
“And don’t take this the wrong way, sweetheart, but you are an amazing fucking liar. A world-class genius.”
Spoilers Abaixo:
Mais um episódio de título provocativo que, para minha decepção, fez alusão a uma corda de verdade, coisa que eu achei desnecessária. Não foi inserido nada de novo, o contexto continua o mesmo e estamos todos cientes de que sim, Jackie já tem corda suficiente para se enforcar. O título me fez pensar que a tal corda metafórica fosse apertar mais o pescoço da enfermeira nesse segundo episódio, mas infelizmente não foi isso que aconteceu.
Quem acompanha a série sabe que a construção das personagens é devagar, mas sabe também que isso não significa que os episódios sejam lentos. Mas “Enough Rope” foi. Não no sentido de arrastado, mas no sentido de não nos levar a lugar nenhum. Nada aconteceu. Continuamos e-xa-ta-men-te onde paramos há uma semana. Enquanto eu via um mundo de possibilidades, os roteiristas adiaram mais sete dias (espero eu que só isso) a direção na qual o seriado vai seguir essa temporada.
Jackie continua tentando enrolar o marido, sem conseguir voltar à situação de conforto de antes. Suas filhas continuam uma problemática, outra Poliana. Zoey, Thor e Cooper continuam sendo o alívio cômico. Cooper continua atrás do perdão de Sam, que continua tentando se manter sóbrio. Zoey e Lenny continuam sendo o casal mais fofo no ar. Jackie continua tentando recuperar a amizade de O’Hara, que está se mostrando dura na queda. É claro que é difícil pra ela negar a amizade de Jackie, afinal nosso coração só quebra por quem a gente ama.
Para mim, esse episódio teve dois destaques, um deles foi ver o quanto Zoey aprendeu com Jackie. Ela respeita, se importa e entende as necessidades dos pacientes, mesmo aquelas que parecem frívolas aos médicos. A melhor lição aprendida, é claro, foi fechar a cortina na cara de Cooper. Estou certa que Jackie também teve influência no roubo das luvas, ou alguém esperaria isso da Zoey da 1a temporada? Eu não.
O outro destaque seria a relação de Jackie O’Hara, em especial a cena do almoço. A direção daquela cena foi linda, fotografia idem. Me vi mais envolvida que o normal. Adorei o paralelo com aqueles filmes românticos, piegas e previsíveis. Mas pra minha sorte, O’Hara não gritou “Wait” enquanto Jackie ia embora. Aquele foi um típico take-me-back-moment de um casal recém-separado e eu me diverti com esse paralelo.
Jackie parecia transparecer sinceridade com seus olhos marejados, enquanto O’hara mantinha os seus inquietos e atentos, sem saber no que acreditar. É claro que ela começa a ceder, mas é nítido também que as coisas não voltarão ao que eram, Dr. Diva está calejada e atenta, mas ainda é uma mulher solitária, carente e com saudade de sua melhor amiga.
Akalitus não fez muita diferença nesse episódio. Eu tenho tanto apego a Thor que ele nem precisava daquele “Hilarious”, eu rio só de vê-lo andar. O cartão de Dr. Coop foi incrível, não sei como Sam não compadeceu diante daquilo. O fora não-intencional que Jackie leva da paciente para qual ela estava levando drogas foi o melhor dos tapas de luva de pelica. Delicioso de ver. Incrível mesmo é ela não se abalar e usar aquele argumento numa discussão ao telefone com Kevin. “I’m not that kind of mom.” A-ham Jackie, senta lá.
E pra encerrar esse episódio pra lá de mediano, que não fez jus ao meu encanto pela série, Jackie diz pra suas filhas que não se preocupem pois há bastante homens no mundo, com Kevin e Eddie na outra ponta do balcão bar. O que me lembra de fazer um pê-esse: Ainda não me convenci dessa redenção de Eddie. A amizade de Kevin o converteu em bom moço? Still not buying it.