
Vamos aos elogios…
Spoilers Abaixo:
Começo já dizendo: não há o que reclamar a respeito desse segundo episódio de Sirens, que manteve a qualidade de roteiro do piloto, desenvolveu muito bem a trama de Stuart e me deixou com ainda mais vontade de continuar assistindo a série. De verdade, gostaria de ter a primeira temporada em mãos para não passar pela tortura semanal da espera.
De forma cômica, trágica e até fofinha pudemos contemplar momentos de felicidade de Stuart, saindo de sua solidão e tentando entender a origem dos seus problemas. Temos então uma série que vai além da comédia, aprofunda seus personagens problemáticos e nos faz dar risada e ao mesmo tempo ficar sensibilizado com toda a situação. Afinal, o pai de Stuart era um problema dos grandes em sua vida e aparentemente a coisa está resolvida, caso o maldito progenitor não volte daqui há 17 anos.
Outro aspecto divertido da trama de Stuart foi sua “namorada”, provavelmente uma viciada em sexo. É demais para o meu coração e minha ingenuidade o que aquela garota fez. Dois aos mesmo tempo, linda? Sério? Olha que a gula é um pecado. Claro que só se você acreditar em pecados. Mas ainda assim, não justifica a atitude. Só se for para fazer o Stuart sofrer mais um pouquinho, tirar o atraso sexual e seguir em frente, para a próxima problemática. Quem sabe o paramédico não continua investindo suas energias em atitudes heroicas e brigas com bombeiros? Se assim for, teremos bons momentos.
Paralelamente também vimos a trama de Maxine, seu empenho em ajudar Stuart e, claro, suas aventuras amorosas. Do inicial embaraço em admitir para si mesma que se inscreveu em um site de relacionamentos para um primeiro encontro problemático, a coisa até que está indo bem. Com uma dosagem justa de humor e drama, essa história ainda vai levar Maxine por bons bocados e quem sabe ela encontre um bonitão que esteja disposto a suportá-la, mandona como é. E que também não tenha vergonha de vê-la de uniforme, de preferência.
No meio de tudo isso ainda tivemos tempo para Ashley e Rachid. Este mais preocupado com a vida sexual e os elementos do mundo gay daquele do que com a própria vida e o que acontece ao seu redor. Justamente por isso é tudo tão cômico. É de se esperar que a resposta de Ashley seja blasè, chateada. Richard Madden dá vida ao seu personagem de forma única, distribuindo simpatia e fugindo dos clichês, o que agradeço muito. Aproveitando que estou falando de Ashley, já está claro que o ruivinho tem preferência por negros e podem rolar momentos quentes e românticos com o colega de trabalho de Maxine. Quer isso aconteça ou não, tenho certeza de que Ashley continuará a ser o maior atrativo da série.
Para finalizar, enfatizo a consistência das tramas, o bom desenvolvimento e tratamento dos personagens e a promessa do que estar por vir. Pelo que vi até agora, essa primeira temporada terá um episódio focado em cada personagem, algo que tende a dar certo. Espero poder continuar a tecer somente elogios à Sirens.
P.S. Aposto umas moedas de ouro que o Rachid é bissexual.