Em Defesa do Politicamente Incorreto

Eu realmente espero que este ano seja diferente dos anteriores. Sei que não será, mas esperança é uma coisa maldita. Mesmo que tudo aponte para a permanência de certas coisas desagradáveis, ainda somos seduzidos por aquela idéia deliciosa que tudo melhore com o tempo. Contudo sabemos que não é assim que funciona o mundo.

Uma dessas características chatas que provavelmente irá perdurar não só por muitos anos, mas que promete se aprofundar bastante é o viés politicamente correto que anda contaminando todo o setor de entretenimento, seja aqui no Brasil, nos EUA e no resto dos países. Afinal de contas, o que anda acontecendo com este mundo?

Ano passado, os atores Corey Monteith, Dianna Agron e Lea Michele, da série Glee, posaram para a revista GQ em fotos sensuais usando o aspecto de colegial dos seus personagens da famosa atração. O que não faltou foram pais criticando a revista e os próprios astros por causa da publicação dessas fotos. Em especial, as maiores críticas vieram do Conselho Televisivo de Pais, uma organização que fiscaliza e alerta sobre o conteúdo da televisão e co-relacionados nos EUA. A principal crítica feita é que se tratava de um absurdo fazer referências a uma série de caráter familiar com uma revista de conteúdo adulto. Infelizmente, esse não foi o único caso em que esse conselho rechaçou canais e programas por causa do seu conteúdo.

Outro caso: há pouco tempo, uma cena de um dos episódios de Two and a Half Men teve que ser modificado digitalmente para impedir que o símbolo do nazismo fosse exibido. No episódio, Alan se envolve com uma mulher que curte fazer sexo vestida como uma sadomasoquista nazista. Os diretores da CBS após assistirem o episódio, solicitaram que a faixa no braço da garota fosse alterada. Como o episódio já havia sido gravado, os produtores colocaram sobre a faixa uma imagem de um Smile com um bigode de Hitler.

Não sei vocês leitores, mas há tempos o conteúdo do nosso lazer diário anda sendo afetado em nome do “justo, do belo e da dignidade humana”. Eu odeio o politicamente correto. Odeio porque ele é burro. Por conseguinte, odeio gente burra. Vivemos em um mundo em que estamos sendo cada vez mais condicionados a pensar de uma maneira que é considerada como a correta. Nesse novo mundo, a crítica é visto como algo ruim; a oposição como uma abominação da natureza. Parece que ou você faz parte do consenso influente da vez ou você tem que por obrigação se impor um voto de silêncio.

Não é preciso nem ir tão longe assim para se notar esse costume perverso que tomou conta das pessoas. Nós, do Série Maníacos, somos, como qualquer outros, fãs de nossas adoradas séries. O blog surgiu justamente da idéia de compartilhar opiniões de fãs para fãs. Entretanto, umas das críticas que nós colaboradores mais sofremos aqui por parte de alguns leitores é que não respeitamos tal série como ela supostamente merece. Chega-se até ao ponto de nos indagarem quem seríamos nós para criticar tal série. Novamente, ou você concorda com eles ou você tem que se calar. Não há meio termo para essa gente.

Culpá-los seria demasiadamente fácil. Ignorá-los mais simples ainda. Contudo isso iria contra o próprio espírito deste blog, que consiste em acolher a crítica e a divergência. Convenhamos: se quiséssemos ler apenas aquilo com o que nós concordamos, nem haveria motivos para irmos em busca de opiniões de pessoas que nem conhecemos. No caso dos colaboradores deste blog, guardaríamos nossas opiniões para nós mesmos, ao invés de compartilhá-las diariamente com vocês. Não é fácil. É desafiador. E por isso mesmo, gratificante. Ao menos, é assim que vejo.

Falando sobre mim, a única pessoa de verdade a quem tenho autoridade de representar, admito que adoro fazer reviews e textos mordazes. Bastante ácidos, na maioria das vezes. Sou crítico sim. Não nego isso. Ironia e sarcasmo são ferramentas linguísticas que uso e abuso quando quero me comunicar. Alguns gostam, outros não. Faz parte do jogo. O que não é aceitável é a censura. É querer calar o outro seja por pressão de uma minoria barulhenta ou pela convicção silenciosa da maioria. O pensador Walter Block já dizia: “É fácil ser um defensor da liberdade de expressão quando isso se aplica aos direitos daqueles com quem estamos de acordo.” O que fazer quando o outro vai de encontro aos nossos gostos e princípios? Onde vai parar essa tal tolerância?

Voltando ao assunto do início desse texto, fico cada vez menos esperançoso sobre o futuro dos nossos amados shows. Em última escala, do futuro da nossa própria liberdade. Temo que a influência financeira dos pequenos e a pressão cega da maioria imponham, cada vez mais, seu particularíssimo ponto de vista como se fosse uma verdade universal, a qual todos nós somos obrigados a compartilhar. Um mundo onde o politicamente correto dita as ordens não é só um mundo estúpido, é um mundo sem liberdade. É, por fim, um mundo sem imaginação, essa poderosa arma que origina as mais fantásticas maravilhas já desenvolvidas pela humanidade (sim, estou falando das séries).

