Luck – 1×01: Pilot [Series Premiere]

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Super gênios, ativar!

(Atenção: Esta review está dividida em duas partes. A primeira foca exclusivamente nos aspectos técnicos da obra, podendo ser lida tranquilamente sem preocupação com spoilers, enquanto na segunda é explorado um pouco da narrativa e podem conter spoilers).

I don’t trust anyone, not even myself” (Ace Bernstein)

Parte 1: Mann e a Estrebaria

Michael Mann é um caso raro. Realizador de Miami Vice, uma das séries dramáticas consideradas mais relevantes dos anos 1980, foi um dos poucos showrunners de sua época que conseguiu realizar  uma transição da televisão para o cinema. Em ambas as mídias, soube utilizar bem cada uma das linguagens para elevar as narrativas policiais para outro patamar. Ao mesmo tempo em que tinham personagens complexos e uma trama que jamais subestimava a inteligência do público, conseguia combinar com uma trama inteligente e um uso ímpar das cenas de ação, sendo bem exemplificado pelo seu tiroteio perfeito no seu jovem clássico Fogo contra Fogo.

Descobrir que o diretor resolveu retornar à televisão para a realização de uma série sobre apostas de cavalos pode parecer um pouco chocante a princípio, por aparentemente destoar de sua filmografia que é representada basicamente por filmes de ação policial. Entretanto, com uma percepção mais acirrada pode ser percebido que este é uma ambiente com as principais características do cineasta, algo que irei abordar melhor em seguida, sendo simultaneamente uma investida em uma área que não está acostumado a lidar e um prosseguimento do tipo de obra que o tornou notório.

Mann foi o encarregado de ser o grande responsável pela forma e estilo da série. Acertando ao utilizar um visual que  remete diretamente ao utilizado por ele mesmo na década de oitenta, notado principalmente pela fotografia que se utiliza com frequência de dias ensolarados ou alvorecer, proposta por Dryburgh e Strebel, dando uma nitidez ao que está sendo mostrado e enfatizando ainda mais as cores.

A direção de arte de John P. Goldsmith acerta ao ser extremamente estilizada em torno do verde, a cor que normalmente é um símbolo de esperança, contrastando com o vermelho, cor que remete a um juízo de valor negativo sobre o que está sendo mostrado em tela. Essa simbiose enfatiza que este ambiente, por mais que seja uma expectativa de enriquecimento para os seus jogadores, até mesmo as probabilidades são controladas ao máximo, tanto de formas que dependam apenas da inteligência quanto por artifícios ilegais.

O design de produção de Lilly Kilvert faz jus ao padrão de excelência da HBO e sabendo como modelar cada um dos ambientes. Um bom exemplo é no aspecto dos estábulos, que conserva até mesmo os mosquitos esperados do ambiente, um detalhe que poderia passar despercebido por muitos.

A trilha sonora instrumental composta por Dickon Hinchiliffe e Gary Lionelli é inteligente a ponto de não manipular o espectador, sendo substituída por uma sobriedade que funciona como um complemento orgânico ao que está sendo mostrado nas imagens, enquanto a trilha incidental, composta por figuras como Robert Johnson e Etta James, encaixa-se ao ambiente ao remeter às músicas que esta geração de homens escuta.

A montagem de Kelley Dixon funciona pelas transições sejam quase imperceptíveis, estando alinhada com caráter semi-documental presente na direção de Mann, representado pela sua habitual câmera na mão que confere uma aproximação entre o espectador e os personagens, combinação que confere um caráter mais conciso ao universo em questão. Evitando também o uso de establish shots, as boas e velhas fotos de fachada que indicam qual será o próximo ambiente que uma cena se passará, recurso que deveria cair em desuso na televisão.

Esta mesma montagem, entretanto, não tem medo de abandonar essa fórmula, como em seus minutos inicias, para ressaltar diferentes aspectos do mundo, opta por uma montagem rápida de diferentes pontos de vista do mesmo universo, indo dos cavalos aos apostadores.

