
“Quando você faz um desejo na direção de uma estrela, não faz diferença quem você é. Qualquer coisa que o seu coração deseje irá se tornar realidade”.
Spoilers Abaixo:
Não pude evitar começar essa review sem trazer de volta à memória a belíssima música (When You Wish Upon A Star) que encerra Pinóquio, na versão Disney. Fiz isso porque acho que Once Upon a Time me fez gostar ainda mais do filme e da história toda que envolve ainda Gepetto e Jiminy, conhecido aqui no Brasil apenas como Grilo Falante.
Não tive escapatória. A cena em que Jiminy faz seu desejo mais forte para uma estrela que brilha no céu foi absolutamente idêntica a do filme e me deixou bastante emocionada. Nunca achei que diria isso sobre OUAT, não tão rápido.
São apenas cinco episódios e a cada um deles eu gosto mais e mais da série e de seus personagens, por causa dessa abordagem diferenciada para grandes clássicos. Jiminy nunca foi o foco em Pinóquio, mas o que vimos aqui foi um desenvolvimento perfeito desse universo. A história se expandiu de tal forma, que eu gostaria de aplaudir de pé o trabalho dos roteiristas.
Pegaram algo íntimo de todos nós e escreveram uma trama completamente cabível. A primeira aparição de Jiminy é mesmo em Pinóquio (no livro, registre-se) e ele nunca teve sua própria história. Pelo menos não até agora. Adorei o modo como relacionaram tudo, dos bonecos de madeira até a fada azul, que concede o desejo.
Os pais de Jiminy, a dupla de mambembes charlatões, estavam ótimos. Um completando as frases do outro, sempre com aquele toque de maldade sarcástica. Excelente a utilização de Rumpels, definido como elfo, capaz de produzir um líquido mágico que transformava pessoas em fantoches de madeira. Aliás, nota 10 para a produção porque os bonecos eram muito parecidos com os atores que interpretaram os pais do fofíssimo Gepetto.
A relação criada entre Jiminy e o menino do guarda-chuva, não poderia ser mais belamente construída. A criança foi a responsável pela mudança na atitude de Jiminy, viu tudo voltar-se contra si e encontrou ali, um companheiro. Tudo se encaixa perfeitamente. O guarda-chuva foi peça fundamental no episódio e Gepetto acabou se tornando um criador de bonecos de madeira, não por acaso.
Tudo isso, é claro, foi perfeitamente trabalhado no paralelo com Storybrooke. A interação entre Henry e seu psicólogo foi exemplar do inicio ao fim, num casamento perfeito entre essas duas realidades. Quase tive um ataque de riso diante do momento em que Jiminy se salva usando o cabo do tal guarda-chuva. E vale dizer que muitas coisas estavam misturadas no enredo, desde a mina dos anões da Branca de Neve das Quebradas e até Pongo, o papai dos 101 dálmatas veio ajudar no resgate.
Aliás, se você aí ficou se perguntando o que eram aqueles estilhaços brilhantes no fundo da mina, eis uma ideia: o caixão da Branca de Neve. No Piloto eles mostram em detalhes a peça de vidro com madeira (ou algo do tipo) adornando em volta. Mais do que isso, acho que o poço do elevador é a ligação entre Storybrooke e Far Far Away.
Com a fixação de Emma na cidade o feitiço está enfraquecendo mesmo. Tanto que já existe um ponte entre essas duas realidades, mesmo que ninguém faça ideia. Não sei, porém, se Regina deixará por isso mesmo ou se investigará tudo com afinco. Vale dizer ainda que adoro a oposição entre ela e Emma. Difícil porque estou torcendo pela mocinha e para a vilã.
Não digo bandida, porque bandida só vale para Maria Margarete. A danada está mostrando que além de sacar tudo do gueto de Far Far Away, ainda está nessa para roubar o marido alheio. Bom, tecnicamente Charming é marido dela, mas ninguém sabe disso ainda. Torço muito para que nossa professorinha frígida se agarre no príncipe e vá ser feliz, mesmo na infidelidade.