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Spoilers Abaixo:
The Finder é a nova série da Fox, criada por Hart Hanson e spin-off de Bones. Mesmo esse texto tratando o episódio como “piloto”, a série teve na verdade um backdoor pilot, o episódio 19 da sexta temporada de Bones, também intitulado “The Finder“. Mas disso todos já sabemos e se você não sabia disso e leu até aqui é porque quer saber sobre o que é a série. Pois bem…
Se o nome já não fosse o suficiente para entender do que se trata a série, The Finder é sobre um (paranóico) ex-major chamado Walter Sherman (Geoff Stults) que, após um dano cerebral sofrido no Iraque, possui o dom de achar as coisas, qualquer coisa. E, é claro, como toda pessoa em sã (?) consciência, ele usa o seu dom para ganhar dinheiro.
Todo o trabalho funciona meio que completamente igual ao de um detetive particular, a única diferença é que o seu escritório é na verdade um bar chamado Ends of the Earth onde a garçonete é uma delinquente juvenil chamada Willa Monday (Maddie Hasson), fora isso, tudo normal. Walter também é amigo de Isabel Zambada (Mercedes Masohn), uma policial que de acordo com ela mesma é gostosa, muito gostosa e que o ajuda quando necessário. E, para completar, ainda temos o simpático Conselheiro Legal de Walter interpretado por Michael Clarke Duncan, Leo Knox.
O episódio não foi maravilhoso, mas também não foi ruim, foi Ok. Acho que por já ter visto o episódio não esperando grande coisa, acabei não me decepcionando e até mesmo gostando a ponto de assistir ao próximo.
O caso (ou achado) não foi tão interessante, mas nem precisava ser, afinal, o objetivo do episódio não era ter um caso espetacular, e sim nos apresentar os personagens, o que, em minha opinião, a série conseguiu (mesmo tendo mostrado muito pouco sobre a Isabel).
Uma das coisas que eu mais gostei foi que os quatro personagens principais são totalmente diferentes uns dos outros e que possuem uma boa dinâmica, principalmente os mais velhos. Prova disso foram algumas poucas cenas que me fizeram dar risadas, como, por exemplo, a cena em que Isabel diz que o sujeito que foi atacado por um caminhão não consegue falar nada e Walter simplesmente diz: “Aquilo não era um caminhão, aquilo era Leo”.
No geral, a série não é nenhuma obra prima, mas isso não quer dizer que não possa ser boa. E pelo quê eu percebi nesse piloto, The Finder tem capacidade de criar os plots mais absurdos, como achar um telefone celular da CIA que também é um detonador de uma bomba nuclear a achar um ursinho de pelúcia levado por um furacão. E tudo isso utilizando a tecnologia de ponta dos brinquedos de plástico, balões que simulam tempestades e piscinas de lama para gerar múltiplos cenários matemáticos sobre determinado evento.