O ponto alto do episódio, no entanto, são as sequências das corridas de cavalo. A direção aproveita nelas todo o seu conhecimento sobre como produzir boas sequências de tiroteio e os aplica aqui, entregando um momento que, apesar do excesso de cortes, não surge confuso por conseguir mostrar uma corrida de cavalo sobre diferentes ângulos, dando um tom de urgência e conseguindo dar uma noção de todo o posicionamento na corrida.

Conseguindo cumprir bem a função de nortear os padrões estéticos que serão utilizados na série, Luck consegue marcar a volta de um cineasta excepcional para a televisão, aproveitando tudo o que aprendeu durante a sua pausa na mídia para conferir um ar de grandiosidade visual à série. Olá, Michael Mann, o bom filho à casa torna!

Parte 2: Milch e a Corrida

David Milch é um showrunner com um tema de investigação claro em sua obra. Começando pelas vicissitudes da lei e ordem em NYPD Blue, passou logo em seguida a explorar o processo de formação da matriz institucional americana com Deadwood e John From Cincinatti. Tendo uma temática comum de analisar as instituições americanas, como elas surgiram e quais as suas principais características positivas e negativas. Luck  surge como um prosseguimento de tudo o que vinha sendo explorado em sua diversificada obra. Depois de tanto estudar as instituições, parte fundamental do modo de ser americano, passa a analisar um pouco sobre o homem americano que influencia e é influenciado por esse modo de ser.

Um país cuja principal característica é a estrutura de capital desenvolvida só poderia surgir a partir de homens com alta sede por acumulação de riqueza, justamente os protagonistas da narrativa. Homens que vêem nas apostas com cavalos a chance de enriquecerem ainda mais, tentando alcançar o equilíbrio entre alto retorno e diluição dos seus riscos. Uma estrutura que, em uma época de crise financeira mundial, pode fazer um interessante paralelo com o próprio mecanismo da Bolsa de Valores. Ambos são uma aposta cujos termos dependem do conhecimento possuído sobre os índices financeiros de determinada empresa ou as capacidades físicas de cada cavalo, recompensando aquele que conseguir realizar uma melhor análise. Existem óbvias diferenças no grau de eficiência de cada mecanismo, mas que não ocultam essas semelhanças no formato.

Como costume nas obras do autor, o roteiro não faz esforço algum para ser entendido pelo espectador, possuindo total confiança sobre a capacidade do público, fazendo com que alguns conceitos do mundo das apostas sejam utilizados sem o digerirem ao mínimo. Desta forma, será uma série que para o melhor entendimento é necessário entender no mínimo o básico sobre aposta de cavalos, o que pode surgir como um impeditivo para determinada fatia do público que não esteja acostumada com o vocabulário.

Milch acerta por não se focar excessivamente em Ace, personagem de Dustin Hoffman, que funciona nesse início como um modo de unir as pontas da narrativa, a qual pretende apresentar em linhas gerais as suas principais tramas e como elas podem se comportar, mostrando vários pontos de vista diferentes sobre o mundo das corridas, os apostadores (Marcus, representado por Kevin Dunn), os laranjas (Gus, em uma ótima atuação de Denis Farina), agentes (Joey Rahburn, interpretado por Richard Kind) aos donos de estábulo (Turo Escalant, um John Ortiz inspirado) e jóqueis (Leon, interpretado por Tom Payne). Um elenco de atores formidável, podendo se dar ao luxo de utilizar nomes como Nick Nolte em uma escala menor.

Mesmo com pouco tempo de tela, Dustin Hoffman mostra o porquê de ser considerado um dos melhores atores de uma geração de indubitável qualidade, compondo Ace sempre com uma olhar penetrante, intimidando constantemente todos ao seu redor e mostrando cautela, demonstrados na naturalidade com que ele perde a calma para intimidar seu interlocutor em determinado momento, como se estivesse com rancor sobre a situação que foi colocado guardado a anos.