O mundo anda muito chato. Irritante mesmo. Parece que as pessoas não compreendem que ao admitirem, consciente ou inconscientemente, a possibilidade de censurar o outro por causa de sua opinião, elas estão dando carta branca para que este mesmo poder seja usado contra elas no futuro. Afinal, quem hoje é maioria, amanhã pode ser minoria. Quem hoje detém o poder, amanhã pode se torna o desprovido. Não aceitar a crítica, a divergência, é um caminho certo para a catástrofe. Foi assim no passado, é assim no presente, e continuará sendo assim no futuro.

Sou politicamente incorreto. Odeio consensos. Não tolero os intolerantes. Sou surdo para os barulhentos. Num mundo cada vez mais rendido as idéias corretas, me sinto às vezes como uma espécie em extinção. Sou um velhinho de 19 anos. Gostaria de poder ligar minha TV e assistir aqueles divertidíssimos filmes feitos para a juventude da década de 80 sem constrangimento. Não suporto mais ter minha televisão invadida por filmes de crianças. Elas não são as únicas que estão na frente da TV de dia. Gostaria que personagens de séries e filmes usassem suas drogas, fizesse seu sexo sem proteção, ou simplesmente xingem, sem que uma lição de moral ou discurso ético seja proferido em seguida. Quero que a liberdade de entretenimento retorne a nossa televisão. Quero que a tolerância seja cultivada pelos divergentes. Quero que o mundo volte a ser divertido.

As pessoas tem que lembrar que uma das maiores conquistas do mundo moderno foi o respeito a liberdade, seja ela de qual tipo for. Se esta passando um programa, filme ou série, que você não gosta, ou troque de canal ou desligue a TV ou o PC. Tentar silenciar ou calar o outro não é a solução.

Só me resta fazer um apelo a vocês. Da próxima vez em que ler algo que discorde, assistir algo que não tenha gostado, ou escutar uma opinião diferente da sua, respeite-a. Não aja como um animal. Argumente, não tente esmagar. Discuta, não tente se impor. Não desejo que o futuro que nos aguarda neste século, que ainda está em seu começo, seja tão destruidor quanto o que passou. Eu quero ser antes de tudo livre. E vocês?

P.S: Para não dizer que esqueci, as séries da CW são uma porcaria mesmo.

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  • Antunes Duarte

    Não tente distorcer o que eu falei,se você não tem argumentos para revidar,fique calada,pois os que você está usando,só te deixa mais patética.
    PS: Te bater?por favor,não vamos apelar para isso.eu sou civilizado,é eu sei que você está doida que eu faça piadas com sua religião,desculpa não sou desse tipo de pessoa.

  • http://twitter.com/lucasparaizo Lucas Paraizo

    Acho que não tem mais o que discutir aqui. Todos já colocaram os seus pontos, agora vai ser só repetir o mesmo para essas portas que continuam retrucando. É impossível discutir com pessoas como a Ana Paula, que não tem opinião própria e seguem tudo da maneira que um livro diz. Você é contra o Politicamente Incorreto, mas só sabe argumentar xingando os outros, seja falando da idade ou da religião. Podemos até dizer que você é uma racista contra as piadas racistas. Irônico, não?

  • Isabella

    Eu assisti à um filme esses dias com a minha classe, a qual o nome é “Obrigado por Fumar” , em que debatia esse assunto do politicamente correto. O protagonista era publicitário de uma grande empresa especializada em vender cigarros, ou seja, a função dele era fazer publicidade ao cigarro e com isso trazer mais consumidores. Certa hora do filme, o filho de provavelmente uns 10 anos dele, o pergunta sobre o por que do pai fazer as pessoas fumarem e consequentemente morrerem. O pai responde ao filho que ele não fazia nada disso, ele apenas mostrava as opções que as pessoas tem. A liberdade de escolherem se querem fumar ou não, independentemente do bom-senso, apenas se preocupando com o que a pessoa realmente quer. E que como existem pessoas que são contra o uso de cigarros e fazem publicidade para as crianças e os jovens não consumirem, deve também existir a “defesa” do mesmo. Mostrando assim os, por assim dizer, prós e contras. O filme ainda tem uma história emocional e tal, mas o principal objetivo foi mostrar que as pessoas devem ter o direito de escolher.

    E como já era de se esperar, quando o filme acabou gerou a maior polêmica em sala de aula. Alguns até acusavam a professora de passar o filme no intuito de convencer os alunos a fumarem. Coisa de gente com a cabeça fraca.
    Mesmo eu sendo contra ao uso do cigarro, não me dou ao direito de criticar quem escolheu fumar. Pode causar um monte de doenças e prejudicar o fumante passivo, mas é a liberdade de escolha. E não há pessoas politicamente corretas que devem tirar esse direito.

