
Acusada de ser mais bonita que a Rainha Má Megaevil. Perigosa, com dupla personalidade, ladra, assassina. Traficante de pó mágico…
Spoilers Abaixo:
Se eu fosse ficar escrevendo aqui a ficha corrida da Branca de Neve não haveria mais espaço para essa review. Aquela cara de boazinha não engana mais ninguém e a surpresa de descobrir que o disfarce de professorinha frígida está com os dias contados, fez desse mais um episódio ótimo de Once Upon a Time.
Já me rendi e não tem jeito. Estou adorando essa coisa toda de conto de fada e espero com ansiedade pelo próximo episódio. Enquanto ele não chega, me contento em falar sobre esse aqui, que mostrou, finalmente, que Maria Margarete Branca é uma mulher de atitude, só que ainda não descobriu isso.
Ninguém nega que aquela coisa de levar os aluninhos pra visitar doentes no hospital e fazer cara de coitadinha enquanto seu encontro está de olho em outra mulher é um saco, mas a Branca de Neve do GUETO (YO!), que derruba árvores para roubar os playboys do reino e que tem negócios na quebrada dos Trolls é minha nova heroína.
Adorei todas as cenas na floresta, a tensão sexual com Príncipe Encantado e até a revelação de que Branca trafica pó mágico. A primeira coisa a notar é que existe boa química entre Maria Margarete e James, mas aí também, que mulher (ou homem, sem preconceitos!) não teria identificação imediata com o Príncipe? Esse comecinho de amor bandido dos dois foi muito legal de acompanhar, embora eu assuma que tenha ficado muito feliz com o aparecimento dos Trolls.
Adorei aquilo, simplesmente. Fiquei imaginando aqueles moleques chatos de internet com aquela cara exata, sendo transformados em besouros com a purpurina de cogumelo doido. Sensacional.
Além disso, os paralelos continuam interessantes. Acho muito bacana e dinâmica esse desenvolvimento em dois planos. A história acontece ao mesmo tempo em dois lugares diferentes, com a mesma base, mas sem se repetir exatamente. Maria Margarete lendo a historia para Mr. Doe, Regina Má Megaevil arrumando alguém para ser esposa de “David” e claro, o momento mais aguardado por todos: a primeira troca de blusa de Emma! Continuamos na torcida pela troca da jaqueta vermelha.
Nesse terceiro episódio começo a perceber o quanto o elenco está conectado. Trio ótimo o de Henry, Emma e Maria Margarete. Melhor ainda quando percebemos que o xerife é tão palerma que precisa da ajuda de uma criança, uma professorinha frígida e de uma forasteira de jaqueta vermelha para encontrar o desaparecido. Adorei que Maria Margarete mostrou logo que não é “uma freira” ao beijar o moço durante a respiração boca a boca. Uma graça, especialmente porque é assim que ele a salva na história original.
Torço para que a farsa da esposa de aluguel seja logo confirmada por Emma, que continua sendo excelente contraponto para Regina, mesmo sem empunhar uma motosserra. Fiquei de olho também nos detalhes do dia. Senti que Bambi deu o ar da graça naquela cena da floresta e adoro que transformação Chapeuzinho Vermelho na piranha local. Toda trabalhada na sensualidade, ela se chama Ruby, que remete à cor VERMELHA da pedra preciosa. Só sinto falta de uma coisa para a sensualização ficar completa. Tivemos o charme dos Trolls, mas gente, fica a pergunta: CADÊ OS ANÕES?
Se eu descobrir que Branca de Neve, essa bandida bipolar (só isso explica as duas personalidades) matou os coitados, eu mesma arranco o coração dela com as mãos.