Mas é na cena final que pode ser visto ele em um dos melhores momentos de sua carreira, Hoffman surge em cena mais relaxado do que de costume, percebido principalmente pela composição vocal, mas com o costumeiro olhar penetrante. Em uma conversa que em seu início parece rotineira, mas vai evoluindo e se transforma em um reconhecimento, à maneira de Ace, da confiança que possuí em seu comparsa, fazendo com que possa ser percebido uma diversidade de sentimentos como alívio, admiração, ou até mesmo raiva causa pela dependência, apenas pela rara combinação de olhar, timbre e sorriso próprios. Antes de fazer a confissão, ele chega a  franzir a testa como uma mostra da sensação de estranheza, um nuance que muitos atores não teriam a sensibilidade para captar, mas aqui é feito tão organicamente que passa praticamente imperceptível. São detalhes simples como esse que diferenciam as boas atuações, cujos exemplos são inúmeros, dos verdadeiros gênios.

Sendo um piloto clássico da HBO, utilizando-se do tempo de tela para mostrar os principais elementos a serem utilizados e dando muitas poucas pistas de qual será o arco principal da temporada, o roteiro consegue dar um bom clima introdutório, tornando esse o piloto mais animador de todo o ano na televisão. Estava com saudades, David Milch!

Outras considerações:

-Mann e Milch, existe um nome de dupla mais legal do que esse? Espero que esta união gere bons frutos na qualidade da televisão. O único obstáculo para isto é o forte ego de ambos, que já gerou alguns desentendimentos, mas caso eles consigam entender os próprios limites e respeitar a parceria, não existem motivos para não ficarmos otimistas.

-“União”  e “Televisão”, juro que a rima não foi intencional.

-Eu sei que o objetivo de uma série é com o tempo ela mesmo se fazer entender seus conceitos de uma forma eficiente, mas estou querendo aprender um pouco mais sobre apostas antes de começar a cobrir a temporada, por gostar de ir preparado visitar o objeto a ser analisado. Algumas dicas de sites, blogs, livros, etc?

-Lembra o que eu falei da cor verde ser o ponto chave em termos de semi-ótica da série? Vou exemplificar isto através das duas corridas: qual cor Leon estava vestido na vitória e estava ausente na derrota mesmo?

-Pelo que indicam os teasers, nos próximos episódios teremos uma maior participação de Ace nas tramas. Assim espero, porque será triste ver Dustin Hoffman com um tempo de tela tão pequeno como o mostrado no piloto.

-Falando no Dustin Hoffman, algo que não recomendo a ninguém, assistir A Primeira Noite de um Homem pouco antes de ver um episódio de Luck, para perceber os efeitos que o tempo faz em uma pessoa.

-Agora é com vocês, o que acharam do episódio? Prontos para dobrar as apostas junto comigo ou irão se retirar do campeonato?

@guilhermeifc

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  • http://seriesotp.tumblr.com/ Sofia

    Guilherme, ainda nao assisti ao piloto, mas vou levar na mala para a viagem, já que nao terei saco para ficar cercada de parentes chatos as ferias todas.

    Quanto a indicação de livro, esta na minha fila o Lay the Favorite: A Memoir of Gambling de Beth Reymer, vai até sair o filme em 2012 dirigido por Stephen Frears.
    Ainda não li, então se por acaso vc ler, avise se presta hehehe

    Estou adorando ver tantos bons atores do cinema na tv tbm. Clarie Danes, Dustin Hoffman, Steve Buscemi, ano que vem tem o Ewan Mcgregor com Dianne Wiest e Chris Cooper em The Corrections. Coisa linda de se ver.

  • http://seriesotp.tumblr.com/ Sofia

    Ah, só lembrando, este livro se nao me engano é sobre apostas em jogos e não corridas. Nas acho que o princípio deve ser bem semelhante.

  • Pedro

    gostei do pilot. uma pena não entender sobre apostas/cavalos. e a série só volta dia 29 de janeiro?! sacanagem.

