
É com grande pesar e tristeza no coração que concluo a minha cobertura de Kings. A série chega a seu fim, mas sem dúvida ficará na minha memória por muito tempo.
Spoilers Abaixo:
Para aqueles que assim como eu precisavam de um final mais fechado para ter 100% de satisfação, saibam que esse foi o melhor que os produtores e criadores conseguiram fazer. Kings teve todos seus treze episódios gravados antes mesmo do piloto ir ao ar e apenas alguns cortes foram feitos nesse episódio para tornar a experiência final a menos frustrante possível, mas nada foi refilmado ou preparado para que a série terminasse de vez no seu 13ª episódio.
O começo do fim mostra Jack se preparando para receber a coroa e tornar-se oficialmente o fantoche de William Cross, mas ficou claro que Jack ficou muito perturbado e sentindo um vazio terrível por não ter a benção de Deus, por não ter o povo ovacionando de felicidade como fizeram por Silas, por nem ao menos ter a coroa oficial na sua cerimônia. A coroação de Jack só poderia ficar pior se Silas voltasse como um terremoto para reclamar seu trono. E foi exatamente isso que aconteceu.
Creio que não corro perigo algum de ser taxado de tolo ao dizer que a cena aonde Silas chega caminhando sozinho pelas ruas de Shiloh em direção ao exército armando, foi o auge de toda série. Os tanques Golias fazendo sua escolta foram o complemento que fizeram a cena chegar ao limite da perfeição. Se tem uma pessoa que foi a escolha perfeita para interpretar um rei, foi Ian McShane. A forma como ele caminhou imponentemente pelas ruas do seu reino e todas as outras vezes que ele transmitiu autoridade e respeito, mostram como ele é talentoso.
Silas retorna ao poder e como esse não era um final definitivo programado não tivemos a oportunidade de saber como seria o final do traidor William Cross. O príncipe Jack por sua vez teve sua vida poupada, mas foi obrigado a viver o inferno na Terra. Na verdade o castigo dele de ficar trancado em um quarto de luxo com uma mulher que ele despreza até que dali saia um bebê, foi até algo leve. Cheguei a pensar que ele faria companhia ao rei caído na antiga cela de David.
O pobre David que fez tudo certo e sempre agiu de forma correta acabou tendo que se exilar em Gath para escapar da fúria de Silas. Já a princesa Michelle não teve escolha e acabou sendo banida do reino por pelo menos um ano. Lógico que isso foi a forma que a sagaz rainha encontrou para esconder a gravidez de Michelle e não apenas uma punição injusta.
Se não tivesse a cena dos tanques nas ruas de Shiloh, a conversa entre Silas e Deus no topo do palácio levaria o prêmio de melhor cena do episódio. Logo no segundo episódio nós já tínhamos presenciado Silas clamando por Deus durante uma tempestade e mais uma vez vimos a fraqueza do rei ao não cumprir o desejo de Deus. David é novo escolhido para ser rei e mais uma vez Silas enfrentou a ordem divina e não cedeu seu trono.
Eu acreditava que Andrew Cross teria uma participação maior nesses últimos eventos, mas ele apenas usou do seu veneno para ter o perdão do rei e ainda tentar ser considerado “o filho que Silas perdeu”.
O reverendo Samuels ao que parece virou um anjo e imagino que a se a série continuasse ele ficaria fazendo a ponte entre Gath e Shiloh para conversar com David e Silas.
Para aqueles que ainda têm alguma esperança de que a NBC vai mudar de idéia e trazer Kings de volta, podem esquecer. A série está encerrada e sem nenhuma chance de continuação, filme ou qualquer coisa do tipo. O próprio criador de Kings escreveu uma carta dizendo que os sets já foram desmontados e os escritórios da equipe de Kings já estão sendo usados por outra série.
Apenas fique feliz que você foi um dos poucos que teve o privilégio de acompanhar essa fantástica série, mesmo quando muitos desacreditaram.

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