Primeiras Impressões – Enlightened

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Conhecendo a nova face da tranqüilidade.

Spoilers Abaixo:

Quando vi os pôsteres de Enlightened dizendo que Laura Dern seria a tranqüilidade em pessoa, não achei que seria uma piada interna sobre como a série te deixa sossegado e com vontade imensa de dormir. Creio estar diante da pior Piloto já lançado e produzido pela HBO, o que absolutamente chocante, já que estou sempre elogiando o que é lançado pelo canal.

Com Enlightened isso é impossível. Passei meia hora tentando entender que diabos de proposta imbecil é essa. Uma mulher de meia idade, com uma crise imensa na vida, indo fazer terapia no Hawaii, se transformando numa louca obcecada por livros de auto-ajuda.

Se eu não tenho paciência para gente assim na vida real, garanto que tenho muito menos na ficção. No entanto, eu admito que tenho o mesmo pensamento para séries sobre câncer, o que não me impediu de perceber o quanto The Big C é excelente.

O problema é que Enlightened não é nem remotamente interessante. Você assiste a cada surtada de Amy (Laura Dern) sem acreditar naquilo e sem se emocionar nenhuma vez. A cena de abertura me soou mais falsa que nota de três Reais, com aquele choro forçado que a gente faz quando é criança e precisa convencer a mãe a comprar o brinquedo caro com chantagem emocional.

Mais uma vez, isso me chocou. Laura Dern é uma boa atriz, mas está completamente fora do tom com Amy. Ao final do episódio eu a odiava tanto que cheguei à conclusão de que toda a maluquice envolta na personagem teve em mim o efeito contrário. Tive vergonha de Amy o tempo todo, porque ela é completamente ridícula.

Não sei bem se a intenção é mostrar essa mudança na vida dela como algo que foge à natureza de Amy (e por isso a atuação tão forçada) ou se era exagero da atriz mesmo. Estou muito mais pendente para a segunda opção.

Amy, além de agir como se tivesse sofrido uma lavagem cerebral num desses cultos que pregam suicídio coletivo, vai ter que encarar o desafio de se manter calma (?) e fiel à sua nova filosofia de vida, a despeito da reação das pessoas que conhece com essa nova e bizarra atitude. Nem a mãe dela, Helen (Diane Ledd) consegue entender o que está acontecendo e tem pouquíssima paciência para essa “nova Amy”. Levi (Luke Wilson), o ex-marido olha para Amy como se ela estivesse muito drogada, mas logo descobrimos que o chapado da história é ele.

Confesso que fiquei com pena do colega de trabalho com quem ela teve um caso. Aquela atitude dela, ligando milhões de vezes, parando o carro na frente da casa dele… Que medo. Deveria cair perfeitamente com a ironia de que o símbolo da paz espiritual de Amy é uma linda e calma tartaruga marinha, mas isso não funciona na prática e faz de Enlightened mais um lançamento do qual devemos fugir a toda velocidade.

A série foi criada por Mike White, que deveria ter ficado apenas com School Of Rock brilhando no currículo.

P.S* Segundo consta, Enlightened é uma comédia. Nem essa piada funciona.

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  • http://www.nostalgiaobjetiva.wordpress.com igor_boka

    Emtão,falou tão mal que deu ate vontade de ver…e olha que eu tava nem ai pra isso ai

  • Gustavo

    É uma série da Ke$ha lá na imagem?? uhauhauha #fail

  • Daniel S

    Sei lá…
    Nem vou ver.

  • Junior dias

    kkkkkkkkkkkkkkk
    nunca tinha ouvido falar, e sei que a Camilla exagera
    mas não verei so para contrariar ela , fico com a sua opinião dessa vez
    vou passar longe da serie.

  • GustavoD

    Eu gostei bastante do piloto, porém eu tambem não tenho a menor idéia do que irão desenvolver nos próximos episódios, já que deu a impressão de que a história já foi contada e não a mais nada a se desdobrar daí.

  • Madson Melo

    exagerou quase nada, mas também né…. enfim é uma série fraca, mas longe de ser o desastre citado pela pessoa que escreveu :D

  • Pedro Paulo

    E mais uma vez a Diane Ladd vai ser mãe da Laura Dern também na dramaturgia?

    Sério gente, a Laura Dern só atua com a mãe dela e vice-versa? Não é possível… mesmo achando as duas excelentes atrizes, indico inclusive As Noites de Rose (1991).

  • marília lima

    Então, a série não é uma das melhores da HBO, mas o diferencial (para mim pelo menos) é o olhar que a série traz para a interioridade do ser humano. Como a Amy chega lá, não vou deixar meu juízo de valor julgar se é a melhor maneira ou não . A maioria das séries estão voltadas para o que está fora, para coisas que não existem, para as situações do cotidiano e essa série tem um caráter reflexivo que eu acho muito interessante. O episódio sobre as mães é ótimo. A vida está cheia de pessoas feias, desajustadas, com um emprego de m****, seguindo modinhas espirituais, sendo largadas, trocadas e entre outras coisas que a série aborda. Acho que a série se vista por esse viés merece uma chance.

  • Mari Lopes

    Eu estou acompanhando e por enquanto estou gostando.

  • leticia

    Eu estou gostando. É uma série sem altas emoções, claro, mas é legal. O que acontece é que Amy se torna uma pessoa melhor e se dá conta que nada adianta uma pessoa só mudar, pois terá que enfrentar todo o restante. Ela era como os colegas de trabalho dela e ela viu a “luz” e se aperfeiçoou. Ela retornou para casa e voltou para a antiga empresa numa função rebaixada, mas com esperanças de tornar o mundo ao redor dela melhor e tudo o que ela encontra é relutância de todas as partes. Não consegue outro emprego e não pode se dar ao luxo de perder o emprego por ter dívidas altas com a reabilitação.

  • Lilian

    “Tive vergonha de Amy o tempo todo, porque ela é completamente ridícula.” A série é mesmo uma grande ironia/sátira à postura de pessoas que mudam seus comportamentos e querem enfiar isso guela abaixo dos outros…. eu me apaixonei pela série desde o princípio, talvez se você tiver outra chance de ver, mude sua opinião…
    Mas talvez seja uma questão de sensibilidade mesmo ao que está sendo exposto, porque não consigo ver a série sendo tão ruim como você descreve, rs… adorei o site. Bjs!

  • http://www.pensamentosfabiofreireanos.blogspot.com Fábio

    Não sei se a pessoa que escreveu teve o bom senso de assistir aos outros episódios. Mas é claro que ela não entendeu nada da proposta da série, uma das melhores da atualidade. Bem dirigida (Jonathan Demme está por trás de alguns episódios), bem escrita e interpretada (Laura Dern está simplismente fantástica, se entregando totalmente a um papel odiável sem medo de cair no ridículo). Sim, Amy é ridícula e irritante, e o propósito da série é justamente criticar pessoas como ela, que se apegam à auto-ajuda para fugir do vazio existencial, criticando também o modo como as grandes corporações tratam os próprios funcionários. E a primeira cena da série é simplesmente genial e, em poucos minutos, estabelece o tom da série e da protagonista. Agora, uma coisa é certa, a série está longe de ser para todo mundo.

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