
A comparação já foi feita milhares de vezes, mas não dá pra falar do piloto sem dizer: Life Unexpected não é CW, é WB em toda a sua glória! A atmosfera retrô e semi-cafona em contraste com a esperteza dos diálogos, os atores com histórico duvidoso (mas que, de certa forma, encontraram o tom) e a inocência da produção garantém esse rótulo.
Spoilers Abaixo:
Qualquer pessoa que já tenha procurado qualquer coisa sobre a série, sabe a premissa: garota de 15 (quase 16) anos, cansada de pular de lar provisório para lar provisório, vai atrás dos pais biológicos para conseguir emancipação. Nada transcorre como deveria e Cate e Nate, que não se vêem desde o colegial, ficam com a custódia conjunta de Lux, a garota. Premissa simples e muito comum, mas que na execução acaba entregando uma série com potencial para ser a nova Gilmore Girls.
Brittany Robertson é o destaque absoluto do elenco. Pode não ser uma atuação digna de premiações, mas seu carisma é inegável e certamente há talento em sua performance como Lux, a jovem que tenta ser muito independente, mas que ainda sonha com a família perfeita. Shiri Appleby melhorou consideravelmente desde as caretas que fazia em Roswell e dá conta do recado ao retratar o cinismo de Cate, uma mulher que fica violenta quando ouve declarações de amor e é pedida em casamento. Kristoffer Polaha diverte na pele do crianção Nate Baze. Só mesmo Kerr Smith mantém a mesma atuação sem muitas nuances da época de Dawson’s Creek, deixando Ryan, o colega radialista e namorado de Cate, um pouco tedioso.
Ryan é o personagem “estável” no meio de tantas pessoas imaturas e problemáticas, e por isso mesmo pode desagradar alguns (me incluo), por ser extremamente certinho e otimista. Talvez por isso Cate se sinta mais atraída pela imaturidade de Baze, o que a faz dormir com ele pouco depois de romper o noivado com Ryan. Óbvio que ela está de volta aos braços do certinho antes do fim do episódio e Nate finge não se importar, mas está claro que a disputa começou.
Outros elementos e personagens devem surgir conforme a série continua, mas por enquanto, o núcleo familiar e o triângulo amoroso parecem o suficiente para segurar o interesse. E vocês, o que acharam? Ainda há espaço para esse tipo de história na TV americana, ou apenas riquinhos egoístas dando golpes uns nos outros podem fazer parte da cultura pop adolescente? Dê a sua opinião!