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Rômulo Santos

    Primeiramente, obrigado por participar desse debate (eu ainda acho que é isso).

    Vamos por parte:

    1º) Obrigado pela compreensão. Bom ter a certeza que nem todos os religiosos são fanáticos.

    2º) Vou ser bem didático com você. Primeiro não sou imbecil (2ª vez que nego isso hoje). Já comentei sobre este assunto em vários outros comentários neste post. Se fizer o favor de lê-los, para que eu não tenha que soar repetitivo, agradeço. Só tenho uma pergunta que gostaria de lhe fazer. Como você pode considerar dever de todos a educação moral dos filhos de alguns ao mesmo tempo em que acredita que não vivemos em um mundo ideal? É, no mínimo, contraditório. No máximo, soa um tanto quanto inocente demais.

    3º) Também comentei sobre esse ponto exaustivamente em outros comentários. De novo, me faça o favor de lê-los.

    4º) Argumento válido. Também abordei essa questão em meus comentários. Resumidamente: ao meu ver, programas educativos não devem acabar. O que não é aceitável é que em nome dessa tal “responsabilidade social”, os autores dos programas e show de entretenimento sejam proibidos de trazer personagens e temas polêmicos com uma abordagem politicamente incorreta.

    5º) Mesma situação dos dois pontos anteriores. O conservadorismo é uma linha moral completamente aceitável. Ao contrário dos esquerditas (algo que não sou), não os consideros abominações da natureza ou reacionários que merecem ser calados. O que infelizmente ocorreu nesta área de comentários é que as pessoas confundiram respeito ao politicamente incorreto, com banimento do politicamente correto. É algo completamente diferente. Seria até mesmo contraditório da minha parte. Quem eu considero burro são aqueles que em nome de seus valores pessoais pretendem silenciar os valores e opiniões diferentes. Portanto, esse “burro” pode ser tanto conservador como liberal.

    Concluindo: esse texto não é tratado em defesa do banimento do politicamente correto, do respeito ao entretenimento politicamente incorreto. Em última instância, se trata de defender que todos sejam livres para se expressar da forma que bem entender. Contanto que não se tente silenciar a mesma liberdade que permite que você se expresse, entendeu?

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    Estou apaixonado por ti, oh @Isabella!

    Comentário perfeito (153). O filme “Obrigado por Fumar” é um exemplo excelente da essência do tema que esse post pretendeu trazer a tona. São pessoas como você que me dão o ânimo suficiente para continuar abordando neste blog assuntos para reflexão, ao menos enquanto o Michel Arouca me aturar (rs).

    Mesmo que eu atraia a ira de 99 intolerantes e moralistas, fazer com que uma única pessoa começe a usar o cérebro para refletir, ao invés de apenas reproduzir idéias, já me fará ter a sensação de missão cumprida.

    Parabéns pelo seu bom senso.

  • Henry Akashi

    Creio que deve sim haver um meio termo, pois eu compreendo que os pais devem educar acima de qualquer coisa, mas daí permitir que todo e qualquer material seja veiculado na tv aberta é um pouco demais.

    Nós pagamos com audiência eo mínimo que esperamos é q existe alguém que esteja filtrando o material que uma criança pode vir a assistir na tv aberta.

    Não concordo mesmo com a opinião da Célia Regina, apesar de respeitar a admirar sua capacidade educadora.

    Sou professor e tenho contato todos os dias de como a mídia influencia no comportamento dos mais jovens e menos críticos; portanto sou sim a favor de um filtro . Quem o faz só está mostrando sua preocupação com aqueles que são mais manipuláveis.

  • Sis

    Guri, larga a mão de ser imaturo, só elogia quem te elogia e o resto do mundo tá errado?
    O mundo não gira em torno de vcs, vcs fazem o que criticam,ahh…fala sério né…
    Esse blog já foi melhor viu…

  • Leandro dos Anjos

    @Ana Paula
    eu não sou uníco que achei seu comentário desrespeitoso, se para você tudo foi normal, então não há o que se desculpar.

    @Adriel
    Na sua idade eu pensava exatamente igual, hoje eu só tenho 22 anos e já penso diferente, tudo o que você disse funcionaria em um senário ideal, onde todos são bons pais, mas a realidade é que crianças de 14-16 anos já têm filhos, assim como pessoas ignorantes e intolerantes, eu não confiaria a educação de uma criança a essas pessoas,. Estou disposto a sacrificar um pouco do meu entreterimento se ajudar a criar o filho se outra pessoa.

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Sis

    Onde foi que eu disse que o “resto do mundo tá errado”? Elogiei a garota porque ela entendeu claramente o que eu pretendia com esse texto. Será que isso não ficou óbvio?

    @Henry Akashi

    “Sou sim a favor de um filtro. Quem o faz só está mostrando sua preocupação com aqueles que são mais manipuláveis.”

    Você quer realmente que alguém acredite que os censuradores estatais ou privados trabalham em prol da sociedade? Que eles são uns anjos preocupados com o nosso bem-estar? Foi isso mesmo que você disse?

