
“Todo conto de fada precisa do bom e velho vilão”.
Spoilers Abaixo:
Uau! Que episódio e temporada fantástica. Ouso afirmar que todos nós gostaríamos de mais episódios por temporada, mas acredito que esse formato é perfeito para evitar o desgaste criativo e assim proporcionar essa experiência fantástica que é acompanhar Sherlock. Sei que é frustrante ter tão poucos episódios por ano, mas eu sou a favor da qualidade acima da quantidade.
O título desse season finale deve ter arrepiado muitos fãs que leram a obra original de Sir Arthur Conan Doyle, afinal, “Reichenbach” é o nome da catarata em que Sherlock e Moriarty mergulham em direção a morte nos livros, e nada mais poético do que concluir essa brilhante sequência de episódios com a queda desses dois gênios.
Eu estava ansioso para ver o que Moriarty havia preparado para Holmes nesse último episódio, mas nada me preparou para a genialidade da complexa teia de eventos meticulosamente montados visando a queda de Holmes. Moriarty queria não apenas a queda literal do seu antagonista, mas também a queda de sua reputação ao destruir a lenda do famoso detetive que conquistou Londres. A sequência final no telhado do hospital não apenas teve aquele fantástico diálogo entre os rivais, mas também ficou marcado pelo momento mais emocionante de toda a série até agora: o telefonema de despedida entre Sherlock e Watson e a falsa confissão do detetive. Tudo serviu perfeitamente para montar o clímax gerado pela antecipação do Problema Final.
Gostaria de aproveitar e bancar o detetive e perguntar que teorias vocês possuem para decifrar como Sherlock conseguiu fingir sua morte. Eu particularmente não tenho todo o quebra-cabeça montado, mas não tenho dúvida que Molly é uma das peças. Ela não foi citada como um dos três amigos em perigo de Sherlock, mas nós sabemos que ela faz parte do pequeno circulo de confiança. Por ser legista, Molly pode muito bem ter confirmado a identidade do corpo. Outro elemento que estou considerando é se existe um sósia de Sherlock, pois as crianças sequestradas o reconheceram como o captor e esse sósia pode ser o corpo. Quanto à queda, notem que tem um caminhão de lixo saindo bem na hora que as pessoas começam a aglomerar em volta do corpo. Acredito que Sherlock pulou caminhão de lixo, rolou o corpo do sósia para a calçada, Molly atestou e voilà. Ainda tenho dúvidas se o cliclista que atropelou Watson fazia parte do plano ou foi coincidência, mas de qualquer forma vale lembrar que Sherlock fez questão de Watson ficar parado exatamente naquele ângulo que ele estava.
O problema de ficar pensando nessas teorias furadas é que a mente começa a ir longe e eu já estou achando que na verdade existem dois Moriarty e apenas um dos gêmeos morreu. Seja lá o que nos aguarda para a 3ª temporada (a série já está oficialmente renovada, mas ainda não tem data oficial), a minha única certeza é que eu estarei lá para conferir.
Pensamentos finais:
Achei muito legal que a memória de Sherlock junto com sua rede mendigos, é mais eficaz que todos os recursos da Scotland Yard.
Sherlock Holmes pode estar do lado dos anjos, mas isso não significa que ele seja um.
Não nego que fiquei um pouco decepcionado por Holmes ter caído no mito da chave eletrônica que abre qualquer coisa, mas a resolução final foi infinitamente satisfatória.
Benedict Cumberbatch e Martin Freeman humilharam o mundo com suas atuações perfeitas.