Skins – 5×01: Franky

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“O homem não é nada, enquanto não fizer de si alguma coisa.” Já dizia Sartre.  A adolescência é uma fase conturbada. É um período de muitas novidades,  descobertas, inseguranças e, principalmente, de uma vontade incontrolável de viver… De viver como se não houvesse amanhã! É o momento em que o indivíduo começa a projetar o seu futuro. Um futuro que muitas vezes é desfocado, escuro, desconhecido. Porém, cheio de possibilidades.  Afinal, é neste momento em que se conquista a tal liberdade.  Liberdade esta que foi grande objeto de estudo do filósofo Sartre, citado neste episódio e cujo pensamento permeou todo o plot de Franky.

Spoilers Abaixo:

Essa profundidade na abordagem é o que diferencia Skins de qualquer outro seriado dito teen, se é que podemos enquadrar Skins nesta categoria. No entanto, esta reflexão mais profunda só é possível quando  feita sem falso moralismo, quando não se esta sob o julgamento implacável da censura. Afinal, a realidade está ali e ela precisa ser analisada, discutida. Não dá para tampar o sol com a peneira, nem usar meias palavras. Se for assim, a discussão será sempre superficial e insuficiente. Skins voltou botando o dedo na ferida sem dó… De novo!

Confesso, foi estranho.  No princípio era Tonny, Sid e Maxxie. Depois, veio Cook, Freddie e JJ. A terceira geração, no entanto, começou com uma protagonista e um núcleo feminino.  Tá, demorei pra ter certeza de que se tratava mesmo de uma mulher. No começo a dúvida ficou no ar: é um garoto gay, ou uma garota lésbica? Nenhum dos dois.  Skins nunca foi uma série óbvia, não seria diferente agora. Franky é uma garota heterossexual, diferente, com um estilo bem peculiar. Acredito que ela seja hétero porque, no meu ponto de vista, pintou um clima entre ela e aquele garoto misterioso. Já Grace parece que gostou até demais de Franky. Deve ser a personagem lésbica desta geração. Ou não, em Skins tudo é muito imprevisível.

Outro diferencial desta turma é que eles não são amigos. Nas primeiras temporadas os personagens tinham vínculos muito fortes e eram bem unidos. Desta vez, acredito que teremos dois grupos: os populares/normais Vs. os losers/diferentes. Se fosse uma série americana, esse seria o palco ideal para aquele monte de clichê. Mas aqui, o contexto é totalmente outro. Sabemos que Skins não fica no discurso raso.  E tivemos esta confirmação neste episódio de estreia, como eu citei na abertura desta review.

O professor pede para que os alunos respondam a seguinte pergunta: “Escolha define identidade?”. Ok, clichê muito usado por aí. Mas, ao invés de citações em off a lá One Tree Hill ou monólogos sonolentos repletos de frases prontas, tivemos uma resposta confusa da personagem em foco. Pergunto:  uma citação poética em off fez falta? Não. Todo o conflito da personagem foi ilustrado com imagens, toda a sua história, a sua confusão, o seu drama estava perfeitamente claro, não precisava ser verbalizado ou transformado em poema.  Embora a resposta dela tenha sido totalmente confusa, para nós que sabíamos de toda a situação, o discurso foi totalmente coerente.

O professor ainda cita Sartre para lembrar a angústia do ser livre. Segundo o filósofo o Homem não é nada, enquanto não fizer de si alguma coisa. É o próprio homem quem constrói o seu caminho. O homem é livre. E esta obrigação de ser livre é o que gera a angústia. Esse excesso de poder sobre si mesmo gera medo, pois escolher por uma coisa significa dizer não a todas as outras opções e o homem não quer esta responsabilidade sobre si mesmo. E mesmo que esta pessoa decida deixar sua vida fluir, não tomando posse do seu destino, a escolha também já foi feita, mesmo que tenha sido a escolha de se abster de escolher. Mas retomando a pergunta: ‘Escolha define identidade?’. Franky não quer ser uma Barbie anoréxica, ela mantém seu visual andrógeno e queima o vestido que ganhou de presente. Constrói, assim, a persona que assumirá perante o mundo. Começa ali a construir o seu futuro. Aliás, vale dizer, que Franky é uma tremenda artista. Fazer um Stop Motion bacanudo daquele não é fácil.

Mais uma vez, os adultos na série são retratados de uma maneira bem específica, isto é, de forma caricata. Já comentei isto em outro texto, mas vale repetir: acredito que esta representação dos adultos seja totalmente intencional, numa maneira de criar um contraste entre juventude e vida adulta.  Afinal, a série é sobre a complexidade da juventude, os adultos são apenas adereços. Mas neste episódio, os pais ajudaram a aumentar a polêmica.  Afinal, um casal gay adotando uma filha é algo para escandalizar qualquer avó telespectadora de uma novela da Globo.