    @Leandro dos Anjos

    O único problema Leandro, é que ninguém consultou o resto das pessoas, não é? Como você sabe que todos estão dispostos a fazer o mesmo sacrifício? Mais: E se uma única pessoa não concordar? Ela deve ser obrigada a sacrificar seus gostos pessoais por que a maioria assim decidiu? Onde ficaria o respeito a liberdade?

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Célia Regina

    Obrigado por compartilhar aqui, publicamente (isso está se mostrando perigoso ultimamente), sua experiência de vida.

    Você tocou em um ponto muito interessante: se os pais de fato ensinam seus filhos e lhes transmitem seus valores, não vejo motivos para temer que eles tenham contato justamente com o que vai de contra a esses valores. No mínimo, você estará pondo seus valores morais sobre um bom teste. Não sou, mas na minha visão ser pai não é determinar o futuro do filho. Você pode lhe ensinar tudo, mas nada irá impedí-lo de tomar suas próprias decisões, se ele assim o quiser. Ex: Você pode mostrar para seu filho os perigos do sexo sem proteção, mas você jamais terá a garantia de que ele seguirá seus conselhos. Só lhe resta confiar que você fez o seu papel para com seu filho.

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Isabella

    Esqueci de lhe indicar no outro comentário, mas serve como dica a todos os demais. Tem dois textos muito bons do Instituto Mises Brasil que abordam sobre a questão do cigarro:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=875

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=266

    Acredito que eles lhe serão bastante educativos.

  • Antonio

    O que eu mais achei engraçado desse post foi ver a hipocrisia desse tal ariel! ele fala sobre defender uma ideia com respeito mas foi totalmente desrespeitoso em relaçao ao ‘politicamente correto’ e as séries da CW por exemplo! como voce disse… se nao gosta de alguma série ou de algum programa desliga o computador e não comenta nada sobre isso! é muito facil criticar algo… o difícil é criticar e fazer melhor! entao já que voce se acha tão bom assim para fazer um post desse como se voce fosse um ‘critico importante’ faz uma série e mostra que voce realmente é bom!

    Isso é um ponto… o outro é: se o mundo fosse como voce mesmo disse: ‘politicamente incorreto’ seria uma verdadeira SURUBA (desculpa o termo mas estou fazendo o ‘politicamente incorreto’ como voce mesmo disse! estou usando minha liberdade de expressão)! voce pode usar sua liberdade de jeito saudavel sendo respeitoso com as outras opinioes e nao esfregando na cara as suas divergencias! existem certas coisas que NAO são aceitas pelas pessoas… como o uso de drogas ilicitas,homossexualismo… simplismente porque elas não foram feitas no inicio de tudo para serem assim! OBVIO… ninguem pode julgar ninguem e nem ser julgado por fazer tais coisas,mas tambem ninguem é obrigado a aceitar tais comportamentos!!!

    Por isso acho sim que é bem melhor fazer o politicamente correto do que fazer coisas erradas só porque voce quer e acha legal ser rebelde! querer não é poder! claro… voce nao pode aceitar tudo que te falam e ser um pau mandado que nao usa sua liberdade e vive feliz! mas mesmo assim… nem tudo é licito! só peço que da próxima vez que for debater algo que nao tem nada a ver com a proposta do blog pense melhor antes de escrever sua opinião! Só estou falando desse jeito pra te mostrar que o ‘politicamente incorreto’ nem sempre é o melhor caminho a se tomar! as vezes fazendo isso agente pode ser rude e mal educado! #fikdik

    PS: as séries da CW não são uma porcaria… são dramas com clichês que alguns gostam e outros não! por isso… RESPEITE POR FAVOR!

  • Leandro dos Anjos

    @Adriel
    Aquelas crianças que citei tem direito a uma boa formação, é dever da sociedade garantir isto, é claro, se a maioria assim quiser. Infelizmente a minoria é prejudicada, se não, a vontade de um uníco indivíduo prevaleceria sobre a vontade do grupo.
    Então respondendo a sua pergunta, sim, o indíviduo deve sacrificar seus gostos pessoas em prol da maioria, é assim que eu vejo e é isso que eu faço todos os dias.

  • http://www.twitter.com/nemorendil nemorendil

    @Antonio
    “existem certas coisas que NAO são aceitas pelas pessoas… como o uso de drogas ilicitas,homossexualismo… simplismente porque elas não foram feitas no inicio de tudo para serem assim!”

    Eta! Mais um falando bobagem para fazer companhia pra beata ali de cima. #fikdik que homofobia é crime amigão. Aliás, #fikdik que #fikdik é uma boiolagem sem tamanho xD

    Ps. “não foram feitas no inicio de tudo para serem assim!”
    WTF?!?

