
O dia em que One Tree Hill começou a acabar. (De verdade, dessa vez).
Spoilers Abaixo:
Agora é para valer. A última temporada de One Tree Hill estreou e daqui para frente o clima de despedida. É nossa chance de curtir os personagens que amamos mais um pouquinho, torcendo para que, no final, fiquemos realmente satisfeitos e com aquela sensação boa de que esses nove anos valeram a pena.
A julgar por essa Season Premiere, vem por aí fortes emoções e grandes dramas. Foi a primeira vez em que não entendi muito bem a proposta de um episódio, mesmo tendo ficado de olhos arregalados o tempo todo, com a imposição desse clima de caos, tristeza, solidão e depravação do sono.
Ao final da experiência, cheguei à conclusão de que gostei da ideia (seja lá qual for). Havia lido que a série voltaria a suas origens e ao clima das primeiras temporadas. Não vi muito disso nesse retorno, apesar das presenças retumbantes de Dan Scott (o vilão dos vilões) e Chris Keller (que é apenas Chris Keller), personagens que marcaram OTH por causar grandes confusões e espalharem dúvida e maldade.
Quando lembro das temporadas iniciais da série, fico com aquela sensação de coisa boa, o clima dos romances se formando, a amizade e os laços entre os personagens, sem deixar de lado é claro, fortes dramas, situações deliciosamente absurdas e nossos tradicionais psicopatas. Pelo menos o último item da lista já parece estar garantido para a nona temporada.
Começamos nos deparando com um clima de desgraça. Carros policiais, espancamentos, surtos emocionais, identificação de corpos. Confesso que ao notar Dan e Chris no carro logo de prima percebi a tensão se formar. O que esses dois estão fazendo juntos? Por quê?
Ao longo do episódio fiz diversas perguntas e nenhuma delas obteve resposta. Pensei muito a respeito de cada cena e acabei até procurando outras críticas para confirmar se minha teoria parecia louca demais ou devaneio de fã de ficção cientifica.
Fiquei com a ideia fixa de que esse episódio (e talvez a temporada) seja um sonho. Um sonho muito ruim, daqueles em que é difícil acordar. Era gente demais sem dormir. Brooke e Julian com os gêmeos chorões (ouvi dizer que estão comprando bebê na China!), Haley sozinha com o telefone tocando e Nathan longe, passando a madrugada em aeroportos sem motivo aparente, além de Quinn, acordada para garantir a segurança de Clay sonâmbulo.
Outra dica seria o fato de que no começo, parece que estamos numa espécie de flashforward. Fiquei esperando aquela legenda amiga que diria “dois meses antes”, mas nada disso aconteceu, deixando tudo ainda mais doido e sem sentido.
O episódio parece mais um monte de histórias soltas e sem conexão, com retornos aleatórios e sem qualquer foco. Acho que essa era a grande intenção do roteiro. Pincelar essas situações aparentemente malucas criando essa aura de mistério e curiosidade no espectador. Comigo funcionou perfeitamente. Estou doida para descobrir o que é tudo isso, o que vem por aí e qual é a ligação desses fatos.
Vale ressaltar que a narração de Nathan foi lindíssima e pontual. Texto sombrio sobre fogo, inferno e demônios, com destaque para Dan, fazendo cara de arrependido, quando na verdade todo mundo sabe que o incêndio na lanchonete foi provocado por ele mesmo, só para ter uma desculpa boa e se reaproximar do filho e dos netos.
Fiquei bastante feliz com os desdobramentos que podem vir daí. Dan Scott é um dos melhores e mais cretinos personagens de One Tree Hill e acho que a presença dele na temporada final é mais do que necessária. Também gostei de ver Chris Keller novamente, ainda provocando Haley e arrumando novas picuinhas com Alex.
Haley, naquela cena do IML, me dá desespero. Fico alucinada só de pensar que aquele corpo pode ser de Nathan, embora eu não aposte numa tragédia dessa proporção para destruir o melhor casal da série. Desespero também rolou solto nas cenas de Brooke dirigindo com os gêmeos Baker no banco de trás. Juro que esperei, o tempo todo, que ela dormisse ao volante e sofresse um acidente terrível, já que a cara de sono dela, com os olhos semi-cerrados era evidente.
Fico na expectativa para ver o que o papai de Brooke vai acrescentar, além de uma baita encrenca com Bitchtória, que já denunciou que “o pé (sei, pé!) não era tão grande assim” e que “alguém precisava ser o homem da relação”.
O sonambulismo de Clay, pelo visto vai acabar de forma agressiva. Enquanto isso não chega, o que vale mesmo são os deliciosos momentos de humor com Quinn e suas pipocas pipocantes, além das estratégicas dormidas em qualquer canto, depois de tanto vigiar Clay nas madrugadas. Nesse mesmo clima de humor, Chase e Alex são só sedução e pegação, em maravilhosas piadinhas de cunho sexual que vão acabar com o moço dentro de um camburão.
Acho que foi um bom começo, pelo menos ao que tudo indica. Resta aguardar as surpresas e reviravoltas que One Tree Hill e os roteiros lunáticos de Mark Schwahn nos reservam.
P.S* 12 episódios até One Tree Hill.