosto, da baixaria. Também não gosto do puritanismo, do modelo a ser seguido, dito por gente que não tem a menos idéia do que é melhor prá mim. Aliás, somente eu sei o que é melhor prá mim.

    Tenho meus limites e quando a tv os atinge eu troco o canal ou vou ler. Bundas por todo o lado no Pânico, me irritam profundamente. Esse BBB, já faz anos que não vejo. É o sexo que me choca? NÃO. É a mulher virada totalmente em OBJETO, é o homem ter como única preocupação o desempenho. E, por essas terras tupiniquins, a gente dizer que não gosta desse exibicionismo e dessa virilidade é ser taxado no mínimo de louca(o). Isso passa abertamente na tv. Milhares de crianças e adolescentes assistem a isso todos os dias, na propaganda ou nas novelas, com total aprovação dos pais. Sair na Playboy é objetivo de vida. Ter 10 namoradas é capa de CARAS.

    Nem por isso, acho que se deve pregar os valores tradicionais de priscas eras. Mesmo porque o meu sistema de valores foi construído ao longo de bons anos. Graças a mim, eu tenho discernimento das coisas. Mas caretisse é algo da qual eu passo longe. Vivo no ano 2011 e quero a atualidade.

    E nada pior ainda do que a falta de humor. Se você não for capaz de rir de certas coisas, até das suas próprias crenças, se dar conta de que é um ser humano limitado e falível, então sua saúde mental está comprometida.

    PS: que o autor do post me desculpe, mas as cenas escolhidas para ilustrar o teu ponto de vista estão muito longe de ser algo chocante. Tem coisa muito pior por aí.

  • Kamilla

    Até quando os adultos vão culpar as crianças pelo desconforto que eles mesmos sentem em relação aos famosos assuntos tabus?? (Sexo, drogas, violência e blá blá blá)

  • http://medodeavestruz.blogspot.com Vinícius Cesarini

    deu uma surra no texto “em defesa do politicamente INcorreto”. Parabéns!

  • Santana

    Em defesa do politicamente pessoal. Eu decido o que vou ver e quando um dia tiver filhos eu vou indica-los ao que é licito a idade e mentalidade deles.

    Por que vc critica Skins, e assiste Dexter?… Ahh é claro, é mais bonitinho e politicamente correto pras crianças assistirem um cara que mata nas ruas e depois volta pra casa como se nada tivesse acontecido. Meu irmão Skins, Gossip Girl, Misfits, 90210 e outras mostram sexo e beijo gay porque isso vai da natureza humana. Toda criança um dia vai se identificar e vai descobrir se ela é HETERO ou HOMO, e depois vai fazer SEXO, BEBER, CHEIRAR e outras coisas. Não é a tv que vai causar isso, ou então a homosexualidade e sexo não existiriam antes quando TV e INTERNET não existiam tbm!

    Não to dizendo que isso tudo que eu falei acima é normal (cheirar), mas é uma coisa mais natural, ou vc acha que sujar a mãos de sangue e ser justiceiro é normal tbm?

  • Afonso Paixão

    Lucas tá corretíssimo!

    Sou a favor da censura televisiva e de todos os meios de comunicação em massa! Exceto livros e artigos. A massa populacional infelismente é burra. Livros infelismente não atinge todas a classes, entao podem ter um conteudo mais sofisticado, portanto adimitem criticas asperas… Vai explicar algo pra um semianalfabeto utilizando sarcasmo…

    Quando não precisarmos mais nos importar com a fome ou violencia ou outro problema social, apartir desse momento passamos a nos preocupar com a criatividade ou quanto esse mundo é chato, pq pra quem tem uma vida digna, ter uma alimentação saudavel, jogar jogos, ter acesso a televisão fechada, pode se tornar banal. Se quer se preocupar com o mundo, existe muita coisa a ser priorizada antes da diversao, da liberdade de expressar uma critica, e até a uma m***a de um seriado.

  • Pedro Paulo

    @Luciana

    “Agora o que acho absurdo é uma cena de dois adolescentes hétero se agarrando ser aceitável e um simples beijo gay ser objeto de tanta polêmica. E dizem que o Brasil não está pronto pra isso. Como o Brasil vai ficar pronto se nunca está exposto a isso dessa forma?”

    Pra mim essa frase falou tudo. Eu ia comentar quilômetros de palavras aqui, mas decidi que não.