Pra concluir, Skins voltou sendo o bom e velho Skins. Trilha sonora bacana, elenco e direção em perfeita sintonia e todo aquele charme britânico que nós adoramos ver representado na tela… Tudo isto esta de volta! E o melhor, sem censura, sem medo de falar o que precisa ser dito, de refletir e retratar tudo aquilo que podemos ver na nossa frente, no mundo real.

Ps: Na introdução do episódio, Franky se encara no espelho e logo depois cobre o mesmo com um pano.  Na imagem de capa desta review, ela se encara novamente no espelho (mais pro fim do episódio) e decidida resolve seguir em frente sem cobri-lo novamente.

@tonfreitas_

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  • vinicius

    Achei estranho o começinho do episodio, pq é a primeira vez que vejo SKINS UK, mas o episodio foi bom demais me apaixonei pela Franky ela é tão estranha naquelas roupas mas é muito bonita.

    Por curiosidade fui ver uns minutos do Skins americano e ñ curti.kkkk prefiro o original.

  • Paulo Fernando

    Esse é o verdadeiro Skins e não aquele lixo americanizado.

    Ainda não me convenci de alguns personagens, mas de qualquer maneira ta muito interessante, como sempre!

    Começou abordando assuntos polêmicos e sem censura, como por exemplo o casal homosexsual de homens, que ainda por cima são ex-militares e o tão falado bullying.

  • JP

    BRILHANTE ! que saudades da excelente Skins :)

    e excelente review, eu tmb estava com medo de que essa história do grupo popular vs losers ia ser mto cliche mas isto é Skins, confio que não tenha nada de cliche :p

    também fiquei na dúvida se era um gay ou uma lésbica no início do episódio :p

  • http://@leonardo_series Leonardo da Silva Sousa

    O episódio foi sensacional, estava com saudades dessas audacias que Skins nos entrega de modo tão natural, espero que essa geração siga o nível desse personagem , pois assim veremos um show digno de gramy.

  • Eduardo

    Gostei do episodio acho q foi um começo melhor que o da 2ªgeração,a temporada promete ser mto boa mesmo com 8 episodios novamente, mas qualidade é mais importante que quantidade em skins, foi só eu q reparou que o garoto no começo do episodio que corre atras da Franky é o mesmo que pertubava o JJ na 3ªtemporada?

  • Ednaldo

    Muito bom Skins sempre consegue ser imprevisível. !!!!!!!!!!!!!!!!1

  • http://twitter.com/_dehh .Deh…

    Começou muito bem, e se desse pra tirar conclusões a partir de um único episódio, diria que promete ser melhor do que a segunda geração. Mas não dá. Pode ser melhor ou não. Pode ser melhor até do que a querida primeira geração, nunca se sabe. Independente de ser ou não, o que importa é que a vontade de saber onde vai dar criada apenas com esse episódio foi grande. Já quero o próximo!

  • http://www.seriemaniacos.com.br/skins-5x01-franky/ Junior

    Foi muito bom o episodio
    a cada geração skins cria personagens intrigantes
    Franky e complexo,diferente de td que ja vi antes

  • Lucas Alves

    Muito bom o episódio e a review também.

  • http://twitter.com/andraderenato @andraderenato

    Mal posso esperar pelo próximo.

  • Livia

    ÓTIMO episódio, e a Dakota Blue Richards representou a Franky muito bem.

  • Thi

    primeiramente, ótima review! ótimo texto!
    eu nem estava com muita expectativa em relação a 5° temporada de Skins, mas olha, adorei esse episódio e a apresentação da Franky!

    p.s: amei que Franky tem o pôster de ‘Vertigo’ no quarto! :)

  • Matheus

    Achei o episódio muito bom! Mas eu ainda acho que a Franky não devia ter jogado a arma dela fora! Outra coisa, a Jal voltou na terceira geração ? Porque a Liv é muito igual a Jal.

  • Raquel

    Skins voltou diferente, mas diferente não significa pior. Ewerton, pense comigo: o episódio todo, a Mini se sentia visivelmente ameaçada pela presença da Franky. Uns amigos acham que era ciúme de Grace e Liv, mas no meu ponto de vista (e de algumas outras pessoas), era algum tipo de atração enrustida com a qual ela não sabia lidar.

