
Glee e o desafio de não perder o ritmo.
Spoilers Abaixo:
O episódio anterior de Glee causou um fenômeno há muito tempo não visto. Agradou a maioria dos fãs e acendeu no coração dos descrentes uma centelha de esperança, ao nos apresentar história coerente, boas atuações e músicas bacanas. Minha dúvida, a partir daí, era sobre a continuidade.
O que a série precisa é pegar esse ritmo em que os elementos básicos da série se unem e empolgam quem está do outro lado da tela e transformar em rotina. Parece difícil fazer isso, mas não é impossível. Conseguiram durante a primeira temporada inteirinha, afinal de contas.
Mais uma vez, serie positiva em relação ao episódio. Gostei do fato de terem continuado a trama de Santana de onde parou, praticamente, desdobrando tudo com mais atenção. É engraçado notar que essa saída do armário de Santanão é algo que ainda não tinha acontecido. Estamos tão acostumados a vê-la com Britanny que é fácil esquecer que a família toda, especialmente a ‘abuelita’, ainda não sabia de nada.
Eu, pessoalmente, não consegui me conectar com o drama de Santana nesse episódio como foi no anterior. Eu queria ter me emocionado com cada cena dela, tendo de enfrentar aceitação e exclusão, ao mesmo tempo. De qualquer forma, não tiro nem um pouco o valor do que foi feito com a personagem e o modo como Naya Rivera conduziu a coisa toda. Acho que ‘sair do armário’ não é um assunto inédito na série, mas isso sequer me incomodou. Foi um drama conduzido na medida certa.
Até Finn, geralmente irritante, me convenceu de que é um cara legal. Ele ainda não canta, não dança, não representa (e todas aquelas outras coisas), mas envolvido com Santana ele encontrou um bom lugar nesses dois últimos episódios.
O que me deixa apreensiva no momento é o caminho traçado para Quinn, com direito a muita depressão e muito choro. Podem apostar que é isso que vem por aí, somando ainda o fato de que a “vingança” contra Shelby e a tentativa de recuperar Beth está mais próxima. Dá para notar isso só pelo absurdo de ela querer engravidar de Puck de novo só para preencher essa lacuna emocional e ele, MUITO ESPERTO, deve ter revelado seu caso com Shelby. Com tudo isso, me pergunto onde está LAUREN Zizes?
Britanny presidente, por outro lado, é algo pelo que anseio. Essa menina vai ser uma gênia da política estudantil e seguir carreira até a Casa Branca. Também achei interessante a manobra utilizada para manter Rachel de fora das regionais. A relação dela com Kurt ultimamente tornou a história dos votos crível.
Continuo a maior fã de coach Beiste. Amo muito essa mulher que come um frango, dentro de um pato, dentro de um peru. Dieta saudável que tem como base a ideia de que melhor do frango, só mais frango. Beiste tem esse ótimo potencial cômico, ao mesmo tempo em que manda bem no drama. Mais uma vez, gostei bastante do desenvolvimento da personagem, chocando os pudicos Will e Emma (ambos sem função atual na série) ou lutando pelo homem que ama, contra a temida Sue Sylvester.
No quesito musical, fiquei dividida. Adorei a versão de I Kissed a Girl, assim como a música de Puck e de Santana com Shelby, no final. Tenho, porém, ressalvas sobre Jolene ( pela música, não pela interpretação) e a versão funeral de Girls Just Wanna Have Fun. Depois de ouvir aquilo diversão me pareceu uma palavra distante. Também me irrita um pouco o fato de terem tirado o “Fuckin’” do refrão “Fuckin’ perfect”. A troco de quê, titio Ryan? Uma imensa bobagem, especialmente levando em conta que o público de Glee TODO deve saber a letra dessa canção melhor do que a própria Pink.
Músicas no episódio:
- “Perfect”- Pink: Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss)
- “I’m the Only One”- Melissa Etheridge: Puck (Mark Salling)
- “Girls Just Wanna Have Fun”- Cindy Lauper (notably covered by Greg Laswell): Finn (Cory Monteith)
- “Jolene”- Dolly Parton: Beiste (Dot Marie Jones)
- “I Kissed a Girl”- Katy Perry: Santana (Naya Rivera), Rachel (Lea Michele), New Directions Girl’s e The Troubletones
- “Constant Craving” -K.D. Lang: Santana (Naya Rivera), Shelby (Idina Menzel) e Kurt (Chris Colfer)
PS* Se você assiste Switched At Birth, deve ter notado que a abuelita de Santana é a única avó latina disponível no mercado, sendo também avó de Bay.