
A espera acabou! Mesmo com a setlist mais cafona de todos os tempos, finalmente Glee retorna com um episódio divertido, coeso e fisicamente, er…, interessante.
Spoilers Abaixo:
Preliminares primeiro. Aparentemente eu, Victor Regis, voltei a assumir os reviews de Glee de vez após uma briga de facas com a Camis num descampado no bairro. Mas nunca se sabe, semana que vem pode ser ela, ou eu, ou três colunistas e não somente eu e você. Ficamos no aguardo.
Bom, vamos ao episódio em si. Como eu não estava no comando dos reviews dos capítulos anteriores, acho que é válido comentar brevemente o que achei deles:
O 1×14 prometeu uma boa volta, com a aparição do rival, Beatles no fim do episódio e tal, mas ficou um gosto de que a série estava só se aquecendo. Já o 1×15, o tão famoso episódio da Madonna, apresentou performances incríveis e muita, muita música, mas eu não pude deixar de sentir um leve desconforto com ele. Do mesmo jeito que começou, acabou, e provavelmente nunca mais ouviremos a Sue falar que gosta de Madonna de novo. Por fim, o 1×16 foi só uma zona dramática e apelativa mesmo.
Por isso que após essa trilogia de qualidade mais duvidosa que a dos filmes da Múmia é tão bom dizer que tivemos um excelente episódio de Glee, ironicamente chamado de Bad Reputation. Tem como não amar os delírios da Brittany, que misturou analgésicos e esqueceu como se saía da escola? E a apresentação de MC Hammer, com direito a calças de para-quedistas e tudo, dentro da biblioteca. São nesses momentos de absurdo repletos de cultura pop que a série leva tudo ao próximo nível. Quer dizer, você vê cenas assim em algumas das outras séries atuais com exceção da super bem sucedida Brittania High ou da novela Dance Dance Dance?
O plot do episódio em si foi bastante simples, mas as apresentações que surgiram dele foram totalmente dignas. Ok, Ice Ice Baby foi a performance mais constrangedora desde que o Patrick Dempsey sentou no sofá da Hebe, mas é difícil escolher a mais divertida, como a Olivia Newton John e Sue Sylvester fazendo uma tanto quanto interessante versão de Physical ou o vídeo editado no Movie Maker da Rachel.
Por último e mais empolgante, preciso comentar que adorei a aquisição da Molly Shannon no elenco. Quem via Kath & Kim consegue se lembrar o quanto ela pode ser divertida em uma personagem sem noção, e parece ser o caso de sua Castle aqui.
Então é isso, e não poderíamos pedir por mais. Divertido, ácido, ridículo, sem forçações de barra querendo fazer o dramático, um episódio de Glee que retorna ao básico e entrega tudo o que a série tem melhor. Funciona pra mim, agora é só correr rumo aos nacionais.
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