
Se a culpa por esse episódio ter sido tão bom é do álcool, espero que os roteiristas de Glee estejam permanentemente bêbados.
Spoilers Abaixo:
O assunto é sério, mas Glee soube tratar tudo com muito humor e transformou o alcoolismo em uma coisa divertida de se ver, mas não se enganem. Por trás das piadas e situações ridículas a série tentou passar uma mensagem para os jovens que acreditam que a bebida e as bebedeiras são a coisa mais legal do universo.
É uma convenção social. Beber é legal e quem não está nessa é chato e careta. Difícil achar um adolescente que pense de outra forma nos dias de hoje e por isso, o tema do episódio foi mais do que pertinente. Glee usou da criatividade para dar seu recado, mostrando todos os tipos de bêbados e as consequências que um porre de proporções homéricas pode trazer para sua vida. Especialmente nos Estados Unidos, onde a idade para dirigir é a partir dos 16 anos, o uso de álcool é um problema. No Brasil, também, mas aqui, temos muitos adultos que bebem feito gambás (nunca saberei de onde saiu tal comparação, mas é o que tem para hoje) e depois saem por aí dirigindo e arriscando a vida das pessoas. Interessante notar que a série não tentou dar lição de moral. Até porque, convenhamos, não adiantaria. Adolescentes não gostam de sermão e se justamente a série favorita deles resolvesse dar uma bronca de mãe, o resultado não seria dos melhores.
Acho que já ficou mais do que claro que gostei do tema, gostei do episódio e para completar, gostei das músicas, mas vamos por partes. Em primeiro lugar, preciso comentar a festa de Rachel. Estranha e com gente esquisita? Não sei, de verdade, porque só consegui prestar atenção naquele vestido verde água medonho que enfiaram na pobre Lea Michelle. O que era aquilo, meu povo? Uma camisola de avó? Um cinto de castidade em forma de roupa? Façam suas apostas. Toda a sequência da festa foi excelente e ficou ainda melhor com um dueto incrível de Rachel e Blaine. Dupla imbatível.
Não pude deixar de rir desse casal bizarro. Graças aos céus, como tudo em Glee, durou pouco e apenas o necessário para ser engraçado. Se prolongassem essa “bissexualidade” por muito tempo seria terrível. Morri de vontade de que Kurt tomasse uma atitude. Sei lá. Queria que ele pegasse Blaine de jeito e provasse que essa fase de descoberta era pura balela. Rachel foi mais macho e resolveu a parada sozinha.
Sue Sylvester estava venenosa como sempre e foi muito, muito, muito óbvio que a mensagem bêbada de Will tenha sido justamente para ela. Pelo menos serviu para criar um novo impulso entre Will e Emma, embora, honestamente, isso seja dispensável. Já enrolaram tanto essa trama que me pergunto se não seria interessante arrumarem outro par romântico para Will, de verdade.
Ainda falando nele, foi excelente a parceria com a coach Bestie. Estou gostando de ver o aproveitamento dela na série, cantando, inclusive. Porém, preciso mesmo é pedir a atenção de todos para uma cena memorável. Bestie é delicada demais ao tirar um frango assado inteirinho de sua sacolinha para o almoço. E ela debulha os pedaços com tanta graça e leveza enquanto convida Will para uma balada country, que não pude deixar esse detalhe escapar.
O diretor Figgins também esteve impagável tentando pronunciar o nome de Ke (símbolo de dinheiro) $ha. Aliás, Britanny estava idêntica a cantora e eu curti a versão, mesmo que Glee tenha se acostumado a ousar pouco com esses grandes sucessos do pop.
Músicas no episódio:
- “One Bourbon, One Scotch, One Beer” – Amos Milburn and His Aladdin Chickenshackers (Will Schuester (Matthew Morrison) e Shannon Beiste (Dot Marie Jones))
- “Blame It” – Jamie Foxx and T-Pain (New Directions)
- “Tik Tok” – Kesha (Brittany (Heather Morris), Santana (Naya Rivera) e New Directions)
- “Don’t You Want Me” – The Human League (Rachel ( Lea Michelle)e Blaine (Darren Criss))