
Quem matou Sereia?
Essa é a pergunta que vai parar o Brasil pelos próximos meses. Mentira, são quatro dias só e já descobriremos a autoria desse crime… E que crime, viu? Matar Ísis Valverde deveria ser punido com pena de morte.
Mas, por mais batida que essa pergunta possa parecer, esse é o mote central de O Canto da Sereia, minissérie que a Globo estreou nesta última terça-feira, 08/01, baseada na obra homônima de Nelson Motta, a série é escrita por George Moura, Patrícia Andrade e Sergio Goldenberg, com supervisão de texto de Glória Perez (Salve Jorge), direção geral de José Luiz Villamarim e direção de núcleo de Ricardo Waddington, ambos de Avenida Brasil.
E, até mesmo pela equipe atrás da série, meu interesse surgiu assim que começaram a aparecer as primeiras chamadas. Já li esse livro quando estava na escola e, embora não me lembre de muitos detalhes, gostei muito da trama. Quando vi os nomes por trás de Avenida Brasil cuidando da direção da série e, por ter apenas 4 episódios, imaginei que fariam um trabalho fantástico com o material base e nos trariam um thriller de tirar o fôlego, com um ritmo alucinante e um suspense bem afiado. Ledo engano. O que vimos nesse primeiro episódio foi uma série com um ritmo bem lento, que não conseguiu, de cara, nos apresentar sua proposta. Afinal, o acontecimento mais importante desse episódio nós já sabíamos há meses, através das chamadas.
Mas isso também não quer dizer que essa estreia foi um lixo retumbante e que todo o trabalho de direção foi péssimo. De fato, não achei o texto isso tudo, ainda mais considerando que o material base, escrito por Nelson Motta é bem rico. Aliás, incompreensível a não participação de Motta na criação da minissérie, mas como não sei detalhes sobre os bastidores, não me aprofundarei neste ponto. Quanto à direção, este merece elogios, mesmo que a cena mais impactante do episódio tenha sido a morte de Sereia – que já havíamos visto várias vezes – esta, contextualizada, e sua sequência, foram a melhor parte deste episódio e servem como um bom cartão de visitas. Minha ressalva com a direção, como já adiantado, foi unicamente pelo caminho pelo qual essa decidiu trilhar, apresentando um primeiro episódio mais calmo, mas, estas são escolhas do diretor e, como tal, devem ser respeitadas.
Não me aprofundarei muito à trama, uma vez que neste primeiro episódio apenas conhecemos Sereia (Ísis Valverde) a musa da música baiana que, no auge da carreira, parece estar passando por alguma crise e isso reflete na forma como trata as pessoas que a cercam, que são as típicas pessoas do meio musical. No momento de maior brilho de uma estrela da música baiana, o Carnaval de Salvador, Sereia é misteriosamente assassinada em cima de seu trio, no meio da Avenida, chocando toda a sociedade baiana, e fazendo uma dúzia de pessoas tornarem-se suspeitas desse crime.
O episódio foi bem didático ao espalhar cenas que compromete cada um dos personagens principais e, em razão disso, temos em mente que do maquiador ao Governador da Bahia, todos são suspeitos. Mas nada de ficar confabulando muito. É comum a contos policiais sair apresentando motivos e álibis a todos os suspeitos logo de cara, derrubando ambos com o tempo.
O elenco pode ser o grande ponto forte da série que, com muita gente de Avenida Brasil (figurinhas fáceis nos núcleos de Waddington), mistura rostos conhecidos e muita gente talentosa pra levar a série adiante. E, mesmo que o episódio tenha sido praticamente para Ísis Valverde brilhar, tantos outros nomes tiveram destaque, como Marcos Palmeira, Camila Morgado e Marcelo Médici, até mesmo Margareth Menezes apareceu em sua participação especial para mostrar que como atriz, ela é uma ótima cant… Deixa pra lá!
Assim, com o choque de ver Ivete Suellen Sereia morrer no maior momento de uma musa do axé no ano, só nos resta acompanhar os próximos três episódios e fazer nossas apostas. Os principais suspeitos são o chefe de segurança Augustão (Marcos Palmeira), a amiga e publicitária Mara Moreira (Camila Morgado), o (ex-)produtor Paulinho de Jesus (Gabriel Braga Nunes), o marqueteiro Tuta Tavares (Marcelo Médici), a Mãe de Santo Marina de Oxúm (Fabíula Nascimento), e até mesmo o maquiador e braço direito “Só Love” (João Miguel) e o Governador do Estado da Bahia (Marcos Caruso) podem ter encomendado a morte de Sereia…
E para você, caro leitor, QUEM MATOU SEREIA?
Observação:
Ísis Valverde dispensou dublagem e contou, ela mesma, os sucessos indecentes (prestem atenção nas letras, são geniais) de Sereia… O pior é que na minha timeline do Twitter tinha muita gente falando que ela canta melhor que Cláudia Leitte… Procede? Acho Ísis tão linda que pra mim, tudo o que sai de sua boca é como se fosse um canto de uma sereia mesmo, então, não posso me manifestar nesse aspecto. Me hipnotizo.
PALPITE: Hoje fico com Camila Morgado. Não tenho razão específica. É porque sempre tive medo dela mesmo.