  • Leonardo Fons

    Gostei do episódio, mas achei estranho. Tudo novo, sem nenhum personagem das outras gerações… Mas depois me acostumo :)

    Acho que sou uma das poucas pessoas que gostou da 2ª geração, huahua.

    Outra coisa, a Jal voltou na terceira geração ? Porque a Liv é muito igual a Jal. +1
    Muito igual!

    E afinal, boa review!

  • lugh

    Parabéns pela ótima review.

    Excelente volta/episodio de skins *-*

  • Cristiano Vieira

    Bom pacas.
    Trilha somora de SKINS tá 1000 anos na frente de qualquer série. Me toca BLONDIE, The Vaccines, The Strange bOYS…Eles vão do clássico ao modernaço!

    Adolescentes de vários tipos. Dessa vez vai ter até um metaleiro, figurinha fácil em qualquer tripo de adolescentes. E também pela primeira vez uma patricinha legítima, as outras gerações eram mais COOL. Mas essa geração tem figurinhas mais fáceis.

    E a edição.

  • http://www.twitter.com/lorenagranja Lorena Granja

    Esse episódio conseguiu ser melhor que toda a geração anterior. Mão que ela tenha sido ruim, mas foi um pouco fraca.
    Skins, como sempre, tratando de temas que estão presentes em quase todos os lugares, mas que ou são ignorados (considerados tabus) ou são retratados de maneira superficial.

    ps.: só eu que achei que Grace lembra um pouco o jeito de Cassia? E que Liv é A CARA de Jal?

  • http://twitter.com/bianco_silva Bianco Silva

    SKINS UK: THE BEST!

    IMPORTANTE OBSERVAÇÃO: “esta reflexão mais profunda só é possível quando feita sem falso moralismo”.

    É NECESSÁRIO ASSISTIR SKINS SEM JUÍZO DE VALOR ALGUM PARA QUE A EXPERIÊNCIA ARTÍSTICA POSSA SER COMPLETA.

  • http://www.twitter.com/lorenagranja Lorena Granja

    Ignorem os erros acima… haha
    **Não que ela tenha sido ruim
    **Cassie

  • Ted

    Franky está magnifico.
    Fico perplexo com a profundidade de skins..

    PS.: sou fã de Dakota Blue Richards desde The Golden Compass, a garota deu um show ao lado de Nicole Kidman e Daniel Craig!!

  • Brenda

    Bom, de primeira quando vi não gostei. Ontem vi o episódio de novo e estou gostando mais. O problema é tem coisas desse episódio que me lembram muito Mean Girls, e qualquer filme teen clichê americano. Isso eu REALMENTE não gostei.

    Foi um episódio diferente, não teve muitos palavrões (e as vezes quando falavam palavrões parecia que eles estavam lá ‘forçados’, só por estar, se é que isso faz sentido), não teve sexo e tal. Foi diferente.

    Achei meio WTF a Franky com a arma, não gostei da atuação da atriz que faz a Franky em algumas partes…Embora, ela definitivamente seja – até agora – minha personagem favorita. Alguém comentou sobre a Mini ter uma atração pela Franky…lol Isso seria na verdade muito legal, mas não quero a Franky lésbica…Será mais legal se ela mesmo com todo esse estilo masculinizado, for mesmo hétero, aparências não são tudo (:
    Enfim, eu gostei…foi um episódio bem diferente e confesso que no começo me decepcionei, mas sei lá. Eu confiava nos roteiristas até a quarta temporada que foi horrível, prefiro esquecer que aquela temporada sequer existiu, então sei lá, confesso que não tô com muita fé não, mas é até bom, assim não crio expectativas e não me decepciono.
    De qualquer forma, é Skins, mal posso esperar pelo próximo, do Rich *-*

  • Vanessa

    Eu amava Skins,mas veio aquele segunda geração tosca e ia largar,mas li a review da Camila Barbieri e resolvi ver.Ainda bem que o fiz,esse episodio me lembrou os bons momentos ,espero que continue assim

  • tay

    Siim, que saudade de Skins! haha
    O começo me lembrou um pouco Meninas Malvadas, com a lindsay lohan. me perguntei se faltava história… mas já lá pro final eu fiquei mais certa que era skins e que não me decepcionaria. eu acho que não vai ficar só nesse “populares vs. losers” exatamente por skins ser uma série tão original. acho que muita água ainda vai rolar.
    só sei que fiquei também agradecida pela frankie ter um núcleo familiar que é, sim, anormal, mas que é presente na vida dela. não é como a anthea ou a mãe do chris – segunda e primeira geração, respectivamente.
    também não acho que a grace seja a lésbica da temporada, ela não tem cara de lésbica. inclusive, ela me lembrou vagaaaaaaaaaaaamente a cassie – porque ninguém chega aos pés dela haha.
    de uma maneira geral, gostei bastante do episódio e fiquei feliz de ver que skins continua como sempre.

