
A brincadeira acabou.
Spoilers Abaixo:
Sabem essa fase gostosa e bem humorada da temporada de Grey’s Anatomy? Pois é. Depois de um episódio como esses, só consigo pensar que os dias de gracejos e piadas no Seattle Grace Mercy Death estão contados. Isso é ruim? Claro que não. Sou só confiança em relação aos rumos do restante da temporada, porque até agora, só ganhamos bons episódios.
Num clima completamente diferente de tudo o que vimos nesse oitavo ano, esse episódio vem para trazer de volta aquela nuvem sombria e os dramas que fizeram Grey’s ser o que ela é hoje. Gostei bastante do episódio, cheio de emoções intensas, mas francamente, tia Shonda, foi SACANAGEM demais escrever esse roteiro bem agora, quando só veremos a série de novo em 2012.
Não é nem tanto pela expectativa (isso também, é claro), mas é que essa história, a meu ver, não poderia esperar dois meses até a continuação. Tenho a impressão de perderá o impacto, mesmo que tenha sido um bom modo de nos deixar quando vem aí um hiatus.
De qualquer forma, tenho a impressão de que a série não continua de onde paramos. Acredito que vamos pular essa fase de “saber o que vem em seguida”, para cairmos direto na depressão de Teddy e nos problemas causados ao longo do episódio.
Aliás, mesmo não sendo fã de Teddy, fiquei comovida com a morte de Henry. Não sei se foi por ele, pela alegria do casal ou pela situação toda na sala de cirurgia, com Cristina às cegas e os outros se descabelando com o clima de “é só mais um na minha lista” que ela impôs durante a operação.
Fiquei bastante apreensiva com aquilo tudo e bastante triste ao ver a reação de Cristina à verdade. Ela tem essa atitude de não se importar muitas vezes, mas me soa a fingimento. É como se Cristina dissesse a si mesma que bons cirurgiões não ligam para quem está na mesa, quando no fundo, isso faz toda a diferença para ela.
Cristina não é mais a mesma e Owen era o único a saber disso. Naquela hora ele apenas seguiu com o plano de Teddy, sofrendo a cada segundo e a cada decisão. Owen sabe que a culpa não cairá sobre todos eles, mas que Teddy, provavelmente, culpará a si mesma por não estar lá, por ter feito ela mesma, por acreditar que suas instruções mataram Henry. Talvez essa seja a porta de saída da personagem, quem sabe?
Imagino que muita gente deva estar agora pensando que essa morte é uma espécie de repetição do que já vimos com Denny Duquette. Eu mesma cheguei a cogitar a comparação, mas acho que é tudo bem diferente. Teddy não é Izzie. Henry não é Denny. Ambos jamais serão carismáticos como os outros dois e nunca deixarão em nós o impacto que eles deixaram.
Como nesse episódio tudo precisava dar errado, o festival de desgraças continuou. Com Callie e Avery quase matando uma paciente, aposto que eles vão enfrentar um longo processo por erro médico muito em breve.
Minha espinha gelou quando vi Meredith envolvida em outro desastre. Essa mulher atrai coisa ruim, é só o que posso concluir. Começaram tirando as esperanças sobre Zola finalmente vencer os obstáculos impostos pela Assistente Social megaevil e depois, colocaram Meredith e Karev para salvar um bebê, quase sem chance alguma.
Só isso já seria drama suficiente, mas ainda arrumaram um jeito de fazer a ambulância quebrar no meio de uma tempestade, com risco de explodir, caso fosse atingida por outro veiculo. Isso é a cara de titia Shonda, porque essa mulher adora uma desgraça para temperar as coisas.
Fiquei um pouco chocada ao olhar pra o relógio no meu player e perceber que a coisa toda tinha acabado daquele jeito… Sem acabar. Fiquei com a terrível sensação de que faltou filmarem mais cinco minutinhos para que eu pudesse seguir tranqüila até o retorno, mas era aquilo mesmo. Shonda Rhimes, essa bandida, vai me fazer esperar todo esse tempo, como se eu fosse Meredith e Karev à beira da estrada, esperando pelo resgate.
Se vocês não se importarem em me fazer companhia, gostaria de discutir as possibilidades de alguém aí servir de barriga de aluguel para um casal de médicos que conheço há oito anos.
P.S- Contagem regressiva até cinco de Janeiro!