
Juízes, advogados e investigação criminal estão em Outlaw, a nova série da NBC, estrelada por Jimmy Smiths.
Spoilers Abaixo:
Ninguém discorda que apresentar um episódio Piloto de qualidade pode determinar os rumos de uma série. Se depender disso, Outlaw deve continuar firme, porque até eu que não sou exatamente uma fã de produções do tipo, gostei do que vi.
A trama é ágil e interessante e não conta apenas com longas cenas de tribunal. Há ainda o andamento do caso, a busca por pistas e evidências e claro, a parte política da coisa. Isso porque Cyrus – The Justice – Garza (Jimmy Smiths) é um juiz da Suprema Corte americana em crise de consciência.
Recentemente ele perdeu o pai, um famoso advogado, defensor de que na justiça não pode haver apenas neutralidade, mas uma dose de fé, riscos e sexto sentido sobre o que é certo fazer. A personalidade de Garza é o oposto, pelo menos até agora. Diante de um caso de assassinato que deve enviar o suposto criminoso à execução, ele acaba convencido de que é hora de mudar sua forma de agir na profissão e, após determinar um novo julgamento para o caso, faz o que ninguém jamais fez: se demite da Suprema Corte.
Com isso, Garza ganha inimigos, mas ele não é do tipo que se deixa intimidar. Logo, assume o caso que ajudou a reabrir e começa a frenética busca por provas de inocência num crime que aconteceu há 11 anos.
Na nova equipe de Garza temos alguns tipos excêntricos e que temperam o episódio com piadinhas e provocações. Al Druzinsky (David Ramsey) é o homem de confiança para Cyrus e a pessoa que o inspirou a mudar de atitude. Eddie Franks (Jesse Bradford) é um advogado jovem e todo certinho, que tem uma intensa tensão sexual com Lucinda Pearl (Carly Pope), uma espécie de detetive particular moderninha e desbocada, que se utiliza de métodos pouco convencionais para conseguir o que quer. Completando o time, Mereta Sprows (Ellen Woglom), outra jovem advogada que quer provar seu valor e está obviamente apaixonada pelo chefe.
Mas, nem só de leis e casos viverá Outlaw. Além das ameaças à vida de Cyrus, há ainda a possibilidade de explorarem o vício dele em jogos, já que há uma pequena dívida a acertar por causa de suas apostas em cassinos. Isso, sem falar no foco romântico, que não deve ter grande destaque, mas ajuda a tornar os episódios mais leves e a montar a história em que os personagens estarão envolvidos.
Sem dúvida, os amantes de séries de tribunal vão gostar de conferir mais essa, até porque, se o roteiro mantiver esse nível, vale mesmo a pena. O elenco também está afiado e essa intenção em questionar o certo e o errado, bem como os limites da ética na aplicação da lei tem potencial para ser algo além de interessante.