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Leandro dos Anjos

    Eu acredito que todos os indivíduos são, a princípio, capazes de escolher o que é melhor para eles próprios. As únicas exceções são as crianças e os portadores de alguma deficiência mental, cuja capacidade de discernimento é reduzida. Então o que fazer nesses casos? Para isso existem os pais e/ou representantes legais. Eles se tornam os responsáveis pelas decisões que envolvem seus filhos/protegidos.

    O que no entanto você propõe, é que um grupo tem o direito legítimo de ditar, em prejuízo dos demais, o que deve ou não ser abordado pelos meios de comunicação, que são propriedades privadas por sinal.

    Então fica muito claro que eu e você discordamos do básico. Nós baseamos nossa moralidade em princípios distintos. Eu não duvido que sua intenção é boa, mas ela é indisfarçadamente totalitária. Você não apenas se julga apto a mediar todas as relações entre indivíduos, dizendo o que eles podem ou não podem fazer, tendo em vista o que a maioria decide por ser o “correto”, como também acha que a sua solução é indubitavelmente a melhor. E o que é pior: você acha que tal postura é absolutamente normal.

    Só uma dica: se informe como uma ideologia como o nazismo pôde se instalar em um país e ser apoiado pela vasta maioria da população como algo normal. Você irá descobrir que há algo bem em comum entre essa ideologia com sua visão de mundo. A essência é a mesma.

    @Antonio

    Creio que você tenha chegado atrasado neste debate. Tanto que todas as suas críticas a minha pessoa (argumento ad hominem: “ataque quem argumenta e não o argumento”) e a minha opinião, inclusive ao meu “P.S”, que já expliquei ter sido uma brincadeira provocativa, já foram devidamente respondidades inúmeras vezes na área de comentários.

    Você é livre para se expressar da forma que bem entender. Assim como eu. Quanto a tal “proposta do blog”, se o Michel Arouca permitiu que esse texto fosse publicado aqui, ele provavelmente acredita que o texto está dentro dessa tal proposta. Mais: se você não gostou dela, olha só que coisa!, você é livre para buscar outra opinião e outro local. Que maravilha, não acha?

    Sabe o que mais? Foi justamente sobre isso que meu texto tratou. Ser livre para se expressar sem que outros venham lhe dizer o que você pode ou não pode fazer. Desde que, é claro, sua liberdade não interfira na liberdade deles.

    Repito a você o que disse para o Leandro aí em cima:

    “Eu não duvido que sua intenção é boa, mas ela é indisfarçadamente totalitária. Você não apenas se julga apto a mediar todas as relações entre indivíduos, dizendo o que eles podem ou não podem fazer, tendo em vista o que a maioria decide por ser o “correto”, como também acha que a sua solução é indubitavelmente a melhor. E o que é pior: você acha que tal postura é absolutamente normal.”

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  • Antonio

    @nemorendil

    eu nao fui homofobico hora nenhuma! eu respeito e tudo mais! e nao estou dizendo que acho certo ou errado! nao sou ninguem pra julgar! mas só estou falando que ninguem é obrigado a aceitar isso! e a liberdade de expressao desenfreada de certas pessoas! e o jeito que eu escrevo é problema meu! tenha mais respeito da proxima vez até pq ninguem falou com voce! #fikdik e de beato pode ter certeza que eu nao tenho nada!

  • Antonio

    @Adriel

    eu acho que voce está me julgando de uma coisa que vc está fazendo! querendo impor a sua liberdade desenfreada achando que todo mundo tem que aceitar! e isso pra mim é total hipocrisia! eu acho que vc tem direito sim de fazer o que quiser! só n queira que as pessoas façam o mesmo,ou aceitem porque elas tem o direito de discordar!

  • Leandro dos Anjos

    @Adriel
    Você tem razão, acredito que meu raciocinio se desvirtuou no decorrer da discução, a ideía inicial era estreita e tomou proporções que eu não espereva, não me fiz suficientemente claro e o veículo da discução também não ajuda, vou tentar retomar meu ponto de vista inicial e retrabalhar minhas ideías.

    É dever da sociedade ajudar os pais a educarem seus filhos, e acredito que a maioria dos pais apreciem a censura televisiva, tanto que boa parte da censura é feita pela propria produção do programa, pois sabe que o público não aceitaria bem tal cena ou assunto e aqui eu incluo adultos que se sentiriam ofendidos com tal conteúdo na tv aberta, é uma questão moral e mercadológica.
    Eu como consumidor do politicamente incoreto, procuro outras mídias para sastifazer minhas necessidades, estou disoposto a fazer esse tipo de conceção, se a maioria não acha esse tipo de programação adequada para a tv aberta.

  • http://www.twitter.com/nemorendil nemorendil

    @Antonio
    Quando disse “beata”, não estava me referindo a você. Foi uma brincadeira com alguns comentários lá para traz. Comentários, ao MEU VER, extremamente intolerantes.

