O que acontece quando Walter Bishop encontra um antagonista a sua altura? Em poucas palavras: um episódio magnífico. Em muitas palavras: continue lendo.
Spoilers abaixo!
Finalmente conhecemos alguem tão inteligente quanto nosso cientista preferido, e quase tão maluco quanto. O Dr. Alistair Peck, genialmente interpretado por Peter Weller, conseguiu o que pouquíssimos personagens dos “casos da semana” conseguem: fazer o telespectador se importar com sua história, sentir sua dor e entender suas motivações.
Não digo que apoio a decisão de Peck em voltar no tempo para salvar a noiva, mas quem não faria o mesmo se tivesse a oportunidade? A sequencia de seu retorno ao dia 18 de Maio (seu desespero em conseguir chegar a tempo de encontrar a noiva e disser que a ama e, por fim, sua decisão de morrer ao lado dela ao invés de salvá-la) foi tocante. Mas como o episódio é sobre viagens no tempo, vamos voltar um pouco no episódio e analisar outros aspectos.
Que abertura fantástica, hein?! Desde o menino segurando a placa “God Could Be Watching” até a aparição de Peck no meio do trem sugando, literalmente, toda a energia disponível, tudo, foi muito bem feito. No primeiro momento imaginei que o Peck seria alguem da realidade paralela, mas a surpresa não poderia ser mais grata.
Gostei da explicação do processo de obtenção de energia para os saltos temporais. É absurdo? Claro! Mas dentro da lógica da série e da opção de não explicar nada, sugar a energia de tudo e todos ao redor do local de chegada é algo quase racional.
Pelo amor de Deus, alguem dê um Emmy para o John Noble! Por falar em Deus, a disputa fé x ciências foi tão bem representada quanto nas primeiras e saudosas temporadas de Lost. É triste pensar que Walter só possui essa fé por ter certeza do castigo de divino, mas ele quase me convenceu. Peck, o homem da ciência, provou seu ponto ao mandar a tulipa branca para Walter, se passando pelo próprio Deus, sem tirar a fé do receptor da carta.
Fiquei com medo de não deixarem os dois gênios interagirem e mesmo não fazendo sentido o Broyles deixar o Walter entrar lá, arriscando a captura do assassino, foi um dos diálogos mais intensos e de respeito mútuo de toda a série. Nenhum dos dois tentou impor sua visão ao outro, mas ouvindo e articulando cada conselho proposto, cada um selou o próprio destino.
Só espero que o perdão de Deus (ou do Peck) sobre os pecados do Walter seja suficiente para ele fazer a coisa certa e contar logo para Peter quem ele realmente é. Vai sobrar até para a Olivia e sua cara de pau ao dizer para o Peter que não sabia o motivo da estranheza (mais do que habitual) do Walter, mas que cada um arque com as consequencias dos próprios atos.
- Alguem viu o Observador segundos antes da batida do carro da noiva do Peck?
- Vocês repararam na quantidade de objetos em verde/vermelho? Desde o episódio “The Equation” essas cores tem sido muito utilizadas. Para mim não passa de curiosidade e referências para fãs malucos, mas quem quiser arriscar algum palpite, fiquem a vontade!