  • Lulis

    @Sofia,
    qualquer coisa com Ewan McGregor, estarei eu lá assistindo hahaha. E uma vez por semana então, não dá pra ser melhor.

    Guilherme, me sinto meio burra lendo suas reviews, é tanta análise técnica… (não é reclamação). Bem legal. Acho tão importante saber um pouco mais sobre os produtores, idealizadores, roteiristas, porque é isso que faz uma série. O que a gente vê é só uma camada superficial de tanta coisa que acontece por trás que faz aquilo funcionar. E quem é nerd de televisão e cinema (existe isso, gente?) adora ficar dissecando esses detalhes.
    Adoro “A primeira noite de um homem”, Dustin jovem é uma das minhas paixonites cinematográficas. Sempre fico meio triste quando vejo ele já vovozinho por aí, mas guardo a bela imagem dele delicinha no fim dos anos 60.

  • Pati_Escatolin

    Guilherme,

    Mesmo não entendendo nada de apostas, cavalos e tudo mais, jamais vou perder uma serie que traz o mestre Dustin Hoffman no piloto, então, depois dessa review completa e cheia de detalhes, pode apostar que assistirei para conhecer um novo mundo.

    Bjs e obrigada pelo otimo texto.

  • @edujakel

    Nao li a review pra ser pego completamente de surpresa. Alias, eu já fui, pq nem sabia da existencia dessa série. Entao terei q baixar e conferir.

  • Fernando dos Santos

    Excelente texto.Eu já estava com vontade de conferir Luck e agora fiquei mais interessado ainda.

    Essa série sobre apostas é por coincidência uma das principais apostas da HBO para 2012.
    O mundo das apostas nos EUA geralmente acaba envolvendo o crime organizado então creio que vem aí mais um grande drama criminal da HBO.Resta saber se vai conseguir atingir o mesmo nível de excelência de The Sopranos e The Wire.

    A união de Mann e Milch chama a atenção de todos aqueles que gostam de produções mais sofisticadas.Se eles se entenderem e usarem todo o seu enorme talento Luck terá tudo pra ser daquelas séries que marcam época.

    Eu lembro que o Mann já havia retornado a televisão em 2002 com a série policial Roberry Homicide Divison que durou apenas uma temporada.
    Já o Milch precisa se recuperar do enorme fracasso que foi John from Cincinatti.
    Agora é aguardar e conferir pra ver se a série justifica os grandes nomes na produção e no elenco.

  • http://www.twitter.com/whoiska Carol Gallardi

    FINALMENTE HBO! Luck tem tudo para ser demais. :)

    E nem me fala, Hoffman era gostosissimo e virou isso… Que triste.

  • Lili

    Alguem sabe se alguma equipe vai fazer a legenda?
    Não encontrei no legendas.tv :(

  • Pedro Paulo

    Ahhhhhhh… pelo amor de Deus, tira o Dustin Hoffman da Tv, rápido! O lugar dele é no ciema!

    Não aguento mais grandes atores do cinema indo pra TV. Se continuar assim, nas próximas falls vão aparecer séries estreladas por Jack Nicholson, Al Pacino, Robert De Niro, Meryl Streep, Emma Thompson, Julia Roberts, Tom Hanks…

  • Fernando dos Santos

    Acho que essa migração dos grandes nomes do cinema para a televisão(principalmente para os seriados de canais a cabo) tem a ver com a má qualidade do cinema que se faz hoje em Hollywood em contraposição aos bons roteiros da televisão.

    O nível das histórias e papeis na televisão americana anda muito superior a média de Hollywood, até mesmo nesse período de relativa crise de criatividade que a tevê dos EUA tem passado neste ultimos dois ou três anos.