    Essa HIPOCRISIA brasileira me mata. É igual o povo que critica os carros chineses: falam que é ruim e tal, que não dura, encaixes mal feitos, mas compra Gol, Celta pelado por 30 mil, que convertendo em dólares dá uns 20 mil dólares, onde nos EUA você compra um Civic, um Sonata completaço ou um CAMARO e MUSTANG bem equipados! E lá é um país desenvolvido! E esses carros pelados são reprovados em testes simples de segurança! (Latin NCAP – joguem no Youtube para ver os resultados)

    Não pode ter beijo gay em novela, mas o homem pode terminar com duas mulheres (a última das oito, mesmo admirando o Silvio de Abreu, não precisava de uma coisa tão ridícula.), ah, isso PODE!!!!

    Concordo e discordo com vários pontos aqui e no post anterior. Mas eu sou defensor do POLITICAMENTE RACIONAL. Todas nossas atitudes tem um lado incorreto e outro correto, e isso faz bem para o ser-humano. Afinal, NINGUÉM É PERFEITO!

    Agora, quando uma pessoa é RACIONAL, ela toma atitudes e ações, com base em argumentos SENSATOS, e, para ela, está correto. E pra mim é o que basta.

    Então, que, quando tomarmos ações, ver o que vamos assistir, ANALISEMOS FRIAMENTE a vantagem dessa ação, o que vai nos oferecer de bom, ao invés de dar uma de rebeldão ou dar uma de puritano.

  • Alex

    Ao Afonso Paixão

    “Sou a favor da censura televisiva e de todos os meios de comunicação em massa! Exceto livros e artigos. A massa populacional infelismente é burra. Livros infelismente não atinge todas a classes, entao podem ter um conteudo mais sofisticado, portanto adimitem criticas asperas… Vai explicar algo pra um semianalfabeto utilizando sarcasmo…”

    Você chama a massa de burra mas nem sabe escrever direito, pra quem defende tanto os livros parece que tens lido apenas HQ’s ultimamente, aprenda a escrever antes de tentar pagar de culto nos comments.

    Sua primeira frase é tão absurda, que quase não acreditei no que li, sabe o que você pode fazer? vai morar em outro país, um que se encaixe com o seu modo de pensar, sugiro: Venezuela, Cuba, Irã, Coréia do Norte e etc…

  • Miguel

    Que papo moralista antigo. Grande perda de tempo.

  • Miguel

    @afonso paixão.

    Tinha que haver é uma censura para esse seu discurso tolo e retrógrado, assim como para seu português. “infelismente” Pfff. E a massa que é burra?

    Vai estudar.

  • http://esseeomeushow.blogspot.com @MatheusJardiim

    O problema é que se seu filho não ver certas coisas na televisão vê na real. Eu não ligaria de meu filho ver essas coisas, tal como ainda não sou ”adulto” e vejo.

    É questão de educação, você sabe que isso existe, você sabe que algum dia ele verá tais coisas portante é impossível negar a existência através do tal ”politicamente correto”. É educar, ensinar, mostrar e provar o que é certo e o que é errado.

    Vejo séries que mostram cenas de pessoas usando drogas, fazendo sexo adoidado. Já vi tudo isso na real, já tudo e um pouco mais das coisas que nós SABEMOS que é errado, nem por isso faço tais coisas.

    Xx.

  • Luã Marinatto

    Entendo os argumentos, e respeito o ponto de vista exposto, mas simplesmente discordo de quase tudo. Não li todos os 70 comentários, então não vou me estender até mesmo para não correr o risco de soar repetitivo.

    O principal, ao meu ver, é que não dá para culpar a indústria do entretenimento por um lar mal-estruturado ou por falhas educacionais. Você pode criticar a televisão sob diversos aspectos, mas, ao contrário do que a maioria pensa, ela não é capaz de moldar caráter, ou algo do gênero.

    Se um determinado programa apelar demais, ultrapassando os limites do politicamente incorreto e chegando ao mau gosto, a própria audiência há de determinar o seu insucesso. Além disso, sou rigorosamente contra qualquer tipo de regulação a produções artísticas, pelos mesmos elementos históricos citados no seu texto.

