
ZZZZZzzzz…
Spoilers Abaixo:
Tudo bem que a gente já está naquele ponto da temporada que vai assistir tudo até o fim – não importando que venha – em parte porque a gente acredita que o final vai ser muito bom, mas em parte também por pura e mera curiosidade. Assim sendo, preciso perguntar: alguém aqui está de fato curioso (ou minimamente interessado) com o que vai acontecer com a Dominika? Eu é que não. Se você se esqueceu de onde saiu essa personagem, te lembro: ela caiu de paraquedas em um episódio lá no meio do vai-e-vem entre House e Cuddy, e… simplesmente sumiu depois disso. Vanished. Puff, evaporou. Eis que então, subitamente, um ano depois, no momento que a série poderia resolver evoluir a questão do Chase (ou dar início a algum arco interessante) ela desembarca de novo. Assim, igual o Mestre dos Magos mesmo.
Tudo bem que, nesse episódio, ela serviu como alívio cômico. Beleza, é válido… mas é pouco. Em sua última temporada, faltando menos de 10 episódios para acabar de vez, tudo que House não precisa é de uma personagem feminina que não venha a desenvolver seu personagem principal. Convenhamos, afinal de contas, não somos bobos: House não irá terminar com Dominika. Ponto. Tivemos Stacy, Cameron, Cuddy, a mulher lá do hospital que eu esqueci o nome… todas bem construídas e interessantes, de forma que a gente sabe que a ucraniana não veio pra cumprir papel de interesse amoroso.
Então pra que ela entrou? “Pra ser pano de fundo de um episódio filler”, talvez você diga. E, nesse sentido, serviu perfeitamente sim. Mas não sei quanto a você que está lendo isso, mas eu, depois daquele pedido de desculpas que House fez a Chase, esperava que alguma coisa boa viesse aqui em seguida. Alguma mudança de comportamento, de postura… nem que fosse nos detalhes, só pros mais atentos enxergarem. Nada disso. Juro que procurei, mas não vi nenhuma alteração na dinâmica entre os médicos – pelo contrário. Entramos em uma disputa (?) para ocupar o lugar que o Foreman ocupou tempos atrás, roteiro esse que ao meu ver ficou também como alívio cômico, para tentar mesmo ser engraçado. Só pode ser isso, pois juro que não vi nada de muito profundo ou dramático naquilo ali não.
Quer dizer, se semana que vem House resolver sumir pro quinto dos infernos, ir se tratar em algum canto, fazer alpinismo, ou algo mais bizarro, e precisar que alguém assuma o departamento, aí sim. Aí eu engulo essa de que ele procura mesmo um substituto. Do contrário, é só mais um joguinho. E joguinhos foram o que levaram Chase a ser ferido e quase perder o movimento das pernas. Alô, produção, não dá pra todo mês andar um passo pra frente e dois pra trás.
Mas pra não ficar ranzinza demais, nem tudo foi ruim nesse episódio. Como já disse, quando a história não é das melhores, a parte cômica acaba sobressaindo, e House falando que o nível de testosterona do paciente tava mais baixo que o do Bieber me fez dar uma gargalhada alta aqui em casa. E, nesse mesmo plot, a história do paciente que se sacrifica para o bem de outra pessoa, por mais que repetitiva, ainda é, sim, interessante.
Como deixado claro pelo fim do episódio, Dominika ainda vai aparecer por um ou dois episódios… eu particularmente gostaria de pegar a história dela, juntar com os problemas do Taub e colocar numa caixinha de ‘histórias que devem ser esquecidas’, mas eu não sou o roteirista. Sou só um fã.
Considerações finais:
1) Nem tudo é ruim no roteiro. Quando o escritor quer ser criativo ele consegue dizer pra você que um homem sensível é um homem doente, e você engole isso numa boa… hahaha
2) Quando a Adams sugeriu Doença de Lyme no diferencial logo lembrei daquele episódio ‘Ugly’, e que essa doença ocasionava marcas no corpo… e em seguida quando o paciente aparece com o olho amarelo de icterícia logo me veio à mente o problema no fígado… só eu que percebi? Acho que já posso ser médico, hein. E vocês?
3) Ok, já tivemos o episódio que alivia o momento pós-tensão do incidente da facada e tudo mais. Posso conviver com isso. Mas já podemos voltar ao caminho rumo ao final decente agora?