  • Talita

    Alguém sabe me dizer se essa série já tem para baixar e onde?
    Fiquei muito interessada em assistir :)

  • http://www.twitter.com/guilhermeifc Guilherme Inojosa

    Obrigado a todos pelos comentários, vou responder algumas dúvidas:

    @Lulis, ao meu ver é para isso que uma review serve, o autor tem que tentar apontar de uma forma didática(o que eu não sei se faço bem :P ) algumas considerações sobre a série que o leitor não tenha percebido necessariamente. E claro que existe nerd de filmes e séries, aqui no Série Maníacos tem eu e mais um monte. ^^

    @Fernando do Santos, bem lembrado. Havia esquecido de Homicide Division. E John From Cincinatti eu acho mais pretensioso do que ruim na realidade, mas é um ponto baixo na carreira do Milch com certeza.

    @Lili, é que eu fui apressado e fiz a review um dia depois da série ser lançada. Mas digo algo: Com certeza alguma equipe irá cobri-la, séries da HBO nunca são esquecidas e essa é uma com muita hype em cima.

    @Pedro Paulo, ao meu ver essa leva de atores do cinema para a televisão se dá por dois aspectos bem simples: 1) A televisão cresceu em termos financeiros de uma forma brutal durante essa década, deixando de ser um reduto para atores que não conseguiram emplacar em Hollywood(o que não é sinal de má qualidade, lembremos) e passando não só a lançar atores que se converteram para o cinema, como a fazer o efeito inverso por ser um sinal de estabilidade financeira por um bom número de anos. Só quem tem a ganhar com essa maior simbiose de atores nas duas áreas são os cinéfilos e série maníacos. 2) Combinado a isto, a tevê está com narrativas muito mais ambiciosas do que o cinema Hollywoodiano, fazendo com que os atores sejam mais atraídos para fazer os papeis televisivos do que continuar no piloto automático no cinema.

    @Talita, tem em torrent que foi por onde eu baixei. Agora pelos sites convencionais eu não sei quais tem. :/

  • Netto

    Também vo entrar no mundo das apostas de cavalos, não tinha entendido muito o guardanapo com os numeros e tal a forma como era feito o sistema, agora jah to entendo melhor, e que piloto os episódios finais de Boss e esse pilot são os melhores episódios que eu vi esse ano.

  • Eduardo

    Não entendo bem do sistema de corrida e apostas por isso fiquei um pouco perdido em algumas cenas, também não entendi muito bem o lance do velho e o cavalo, e o porque do Escarlate não coloca fé no cavalo e apostar duas vezes nele.
    PS: quem e o gago acho q ja vi ele em algum lugar só não sei onde

  • Alex Sandro Alves

    Olá Guilherme! Irei me retirar do campeonato. Não conheço absolutamente nada deste universo que a série irá retratar, e sinceramente, o episódio “Piloto” não me despertou a curiosidade e nem a vontade de conhecê-lo. Na verdade achei ele muito chato e claramente destinado àqueles que já são familiarizados com corridas de cavalos. Dificilmente acredito que alguém continuaria a assisti-lo se não fosse pelos nomes envolvidos no projeto, afinal, um elenco que conta com atores do calibre de um Dustin Hoffman, Michael Gambon e Joan Allen, além de um cineasta renomado como Michael Mann, é pra lá de atrativo. Um grande abraço!

  • FeZinha

    Wow….Luck parece que vai arrasar!! Como sempre a HBO se superando!

  • Luã Marinatto

    Guilherme,

    Te recomendo ler alguns livros do Bukowski, que aborda a rodo este universo de apostas de cavalo. Não há explicações didáticas, é verdade, mas já dá uma ideia bem interessante sobre como as coisas funcionam e ajudou a despertar o meu interesse na série. Além disso, por tabela, a gente também acaba entendo pelo menos um pouco sobre regras e afins, inevitavelmente.

  • Maíra Bianchini

    Olá, Guilherme!

    Parabéns pela ótima review. Ainda não assisti ao piloto, mas gostei muito das tuas observações e provavelmente vou voltar aqui quando finalmente começar a acompanhar a série.

    Sobre as dicas de leitura sobre o mundo das corridas de cavalo que você pediu, a página de Luck no site da HBO tem um Glossário que parece ser bem completo: http://www.hbo.com/#/luck/about/article/glossary.html

    Abraço

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