    Sobre a questão dos homossexuais, repare no seu comentário:

    “existem certas coisas que NAO são aceitas pelas pessoas… como o uso de drogas ilicitas,homossexualismo… simplismente porque elas não foram feitas no inicio de tudo para serem assim! OBVIO… ninguem pode julgar ninguem e nem ser julgado por fazer tais coisas,mas tambem ninguem é obrigado a aceitar tais comportamentos!!!”

    São obrigados a aceitar sim. Esquecendo as questões sobre limites, ética e moral, como disse, homofobia é crime. Logo, comportamento homossexual é socialmente aceito, ou deveria. Nesse contexto, foda-se se você acha que as coisas “não foram feitas no inicio de tudo para serem assim!”(sic).

    A questão do #fikdik, era de novo uma brincadeira com a questão da homofobia. Da próxima vez eu desenho ;)

  • Yasmin

    Concordo com muitas coisas que você escreveu…. também não tolero essa intolerância! ehehehhehe

    Texto impecável… só tenho uma correção pra fazer, onde você escreveu: “Não haja como um animal.”
    O correto seria: “Não AJA como um animal.”
    –> Haja é flexão do verbo Haver.
    –> Aja é flexão de verbo Agir… que é o verbo usado na frase!

    Fikdik!!

  • Edson

    @ana paula sobre Antunes Duarte:
    Vc perdeu a paciência..?Pule da ponte Ou quer vir aqui em casa me bater.? Isso não é

    Que merda de crente é vc heim? incentivando suícidio e desvios de comportamento?

    Vai ir pro marmore do inferno heim?

  • Isabella

    @Adriel
    Obrigada! rs’ Continue escrevendo assuntos “polêmicos”, porque mesmo trazendo mil e um odiadores, você faz eles pensarem sobre o assunto e até mesmo levar a discussão adiante, mostrando aos seus filhos e debatendo sobre o assunto.
    Aliás, já que alguns dizem, quando não conseguem respeitar os argumentos dos outros, que o blog perdeu credibilidade e que não voltarão aqui, eu digo que justamente por causa desses textos que o blog me faz entrar aqui.

    Excelente os artigos indicados. O melhor são os comentários, isso é gente civilizada. Rs

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santana

    @Leandro dos Anjos

    Agora sim. De qualquer forma, respeitosamente, discordo de você pelos motivos já exaustivamente apresentados por aqui.

    @Antonio

    Use um pouco o bom senso do colega Leandro e verá que não estava partindo para ofensa.

    @Yasmin

    Obrigado pela dica.

  • Renata

    Adriel, parabéns pelo texto.

    Me considero um pouco conservadora. O fato de atores de Glee posarem pra uma revista fazendo fotos sensuais não muda em nada a minha vida, mas não posso deixar de pensar que há pessoas mais novas e/ou mais influenciáveis que estão assistindo e que muitas vezes tomam esses atores como ídolos. Sinceramente me preocupo quando famosos que sabem que tem uma enorme influência sobre as pessoas, não levam em consideração que seus atos, infelizmente, vão afetar seus admiradores.

    Sobre as críticas feitas com sarcasmo e ironia, prefiro sempre ler um texto instigante do que um simples demais. Muitas vezes não concordo com a crítica feita, mas só o fato de estar sendo retratada ironicamente ja muda a cara do texto e torna-o engraçado

  • Antonio

    voce está totalmente enganado… pelo menos ao meu ver! ninguem é obrigado a aceitar e sim a RESPEITAR!!! São coisas totalmente diferentes! Igual em passeata gay… em são paulo eles invadiram lojas e quebraram muitas coisas das ruas e das proprias lojas! se eles quisessem adquirir algum direito e até o respeito de todos e quisessem ser aceitos,me desculpe,mas eles são muito burros achando que assim vao conseguir algo! vandalismo e imposição nunca foi o melhor caminho a ser tomado!

    nenhuma hora eu te desrespeitei e fiz pouco caso dos seus argumentos entao por favor me respeite porque se vai falar foda-se pra sua mãe não pra mim! e cada um acredita no que quiser! e eu não te dei liberdade pra brincar comigo até porque eu nem te conheço! entao pensa antes de falar da próxima vez!

  • http://devoltaoutravez.wordpress.com Alex Melo

    Quando tinha 19 anos pensava assim também. Hoje, com 30, acho que a TV tem sim que ser controlada durante o dia, até porque a maioria dos pais não pode estar com seus filhos durante a maior parte do dia, e principalmente quando eles chegam aos seus 12, 13, vão procurar sempre o que tiver mais sexo ou violência. Que isto passe durante o dia é errado!

    A noite é outro papo, aí podemos ver exatamente o que a criança/adolescente está assistindo. Quando tiver seu filho, releia novamente o que escreveu para ver como estará pensando. Ao menos na parte do que passar na tv.

    Já a de críticas é outro papo. Enquanto a crítica não partir para a agressão e preconceito, o mínimo que se exige de alguém ao ler o que escreve é respeito. A resposta também pode ser totalmente discordante, mas sem respeito acho que deve ser totalmente ignorada, para falar o mínimo…

  • Antonio

    @Adriel

    olha adriel,eu não vou ser hipócrita de dizer que não concordo com voce em muitas coisas que voce disse! só que eu achei o jeito que voce colocou as suas ideias um tanto quanto rude,autoritárias e desrespeitosas! somente por isso não concordo com voce.