    ótima review (:

  • Luciana

    Primeira vez que comento no site, apesar de acompanhar já faz algum tempo…
    Muiito bom um espaço pra ver a opinião das pessoas e ótimas reviews sobre as séries!

    Sobre Skins, gostei dessa nova geração, apesar de alguns personagens parecerem clichês creio que eles vão se mostrar muito interessantes durante a temporada. Achei muuito legal eles colocarem o metaleiro na série, poucaas fazem isso (não me lembro de nenhuma na verdade).
    Os atores parecem ser bons, todos me convenceram, principalmente a Mini.
    O stop motion no meio do episódio foi muito legal também, um recurso diferente e que ficou muito bem feito.
    Lembrei muito do filme Kidz! na cena final do episódio, numa das poucas partes que eu gostei desse filme aliás…
    Fiquei com uma impressão bem positiva dessa geração, acho que não vai decepcionar!

  • http://www.twitter.com/mjnanet Marcinho

    Como você mesmo disse na sua review . . . Skins tem todos os ingredientes de uma série clichê, porém não é.

    Confesso que fiquei um tanto confuso quando assisti esse episódio pela primeira vez (Sim, assisti duas vezes). Bem, digamos que só na segunda vez eu consegui captar a verdadeira essência do episódio.
    A primeira vista tudo me pareceu muito diferente, mas depois eu percebi que tudo da série ainda estava lá, porém de uma forma mais madura e mais complexa.
    Nas temporadas anteriores e “principalmente” na anterior, tudo era muito intenso, entenda-se intenso como quase beirando o “exagerado”.
    O elenco dessa temporada parece (pelo que tudo indica) muito promissor. É claro que nesse episódio não deu para conhecer todos os personagens a fundo, mas de uma certa forma eles me pareceram “únicos”, em relação aos personagens da temporada anterior que se pareciam muito com os da temporada clássica.

  • joao

    Agoooora sim! haha, repito, agoooora sim,

    a primeira geração foi ótima e sinto que essa também, não sei dizer oque faltou na segunda mas essa promete chocar tanto quanto a primeira.

  • http://www.twitter.com/jhowvcr Jonathan

    Não gostei do episódio.

  • Wagner

    Não vou tirar minhas conclusões por esse episódio…acho complicado. Mas, falando somente dele, confesso que gostei.

    A 2a geração foi bem diferente da primeira. Me simpatizei demais por eles.

    Espero que essa 3a geração seja bacana também, afinal, Skins é ta aí pra ser diferente!

  • Allan

    Eu amei a 1ª geração, a 2ª não é ruim para mim. Acho que as pessoas demoraram a se acostumar com ela. Já a 3ª me assustei pq eu pensei: Ain Deus, primeira temporada de Skins sem a Effy, será uma castatrofe =\
    Mas, o primeiro episódio foi bom e estou ancioso para os demais.
    Skins sempre impressiona, tenho certeza que não será diferente agora.

    PS: parabéns pela review =D

  • Rayssa

    Acho que a sua review foi melhor que o ep em si…haha
    O ep 2 foi PERFEITO! Gostei mais do que desse, esperando pela review dele…

  • Lu

    Adorei o episódio. Eu não via Skins desde a primeira geração. Mas ao ler as reviews positivas sobre essa quinta temporada – e nova geração – resolvi baixar e adorei!

    E não deveria estar surpresa. com Inbetweeners e Mistfits, os ingleses mostram que sabem fazer séries para o público jovem, sem frescura, moralismo ou falsos pudores. A definição de Franky foi perfeita. Adorei rever a Dakota Blue Richards. Bem diferente do seu papel como Lyra Belacqua e muito bonita.

    Parabéns pela ótima review!

  • A.W.

    Boa review! Skins é show e essa temporada promete. Adorei a personagem Franky. E to curioso pra saber mais sobre o garoto misterioso q se interessou por ela. A Mini é uma vaca mesmo, consigo odiá-la com facilidade (boa escolha para o papel de bitch). A Gracie é fofa, já a amo.

  • surenã

    Tudo tão perfeito,adorei essa volta de skins,sem falar que essa sua review esta perfeita *-*

  • Jubs

    Não fiquei na dúvida porque já sabia que a Dakota Blue Richards ia fazer tal papel. Skins é e sempre vai ser excelente, pena que não estão dando o valor que essa temporada merece. :/

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