  • Danilo

    Eu acredito que o maior problema da censura pelo politicamente correto e o seguinte: o que seria de fato correto? Correto seria distribuir valores religiosos na televisão? Pois, para mim, que sou agnostico e extremamente contra religião organizada, isso é uma ofensa tão grande como seria para um religioso mostrar valores ateus na televisão. Seria correto censurar mensões ao sexo na televisão? Por favor, qualquer criança de 10 anos hoje em dia sabe o que é sexo, e grande parte delas pode entrar em um site pornográfico a hora que quiser. E por ai vai…

    Censurar a televisão pra mim não e nada mais que esconder o problema. Não tem como se enganar, qualquer um hoje em dia pode achar qualquer conteúdo pela internet. O problema e como a criança pode interpretar este conteúdo, e isso vem da instrução e educação dos pais. Censurar para mim é abdicar da sua responsabilidade como pai.

    Obs: Sim, sou um garoto de 18 anos, então pode vir os comentários dizendo o quanto imaturo sou. Sejam bem vindos

  • Danilo

    Só uma coisa que acho que deixei de lado: Qual o problema com o sexo? Por que que sexo é uma coisa amoral? Machuca alguem (se for consensual)? Mil vezes mais prejudicial que mostrar sexo como algo normal, se feito com proteção, do que mostrar sexo como algo perverso e danoso. Pois a partir daí so se tem duas opções: ou a pessoa vai fazer sexo do mesmo jeito, já que esta na natureza humana, mas sem nenhuma consciencia de proteção, ou pior, a pessoa acaba achando que sexo é de fato algo danoso, assim entrando em depressão pois reprime uma sensação natural do ser humano.

  • Lucas DR

    É, temos opiniões bastante diferentes, não que eu concorde completamente com o texto de alguns dias atrás ou discorde completamente desse, mas esses argumentos não foram legais.
    Eu sou um adolescente de 16 anos fãzaço de Skins, Breaking Bad, Californication, Dexter, etc, com temas mais adultos, e te digo que nesses meus 16 anos de vida nunca pus uma gota de álcool, ou cigarro, drogas, o que for, na minha boca e nem saí pela cidade matando pessoas. Isso é mero ENTRETENIMENTO. Na verdade, Breaking Bad me inspirou uma vontade de aprender mais sobre Química e não somente para fabricar drogas ou explodir coisas.
    Não gostar de uma determinada série pelo seu conteúdo forte e INAPROPRIADO PARA CRIANÇAS é uma coisa, mas dizer que uma série assim não poderia estar no ar, como essas associações dos pais ridículas dos EUA fazem é ser muito CABEÇA-DURA.
    E ah, se existem pais que não conseguem sentar e explicar para seus filhos o que certas cenas vistas na TV significam e fazê-las discernir o certo do errado, então o remédio NÃO É DESLIGAR A TV e sim mudar para a NICKELODEON e assistir Bob Esponja com seus filhos.
    E tem mais: “TEM GENTE QUE FUMA MACONHA E NUNCA ASSISTIU WEEDS!!!!”

  • Raul

    Você sabe o que é ação e reação? ….então, não se restringe à física propriamente dita…
    Quanto mais do “correto” mais vai haver do “incorreto”, pois uma coisa faz a outra. Bem, na ação do puritanismo, do acéptico e da limpeza; o pecado, o obceno e o perverso ganha forças….
    Não se cria a verdade sem antes criar a mentira.

  • Igor

    Eu tb pertenço a esta minoria. Apesar de eu assistir Breaking Bad, Dexter, Prison Break, 24 horas, Oz, Jogos Mortais… vários filmes e séries que tocam nas feridas da sociedade. Como comentei no outro texto, aquele foi juvenil. Esse foi ADULTO.

    Como bem observado pelo autor, está havendo uma onda de “politicamente incorreto”, não do contrário. Hoje todo mundo quer ser descolado, entender de drogas, aprovar assassinatos justificáveis e dizer que viu uma cabeça ser arrancada enquanto almoçava.

    Censura sempre existiu e sempre deve existir, afinal, não vivemos numa anarquia. Quem gostar de cenas picantes que as procure, e não elas que cheguem livremente a todos, principalmente crianças e adolescentes, que repetem e espalham os comportamentos da TV.

  • fabio

    Censura e politicamente correto não são a mesma coisa. Que discussão mais absurda é esta neste site de seriados?