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Renata

    Entendo sua preocupação e sei que ela é sincera. Acontece que no caso citado, os atores (as mulheres tem 24 anos e o rapaz 28), estavam fazendo um trabalho justamente voltado ao público da revista, que é adulto. Se eles fizessem a mesma coisa na série, que possui um público infanto-juvenil e portanto uma temática mais leve, seria algo até para se discutir. Cabe até indagar: se os pais não podem estar o tempo todo vigiando seus filhos, a saida é impedi os filhos de ver tudo que vai de encontro ao que eles consideram correto ou debater abertamente sobre esses temas?

    Assim sendo, o que não faz sentido é que pais queiram policiar uma publicação que resolveu utilizar atores de uma produção para satisfazer seu público específico. É nesse ponto que o politicamente correto se tornar pernicioso.

    No mais, espero que você continue visitando o blog e comentando.

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Antonio

    Vamos lá:

    “eu acho que voce está me julgando de uma coisa que vc está fazendo! querendo impor a sua liberdade desenfreada achando que todo mundo tem que aceitar! e isso pra mim é total hipocrisia! eu acho que vc tem direito sim de fazer o que quiser! só n queira que as pessoas façam o mesmo,ou aceitem porque elas tem o direito de discordar!”

    Em que momento eu disse que você é obrigado a acatar minha opinião? Mais: Quem é você para querer limitar o uso da minha liberdade? Que autoridade lhe foi conferida para tanto? Quem lhe elegeu o juiz da moral? Esse texto defende o politicamente incorreto na programação, mas em sua essência ele defende é a liberdade de expressão. Você está em seus comentários me acusando de coisas que eu não disse. Eu não exigi que você faça ou pense como eu. Eu PEDI que você respeite meu direito de fazer e pensar, e por conseguinte, me expressar quando eu quiser e dar forma que eu bem entender.

    Se você acha isso um absurdo, ok. Significa apenas que você realmente é totalitário.

  • @edujakel

    Ta muito respondedor nesse post hein Adriel. Finalmente seu salário ta sendo posto à prova. ahahahhahahah

    Sorry, mas com comments gigantes assim, nao tenho como participar. Prefiro ir lá falar mal do fim de Lost…rs

  • http://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @edujakel

    É um tema polêmico. O mínimo que posso fazer é tentar tirar as dúvidas e responder as perguntas que são feitas pelos leitores.

  • Medievas

    Se um pai não consegue controlar a televisão dentro de sua casa, seja em que horário for, então não adianta nenhum debate. Minhas filhas não assistem TV. Elas só assistem o que compro ou gravo para elas. E, quando estiverem maiores, se preciso for, eu tranco a TV em algum cômodo, mas não vou deixar a TV à disposição delas e sem controle.

    Sei que não sou onipresente, e elas terminam tendo contato com a TV em outros ambientes. Mas minha parte eu faço, e não vou condenar a Tv por mostrar isso ou aquilo, quando assistir essas coisas é uma questão de opção, e no caso dos filhos, de controle.

    No mais, sempre li livros e assisti Tv de uma maneira bem liberal, e não sou um monstro. Tenho minha casa, a qual sustento, 2 filhas, sou graduada, tenho um emprego público (e acabei de passar em mais um, concurso federal). Gosto de sexo, não tenho religião e já experimentei drogas, mas não sou usuária. Tenho valores e princípios. Concordo com o jovem autor: a educação dada em casa é mais importante que tudo isso. Eu optei por bloquear a Tv aberta porque não vejo nenhuma vantagem nela, mas não acho que o politicamente incorreto afete tanto assim os adolescentes. Pelo contrário: conhecer o incorreto é uma forma de criar opinião própria sobre diversos temas caros à sociedade.

  • http://twitter.com/clarkbaggins Bianco Silva

    Parabéns pelo excelente texto!

    Vejo por esse trecho que és um profissional da Comunicação: “Ironia e sarcasmo são ferramentas linguísticas que uso e abuso quando quero me comunicar. ”

    Senão o é, faça! Acredite em mim! Talento e paixão para Jornalismo tens!

  • Eduardo Muniz

    FODA
    FODA
    FODA
    FODA de mais esse texto
    PQP, caralho!!!

    Por isso que eu amo o E4 e a Showtime. Os canais que eu mais tenho séries preferidas são justamente o que mais usam o politicamente incorreto

    denovo

    FODA FODA FODA FODA muuito foda esse texto

    P.S: Para não dizer que esqueci, as séries da CW são uma porcaria mesmo. *——*
    amei ♥

  • mafa

    gostei muito do texto me fez pensar sobre o assunto, e por isso vim aqui perguntar filmes e documentários sobre intolerancia.
    obrigado

  • brunofillipy

    gostei muito do texto

  • SEVEN

    Pois é, na primeira vez q me manifestei não me posicionei de lado algum. Agora já devo dizer que não concordo com uma coisa que o Adriel Santana falou no comentário #136:

    “O que não aceito de forma alguma nos argumentos usados até aqui sobre o tema é que esses tais pais querem transferir uma RESPONSABILIDADE que lhes cabe por natureza a outras pessoas, seja ela o Estado, a TV, a Escola etc.”

