
Ela está meio acabada, mas ainda pego na balada.
Spoilers Abaixo:
“… mistakes aren’t tragedies” – Bridget Kelly
Se você sofreu com as promos ridículas, as indecisões relacionadas com as renovações e tudo aquilo que a WB e a UPN ofereciam para os fãs na época de Buffy, prepare-se: a caça vampiros está de volta e a CW vai compensar os maus tratos que sofremos graças às brincadeiras dos canais que originaram a emissora mais polêmica da TV com muitas gargalhadas vendo essa belezinha chamada Ringer.
O empresário da Sarah Michelle Gellar não conseguia mais nenhum filme meia boca e Vince McHahon já conseguiu ator mais barato e com mais habilidade que o marido dela para ser “médico” no Monday Night RAW, então a amada Buffy se sentiu encurralada e perdida (palavras perfeitas para definir sua atuação na série) e foi encaixada para ser protagonista dessa coisa linda e maravilhosa que é uma das apostas da CW para a Fall Season, que depois desse piloto, está rezando para que a SMG tenha muitos fãs na terra do Tio Sam.
Ringer já começa seus primeiros cinco minutos alternando entre três dias diferentes, com a ideia genial de exibir grande parte do clímax do episódio e apresentar uma das protagonistas como um sibite baleado alcoólatra durante uma reunião junto com pessoas que compartilham a mesma situação.
Ringer comete os mesmos erros que todas as séries da CW cometem: não apresenta nenhum tipo de comentário social, a motivação dos personagens para suas ações é muito fútil e ela tenta ser algo que não é, fica a questão aqui: quem foi o cidadão do departamento de marketing da CW que decidiu vender a série como um thriller e algo neo noir (eu sei que o conceito noir é algo bastante complexo, mas digo com certeza absoluta que Ringer não é um). Ao contrário de The Vampire Diaries, que utiliza de uma narrativa bastante acelerada, plotwists a cada minuto e muita promiscuidade para manter seu público-alvo ligado na série a todo o momento, Ringer apresenta algo tão clichê para nós brasileiros (nada de piadas com Mulheres de Areia e La Ursupadora) que seu roteiro, pelo menos o que podemos ver nesse piloto, acaba sendo algo absolutamente previsível, e quando não é, acaba tomando uma linha totalmente absurda. É simplesmente inaceitável que o público tenha que acreditar que a única saída de Bridget para seus problemas seja tomar o lugar da irmã. E isso ainda não é tudo, o mais interessante é Sibhoan prever que ela faria isso e o FBI não ter a capacidade de localizar uma fugitiva nada inteligente. Os próprios produtores da série falaram que são fãs de Breaking Bad, pois bem, a capacidade de absorção e aprendizado deles deve desativar no momento em que eles veem a série porque eles aparentam não ter aprendido nada.
A cena em que um dos sibites desaparece no barco é disparada a MELHOR CENA DE 2011. Tudo funcionou: Bridget conversando com sua irmã depois acordando sozinha no barco, encontrando um anel que deve custar mais que minha casa, a pior atuação de SMG na vida dela até agora… É algo tão lindo e genial que mesmo que você não tenha planos de assistir a série, veja esse piloto pela cena do barco (ela ocorre partir do décimo minuto), seu conceito de televisão, cenário, edição de imagem, tela verde, interpretação e ruim vai mudar completamente.
A terrível edição de Ringer não se restringe apenas a essa perfeita cena, os cortes realizados durante os diálogos das duas irmãs são tão malfeitos que fazem as novelas da Globo serem a oitava maravilha do mundo.
O episódio é totalmente dedicado a Sarah Michelle Gellar, acredito que ela só não apareceu durante uma cena. Mesmo assim, suas personagens não são misteriosas, e sim, extremamente mal desenvolvidas e durante todo o piloto ficamos boiando em grande parte da história das irmãs, assim como seu padrinho que não decorei o nome, seu affair Henry (Kristoffer Polaha), seu marido Cornedrew (Ioan Gruffudd), sua amiga patricinha Gemma e o pior de todos: o personagem do Nestor Carbonel, o agente federal Victor.
A série ainda teve alguns pontos positivos. Ufa!
É interessante notar que mesmo a série não tendo nada a ver com Buffy em algumas cenas se vê as irmãs perto de estátuas e figuras mitológicas, uma bela homenagem a nossa eterna caça vampiros.
Muitas pessoas não gostaram das cenas dos espelhos, mas até que serviu para algo bom: colocar diante do público as distintas faces das protagonistas e ao mesmo tempo aproxima-las como irmãs mesmo os diálogos dando a impressão de que elas mal se conhecem.
Mesmo não colocando muitas coisas diferentes do que vimos no material promocional (acredito que a gravidez foi o único twist interessante que ainda não tínhamos visto), a série segue uma proposta interessante de apenas dar pequenas pistas relacionadas à trama, se Ringer der sinal de que esses mistérios serão algo que vale meu tempo conferir, investigar o passado das irmãs (os produtores disseram que fariam isso através de flashbacks, e já que episódios épicos de Buffy foram baseados nesse recurso, vamos ver se eles se inspiram e fazem algo legal), der um roteiro para que seu elenco possa trabalhar em alto nível com certeza continuarei com a série.
Se você não gosta das séries da CW e chega a se sentir insultado por elas, corra para a montanha mais próxima imediatamente. Se você é aquela pessoa 100% #FamíliaCW, Ringer pode render muitas gargalhadas.
Tomara que a Alyson Hannigan sinta pena da Sarah depois dessa e a convide para participar de HIMYM. #Dedoscruzados
O que você achou de Ringer?
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