  • @richie_btvs

    eu acho que não tem que cencurar nada nao….
    mas sim passar em horarios que crianças não vejam…
    logo depois das 20:00…. pq se um pai deixa a criança assistir á novela com cenas que deveriam ser censuradas, ele sabe o que está fazenda(ou deveria)
    acho errado colocar skins na tv globinho…. mas nada contra em passar na hora do casseta e planeta….
    sou contra a censura, mas a favor da educação que os pais tem que dar para seus filhos….
    quando eu era pequeno eu sabia que tinha coisas que eram inapropriadas para eu assistir pq minha mãe teve uma conversa comigo…
    mas aos poucos ela ia me mostrando o por que….
    educação é fundamental…. não censura….

  • Ednaldo

    Faço as palavras de Jonesy(Comentario 13) as minhas.: “Moralismo exagerado e sem sentido”.

    O que uma criança precisa é de carinho, atenção, paciência e principalmente limites. O que causa muitos traumas é terrorismo religioso (se não fizer o q deus manda vai pro inferno), e isso ninguém contesta.

  • .Deh…

    Nem muito pra lá e nem muito pra cá. Desculpa, mas horário nobre não é horário de criança ver TV (teoricamente), então por que às vezes insistem em colocar “falso moralismo”?
    Lógico que não é pra ter de tudo em qualquer programa, mas tem programa que é voltado pra um público um pouco mais maduro e mesmo assim ter todo um pudor exagerado.
    A TV não foi feita pra educar, e pra mim, essas ondas de revolta com certos conteúdos que surgem (mesmo quando claramente aquele produto NÃO é pra idades que não saivam lidar com aquilo) é de pai que quer se livrar de criar um filho. Não tão preto no branco, claro, mas de certa forma eu vejo dessa maneira. Como eu disse, é EXAGERADO. Tudo tem o seu limite, tanto para um lado quanto para o outro.
    Acho um absurdo dizer que um adolescente que assiste uma série como Skins, por exemplo, vai ser influenciado pela série a ser igual. Esse adolescente vai ser mais influenciado pelo mundo, com toda a certeza. E ele tem que ter tido EM CASA base para saber que rumo tomar.

    PS: Não sou “a favor do politicamente incorreto”, acho que às vezes acabam até exagerando em algumas coisas simplesmente por ser apelativo, e não aprovo. Mas pelo menos séries que se preocupam menos com essa politicagem toda costumam nos presentear com conteúdos mais reais, trabalhados de melhores maneiras, sem precisar fazer panfletagem, mesmo que às vezes tenham cenas que eu, particularmente, ache desnecessárias.

  • Leonardo da Silva Sousa.

    Por isso gosto de site, pelo fato de abordar vários temas sobre séries e várias opniões, infelizmente não concordo com essa daqui, acho q quanto mais diversidade houver na tv, melhor e cabe aos pais limitarem o que os seus filhos estão assistindo e não generalizar a situação e censurar o programa, pois muitos se sentam na tv pra assistir o politicamente incorreto.Sou fã de Skins e Misfits e adoro a maneira como a história é contada e acho que seria muito egoisto se censurassem esses programas, talvez mudar de horario, mas descer o pau na série e criticá-la veemente não é a solução.

  • http://twitter.com/luh_ Luana Pereira

    Achei muito boa a ideia de publicarem um texto com o outro lado da moeda!

    Entretanto, não concordo com a ideia do politicamente correto. Não estou dizendo que devemos passar filmes violentos ou pornográficos no meio da tarde, mas não acredito que censurar seja a maneira correta de tratar os fatos.

    Se os problemas são as crianças, elas são responsabilidade dos pais e não dos diretores das séries, ou do canal da TV. Muito se tem feito para que cada um assista o programa associado a sua idade, cabe a cada um decidir o que é imoral para si.

    Não acho que sou uma pessoa pior por ter assistido a segunda temporada de Dexter, nem por apoiar as séries do canal Showtime. Ao mesmo tempo que existem pessoas fumando maconha em seriados o mesmo acontece com pessoas na faculdade em que estudo, e ocorria até mesmo no colégio. Não é por ver esse tipo de comportamento em séries ou com pessoas próximas que eu partiria para esse lado. Vejo coisas muitas vezes imorais, cresci jogando Duke Nukem e mesmo assim sou uma pessoa pacífica, que não bebe e nem fuma e muito menos invade um cinema e atira nas pessoas.

    Chegou o momento de cada um assumir as suas responsabilidades, parar de culpar isso ou aquilo e prestar mais atenção na sua família. Cada um assiste o que quer, afinal a TV não é feita de um canal só.

