
Shonda Rhimes, sua bandida!
Spoilers Abaixo:
Lágrimas e mais lágrimas rolaram enquanto eu assistia a essa Season Premiere de Grey’s Anatomy, que entra em seu 8º ano provando que tem lenha para queimar. Temporada passada eu reclamei por diversas vezes, xinguei o musical e achei o final muito fraco, desonrando o estilo de tia Shondinha de nos chocar e nos emocionar.
Acontece que ela estava nos preparando uma boa. Retorno duplo muito bem escrito, com boas histórias relacionadas ao arco central, ágil e cheio de novidades, que me deixou completamente doida para ver o que acontecerá em seguida. Fiquei bastante empolgada com as possibilidades que surgiram e é com muito prazer que digo que as responsáveis por isso foram Cristina e Meredith.
Chorei muito com as duas, em situações bastante dramáticas. Uma lutando para poder ser a mãe de Zola, a outra tentando encontrar paz de espírito para fazer um aborto e continuar perseguindo seus objetivos profissionais. Para mim, as duas atrizes mandaram muito bem. Fiquei desolada com Meredith vendo seu mundo cair, sem ter em que se apoiar. A decisão de Cristina, ao contrário do que possa parecer, foi muito complicada. Era algo que a estava tirando do foco e desconfio que esse aborto ainda trará consequências para a personagem.
Do outro lado estavam Derek e Owen. Não dá para negar que o inicio do episodio fez piada com essa “troca de casais”. Os homens, FINALMENTE construindo a bendita casa enquanto fingem que são durões e não se importam com as esposas. As mulheres praticamente vivendo um casamento perfeito sem os dois. Imagino que se uma delas fosse homem, seria o ideal, porque não pensaram em colocá-las como casal homossexual antes de aparecerem com Callie e Arizona.
No final das contas, Derek continua magoado, o que é perfeitamente normal diante do que aconteceu. Owen, no entanto, compreendeu bem a posição de Cristina e ganhou meu respeito de volta ao ficar com ela, não importando as desavenças.
Outro que me deixou angustiada foi Karev. Ainda não acho que ele mereça toda essa ira dos colegas, afinal, Meredith é quem não deveria ter feito a bobagem que fez. Ainda bem que tudo começou a voltar aos eixos, graças a um erro médico de Cristina e uma ajudinha do Chief.
Não sei bem aonde essa atitude de Webber irá nos levar, mas foi coerente com a trajetória do personagem e abre possibilidades para o retorno de Bailey, que anda apagada demais na série, apesar de ser uma das melhores personagens.
Quem ganhou espaço também foi Avery. Tenho simpatia por ele e acho que é bacana explorarem essas figuras que estão em segundo plano. Porém, continuo com minha birra com Kepner. A voz dela me irrita e não consigo ver graça nas trapalhadas da nova chefe dos residentes.
Para vocês terem ideia, até Drª Teddy me agradou mais. E isso porque eu a acho muito inútil, até quando faz piada sobre o que todos nós nos perguntamos: “Você deve estar pensando porque eu não fui para a Alemanha, não é?”. Eu ri, mas foi porque esse era mesmo meu pensamento naquela hora e também porque Teddy passou o episódio todo com medo de perder o “bráulio de ouro” do maridão, que parece ter muita disposição, apesar de seus 387 tumores.
Como sou fã de Little Grey, esperava que ela fizesse mais além de balançar a cabeça durante as cenas. O mesmo vale para Callie, Arizona e Sloan. Gosto muito desses quatro e, apesar de entender que o foco dessa Premiere era outro, quero muito que eles tenham boas histórias durante a temporada, mas nem vou me preocupar. A julgar por esse começo, titia Shonda está pronta para aprontar muito e Grey’s Anatomy tem tudo para ser ótima.