    Primeiro: Concorde ou discorde tanto faz, mas ACEITAR a opinião dos outros você é obrigado, sinto dizer. Tu falas em dever haver tolerância, mas esta opinião “não aceito de forma alguma” é intolerante, “não concordo de forma alguma” seria muito mais adequado. Segundo: Não acho que se esteja falando em transferência de responsabilidade e sim em COMPARTILHAMENTO da mesma. TODOS têm a sua influência, por isso TODOS são responsáveis. A diferença é que a família tem, aí sim, o DEVER, de acompanhar o que se passa nos demais meios de influência e dirigir isso. Se a TV divulga e torna o que quer que seja em moda, por exemplo, e quem quer que seja segue aquela moda, bom, a TV foi responsável por isso por uma pura relação de causa e consequência e aos pais cabe serem coniventes ou não com isso, pois são eles que estão mais próximos de seus filhos e cabe a eles a decisão final quanto à educação.

    A escola é RESPONSÁVEL pela educação formal de crianças e jovens, mas também cabe aos pais dirigir isso. A minha mãe, por exemplo, mandou que eu fosse dispensada das aulas de religião na minha escola CATÓLICA, porque ela não é católica e – por mais que a escola fosse – ela, como mãe, não queria que eu recebesse aquela educação. Mesmo assim a escola foi RESPONSÁVEL pela grande parte da minha educação formal e social. Muito mais do que meus pais.

    O Estado tb, não se iluda, não só é RESPONSÁVEL pela educação como pela segurança e integridade de crianças e adolescentes e é obrigação dele, através do Direito (com Leis formais e materiais) e das Promotorias da Criança e do Adolescente, zelar pela integridade dos mesmos INCLUSIVE em detrimento da vontade dos pais em caso de abuso ou negligência.

    De modo que veja e pondere, existe uma RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA entre pais, escola, Estado e mídia sobre as vidas de todos nós, amigos também – quem não teve mãe ou pai implicando com amigo? Isso só acontece porque eles RECONHECEM que amigos são influências, logo podem ser os RESPONSÁVEIS por vários de nossos comportamentos.

    Vivemos em sociedade e somos influenciados em nossas atitudes por TUDO o que nos rodeia, por isso, todas essas coisas carregam consigo certa parcela de RESPONSABILIDADE. Por isso é preciso cuidado ao analisar a situação já que são algumas as variável envolvidas. É preciso considerar todas, cada uma na sua medida e buscar o meio termo, o que é bom senso, o que não é ofensivo à sociedade, a tolerância que propicia que idéias e pessoas diferentes coexistam EM HARMONIA, e essa é a idéia de politicamente correto.

    Ainda, “Não se trata de forçar crianças a verem certos tipos de conteúdo; se trata de permitir que outras pessoa tenham.”. Também acho, mas você não concorda que deveria haver um lugar e horário propício para isso? Se sim, esta sua opinião é a politicamente correta; se não, admita que crianças estarão sujeitas a influencias que não serão boas pra si jogando totalmente em cima dos pais o dever de controle sobre isso, sendo que seria muito melhor pra todos que houvesse uma COOPERAÇÃO entre todos os responsáveis e não apenas da família, já que responsáveis todos são.

    Por fim, o filme “Obrigado por fumar” é um excelente exemplo mesmo, mas pra quem vive num mundo de utopia em que TODOS têm bom senso, são conscientes e equilibrados. Achar que muita gente, principalmente crianças e pré-adolescentes irão ter discernimento e capacidade de análise de uma propaganda, desculpe, mas é delírio. A maioria não tem. A propaganda “glamouraliza” as coisas e pessoas querem pra si o que é glamour, o que é bonito, bacana e descolado.

    Eu fumo. Foi a minha decisão, sei e assumo a grande possibilidade que estou criando pra mim mesma de ter uma doença como câncer. Tenho plena consciência disto, mas também tenho consciência de que se eu fumar em público estarei interferindo na decisão de outras pessoas de não fumar e como sei que o fumo passivo tb pode causar doenças – embora tenha aceitado a possibilidade pra mim – não posso impor o mesmo à ninguém contra a sua vontade. Não fumo em público por respeito aos demais. Mais uma vez, o politicamente correto.

  • http://charges.uol.com.br/2010/03/05/tobby-entrevista-john-locke/ Lost flopou

    @Seven

    Parabéns, você é uma exceção absoluta à regra dos fumantes, de sempre serem mal educados e completamente sem noção do direito alheio a não fumar passivamente.

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