  • Eduardo Muniz

    a Luana Pereira #84 falo T-U-D-O

    Como Skins foi citado, venho aqui da minha opinião:
    Eu olho a série e so adolescente, vejo aquelas festas que os personagens vão e o jeito com que aproveitam (drogas, bebida, sexo) com a mente aberta. Tenho certeza que a minha mãe nunca iria querer que eu olhasse esse tipo de coisa, mas aquilo não me influencia em absolutamente nada. Não posso dize que ve eles numa festa, cherando, fumando e bebendo não me desperte curiosidade, mas na minha curiosidade, eu fui pesquisa. Acabei aprendendo muita coisa sobre drogas e etc que eu nunca, NUNCA ouvi numa palestra no colégio ou vi numa novela daqui do Brasil. Isso que eu citei, mostra o lado, digamos “ruim” das drogas, só fazem campanha contra e bla,bla,bla… Skins, por exemplo, mostra o lado, digamos, bom… Uma pessoa ciente desses dois lados, sabe em parte defini o que é certo e é errado pra si mesma, na curiosidade, ela vai pesquisa. Uma pessoa ciente só de um lado, fica com a cabeça fechada, só pra um lado, ai que entra a influência da televisão. Deveriam mostra os dois lados e isso nunca acontece numa programação aberta.
    Não defendo a censura, defendo a classificação. Como a Luana falo: crianças e adolescentes são responsabilidade dos pais e não de roteiristas. Então, se numa novela que passa as 21hrs tenha sexo e tenha criança acordada vendo, os pais tem que manda elas dormi, até acharem que elas tem a idade certa pra ve o que ta passando, ou optarem por segui a classificação indicada. Adolescentes vendo algo com temática de drogas, não funciona bem assim. Adolescente não se proibe, se conscientiza. Filha de 14 anos vendo sexo sem proteção na tv? Manda i pesquisa o que acontece se faz isso. Filho de 16 anos vendo uns adolescente cherando cocaína na tv? Manda i pesquisa o que acontece quando se faz isso. A wikipédia concerteza vai mostra os dois lados. É por isso que eu defendo o politicamente Incorreto,porque ele mostra a realidade.

  • brunofillipy

    Discordo
    sou contra a censura
    cada pessoa deve ter o direito de assisti oq quiser
    é muita arrogância acha q tem o direito de decidir oq os outros devem assisti
    por isso odeio esses lixos que fazem a censura

  • SEVEN

    Texto coeso, orgânico, maduro e sensato.

    Qr politicamente incorreto?

    Deixem as coisas como estão na TV brasileira e continuem vendo crianças de 6 anos com sortinhos justos e curtos dançando funk, ou axé no tempo do “É o Tchan” quando muitas criancinhas sonhavam em ser dançarinas, qdo qqr adulto SABE q o motivo daquilo tudo era (e continua sendo) trocar dinheiro pela idéia de sexo, só q a criança não sabe (mas os pedófilos sim e adoram). Hj o “sonho” delas é ser “mulher ‘alguma fruta’”, ou participar de um Big Brother e por aí vai. Aí não dá! Não há pai ou mãe q segure a barra qdo a lavagem cerebal é generalizada.

  • Dark Nerd

    Esse assunto é complicado, mas digno de ser abordado. Dar o discursso de “É obrigação dos pais cuidar dos filhos” é um grande “se vira, problema é seu!”. Se VC não é influenciado pelo garoto cheirando cocaina na televisão, otimo! Mas não vou defender que algo do tipo seja exibido tendo o risco de outros serem influenciados, apenas pq vc tem direito de se divertir. Uma sociedade justa se forma quando se pensa em ambos os lados, e se um lado sai em desvantagem, não pode ser aquele que tem mais a perder.

  • Sarah

    Concordo plenamente com você. A gente tem que ter muito cuidado com o que assiste/escuta. Certas coisas à primeira vista parecem agradáveis ou divertidas, mas à medida que você vai deixando entrar na sua vida passa a alterar seu comportamento. Isso parece besteira, mas muitos homens são induzidos a trair suas mulheres pela tv ou internet, homens que amam suas mulheres, então o que acontece? Eles ocupam a mente com as coisas que vêem/escutam e acabam esquecendo o principal. No final, ele faz a mulher infeliz e perde a oportunidade de ter um bom relacionamento duradouro. Se isso acontece com adultos, imagine com crianças e adolescentes? Se você não acredita que a tv e a internet têm esse poder de influência, me responda: Para quê existem comerciais publicitários e propagandas? Se coisas que nós muitas vezes não damos atenção nos influenciam imagine as que prestamos atenção! Acredito que uma censura deva existir no intuito de preservar os valores da família.

