
Aqui no Série Maníacos, Six Feet Under é a sexta melhor série da década, mas na minha lista pessoal ela sempre terá o primeiro lugar, de todos os tempos.
Quantas séries você diria que mudaram seu jeito de ver as coisas? Muitas já passaram pela minha vida, mas nenhuma delas causou em mim o mesmo efeito que Six Feet Under. É impossível passar incólume por essa produção da HBO, sem que fique pelo menos uma reflexão ou algo em que pensar. Por isso mesmo, eu fiz questão de escrever sobre ela por aqui, porque para mim, se existe uma série perfeita (ou que chegue o mais próximo da perfeição), é essa. Cinco temporadas incríveis. Cada uma com um clima diferente, mas sempre sombria, perturbadora e extremamente verdadeira.
A série criada pelo gênio Allan Ball, foi ao ar entre junho de 2001 e agosto de 2005, teve 63 episódios no total, contando a história dos Fisher, a família dona de uma Casa Funerária em Los Angeles, Califórnia. Peter Krause é Nathaniel Fisher Jr, filho do dono de uma funerária que relutantemente se torna sócio do negócio da família com o seu irmão David, interpretado por Michael C. Hall.
A família Fisher também inclui a mãe Ruth (Frances Conroy) e a irmã Claire (Lauren Ambrose). Completando a lista de personagens, temos o assistente da funerária, Federico Diaz (Freddy Rodriguez), a namorada e eventual esposa de Nate, Brenda Chenowith (Rachel Griffiths), e o namorado de David, o policial Keith Charles (Mathew St. Patrick).
Já no episódio Piloto a dinâmica narrativa da série se solidifica e diversos assuntos são abordados, como religião, homossexualidade, drogas e infidelidade. No arco central, sempre está a morte e por isso, a cada episódio conhecemos a história de um dos clientes da Fisher and Sons, que nos transporta numa verdadeira viagem sobre o assunto, nos mais diversos aspectos, incluindo os filosóficos.
Além da Series Finale, que não se utiliza dessa espécie de fórmula, somente mais um foge à regra. Na quinta temporada, o episódio All Alone foi o primeiro a ser aberto sem contar a história de uma morte, mas focando sobre uma morte revelada no final do capítulo anterior.
Um dos pontos mais interessantes da série está nos diálogos, que nem sempre acontecem entre os vivos. Um dos recursos mais usuais é a conversa “imaginária” que acontece entre vivos e mortos, o que permite que Nathaniel Fisher (o pai) sempre apareça para um bate papo, poucas vezes agradável, com seus filhos.
Se você ainda não assistiu a essa obra prima da TV, é hora de começar a pensar no assunto. Essa pode não ser aquela série leve e animada que vai alegrar sua semana, mas quem se diz apreciador de seriados não pode deixar Six Feet Under de lado.
Alguns episódios eram como um soco no estômago. Difíceis de digerir. Exigiam tempo, paciência e dedicação. Não quero dizer, com isso, que essa é uma produção difícil de entender. Six Feet Under não tem esse objetivo, mas o roteiro por vezes era tão profundo e desafiador que eu não podia me desligar como se estivesse assistindo a uma sitcom. É claro que há muito de humor negro também e confesso, embora pareça impossível, há certas mortes tão absurdas e estúpidas que, mesmo chocada, eu ria da situação.
Ainda hoje sou incapaz de esquecer cada detalhe do Series Finale. Aliás, o melhor final que uma série já teve até hoje. Não pude evitar rever a abertura primorosa e em seguida, a sequência final, enquanto escrevia esse texto e mais uma vez, fiquei com aquele nó na garganta e as lágrimas nos olhos.
Mesmo que eu fique anos sem assistir essas filmagens, aquelas cenas permanecerão na minha memória e vez por outra voltarão para me lembrar que a morte é a única certeza que podemos ter. Todo mundo morre um dia. E é essa a verdade inevitável em cada capítulo de Six Feet Under
Ranking:
1ª – Battlestar Galactica
2ª – Friends
3ª – Dexter
4ª – Lost
5ª – Arrested Development
6ª – Six Feet Under
7ª – 24
8ª – Veronica Mars
9ª – The Wire
10ª – Breaking Bad