  • PedroHenrique

    O post já começou com um comentário idiota e infeliz. Que o Vinicius criticou o Lucas por não assistir tal séries.
    Sendo que o Lucas falou sobre o “Gosto popular, e que cada um tem o seu”, ou seja, podemos ver que um post como esse, não importando o quanto bom tenha sido, e que fala, diferencia o certo do errado não mudou e nem vai mudar a opinião das pessoas. Mas o que podemos fazer?

    Indo ao assunto do “Politicamente Correto”, eu sou à favor. Repetindo o que comentei no post do “PI”. Eu acho super errado que uma criança veja cenas de horror, sexo, drogas e/ou que contenham palavras inapropriadas para as próprias. Como seria o mundo se tudo isso fosse legalizado? Não existe outra resposta a não ser um CAOS.

    Eu comecei a assistir Caprica a pouco tempo, e em algumas cenas aparecem um mundo em que não existe regras, em que as pessoas fazem o que quiser, sempre que quiser, matam, roubam, bebem, e não são punidas com isso. O que vemos na série? Um mundo em que não se pode ir à rua em que no primeiro passo você leva um tiro na cabeça e é desconectado (já que este mundo caótico é um video-game, em que hackers conseguiram tirar todas as regras do jogo) Mas me responda: “Se um dia for inventado um game exatamente igual ao nosso mundo, em que as pessoas possam se drogar a vontade e sentir a mesma reação de fazer isso na vida real, não iria estimular essas pessoas a quererem fazer isso fora do game também? Com certeza sim.

    Mas enquanto isso não acontece, se uma criança vê alguém fazendo sexo em um filme, com certeza despertará a curiosidade dessa criança. É por isso que cito o coment do Arroma: “FINGIR QUE ESSAS COISAS NÃO EXISTEM NO MUNDO É QUE VAI DESPERTAR A CURIOSIDADE NO SEU FILHO. ” Então é por isso que se você tem ou de certa forma terá um filho, é obrigado que este tenha uma boa educação, dada por você, pai/mãe ou responsável dessa criança.

    Eu tive uma boa educação da minha família, mesmo que o mais difícil que tenha sido eu ter uma conversa com eles sobre o que eu poderei assistir ou não, eu sei que se alguém da minha família me visse assistindo um filme com cenas explícitas não ficaria nada feliz, e/ou muito menos falando palavrões e agindo de forma errada.

    Se eu estiver afim de assistir um filme na TV e ver que ele é para maiores de 14, 16, 18 anos, eu com certeza não me intimido com isso. Do mesmo jeito das séries, eu tenho 13 anos e nenhuma série que assisto é recomendada para minha idade. Como por exemplo, Dexter (18), minha tia viu a série passando na REDETV, e eu disse: Ah, Dexter ♥! – Aí ela pergunta se eu assistia isso, eu disse que sim, e nada. Ela não liga, por que ela sabe que eu sei do que se trata, e que aquilo não mudará meu comportamento, não se eu estiver ciente do que assisto.

    Ou seja, se eu vejo escrito “18″ na TV, eu apenas digo: “EU NÃO LIGO DE ASSISTIR A ISSO, EU SEI DO QUE SE TRATA E NÃO FARÁ DIFERENÇA ALGUMA SE EU VER OU NÃO!”

    Pois é, esse é meu comentário sobre a censura. Mas a algo que eu ainda quero falar, é sobre o “beijo Gay”, citado no post. Eu sou a favor de ver duas pessoas do mesmo sexo se beijando na TV ( sem exagero, claro, assim como não deve acontecer nem com duas pessoas de sexos opostos), assim como aconteceu em Modern Family, e Glee por exemplo. E eu ainda acho que a TV ainda está muito fechada para exibir isso. Mas se já chegamos a esse ponto do POLITICAMENTE INCORRETO, não demorará para que isso não tenha problemas de ser exibidos.

    Comentário grande né? VISHE, falei hein!

  • PedroHenrique

    AAH! E eu ainda esqueci de falar do “Big Brother Brasil”. Eu tomei raiva do reality, por só falar de sexo, sexo e sexo. Hoje não tem mais jogo no programa. Mesmo assim ainda assito, com minha família. E não é problema.

    Outra coisa, eu assisto filmes de Horror desde criança pequena. Sempre amei, e todo filme de terror que se preze tem cenas de sexo, mas nunca me intimidei com isso.

    Pronto, acabei de falar do que eu tinha esquecido no antigo comentário. Se eu tenho mais a falar, falo depois, cansei de digitar, literalmente!

  • marcia

    Lucas, concordo com tudo q vc falou, fico feliz de ver q algumas pessoas ainda tem pensamento similar ao meu, pois nenhuma de minhas amigas concordara comigo. E, para quem acha q as pessoas( algumas pelo menos) não são facilmente influenciáveis, veja quantas brasileiras são atraídas para outros países na procura do principe encantado/marido/emprego e acabam como escravas brancas, em pleno sec. XXI.

  • http://www.palavraspousadas.blogspot.com Samuel de Melo Neto

    Lucas,

    Geralmente não comento no blog, mas precisei comentar nesse teu post.
    Eu poderia te chingar e te chamar de idiota, mas não o farei.

    Mas, por favor, releia tuas palavras e perceba o teor Comunitarista e Autoritarista, mesmo que leve e bem camuflado, de tuas ideologias. Em certos momentos eu cheguei a achar até engraçado notar a característica de tantos presentes em teu texto: paternalismo.
    Não o paternalismo que aprendemos na escola sobre Vargas e outros políticos; mas o paternalismo moral.

    Francamente, amigo, não é seu trabalho nem de ninguém o de controlar e estabelecer as fronteiras morais da sociedade!
    O respeito à moralidade diversa pode parecer uma espécie de anarquismo, mas é a simples e pura liberdade do séc. XXI.

    Bem vindo à nova era.

    ;)

  • pj

    As crianças e adolescentes tem mesmo que saber. Vai esconder da realidade?! Claro que não! Mostrar a realidade é claro que faz as obras terem mais valor. Claro que há maneiras bacanas de mostrar essas coisas, suavizando com cortes de cenas e acabar mostrando uma simples sugestão sem mostrar a “coisa”.

    Hoje em dia informação é algo tão fácil de se obter que o melhor mesmo é explicar logo tudo o mais cedo possível pras pessoas.

    E se nem de noite pode passar coisas divertidas e maduras, que horário vai passar, então? Criança não tem que ver nada de noite mesmo não!

    E quanto a ser influenciado, só uma pessoa mto fraca da cabeça seria influenciada por uma obra de ficção.

  • http://www.twitter.com/iisaRocks Caísa Reis

    Articula as seguintes palavras: [awkward silence]

  • Leo

    O comportamento de todos nós vem dos nossos pais, e não de uma cena que vimos na TV. Se tivermos consciência sabemos o que fazer. E como vc mesmo disse, não podemos não conversar com nossos filhos, então se ele ver uma cena dessa, é só conversar. O mundo precisa ser mais cabeça aberta…

  • Celina

    Lucas, até entendo o seu argumento e concordo em alguns pontos, mas em pleno século XXI o nível de censura precisa ser menor. Claro que tem algumas séries que realmente não devem passar em horário nobre, como Two And a Half Men que passa pelo menos no Brasil em um horário facilmente disponível para qualquer criança. Porém na minha opinião mesmo se a TV estivesse cheia de censura e programas como Gossip Girl somente passariam às 23h, acho que se o adolescente quiser ver esse tipo de conteúdo considerado inapropriado ele vai ver. Na nossa atual sociedade baixar uma série da internet, ou ver online é tão fácil que nem passar manteiga no pão, daqui a alguns anos então vai ser mais fácil ainda. E mesmo que você crie um bloqueio super fodão no pc do seu filho, ele pode ir para casa de um amigo e ver, para um lan house, enfim tem mil jeitos. Ao invés de tomar todos esses precauções não seria mais fácil simplesmente educar o filho adequadamente e falar sobre esses assuntos.
    Em suma, você pode tomar todas as precauções, contudo se a criaturinha quiser ver ela vai ver.
    Agora, sobre a questão da censura, acho desnecessário algumas séries serem canceladas por conta da falta de liberdade na mídia. Na minha opinião bastaria estabelecer um horário para esses tipos de séries.

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