
Festas e tragédias.
Spoilers Abaixo:
A série adolescente mais controversa de todos os tempos está de volta e o retorno não foi qualquer coisa. Skins conseguiu superar qualquer expectativa deixada após a excelente 5ª temporada, apresentando uma Season Premiere que pode ser descrita como a melhor de todas as temporadas, até agora.
Foi um episódio completamente diferente de tudo o que já vimos. Os temas e problemas, é claro, continuam praticamente os mesmos, mas a mudança de cenário e de dinâmicas fez tudo ainda melhor.
O clima de farra descompromissada e sem limites deu o tom para a história que guiará os dramas da temporada, afetando a todos. Isso nunca aconteceu antes em Skins, já que cada um dos personagens costuma carregar problemáticas muito particulares e nem sempre interligadas com os demais.
As férias no Marrocos trouxeram muitas novidades, a começar pelo fim do mistério em relação à sexualidade de Mini. Era tão certo que ela fosse lésbica que nem pensamos que o problema era que Mini estava sendo mal comida. Bastou pegar um furacão sexual como Alo (oi?) pela frente e pronto, a frigidez de Mini acabou, embora eu ainda não descarte a bissexualidade da personagem, já que teremos um episódio inteiro dedicado a ela e Frank.
Frank, aliás, mudou muito. De andrógina a, digamos assim, mulherão. Foi só fazer uma viagem pela Tunísia e perder a virgindade (várias vezes, como ela ressalta) para Frank ficar estranha, mas estranha de um modo novo.
Não entendi a implicância dela com Matty e nem o ar de bitch blasé que ela está fazendo. É como se ela tivesse libertado um lado completamente bizarro de sua personalidade e nós precisássemos conhecê-la novamente. O envolvimento com Luke, o riquinho traficante maluco, é prova disso. Frank mal podia olhar para um garoto sem desviar os olhos e agora, sensualiza muito em danças íntimas e encara a vida como se não existissem consequências.
Esse é mote do episódio. Todos curtem, festejam, usam drogas e bebem como se não houvesse amanhã (e como bem disse Renato Russo, na verdade, não há). O dia seguinte não chega para todos, mas aqueles que precisam encará-lo descobrem que tudo isso tem um preço. Dessa vez, quem pagou foi Grace.
A personagem é tão doce que fica ainda mais difícil aceitar que talvez, seja ela a vítima dessa geração de Skins. Desde a primeira, não existe grupo que chegue ao final completo. O acidente que colocou Grace em coma vai guiar os passos de cada um deles daqui para frente, sem escapatória.
Frank sentirá culpa como nunca. Nick não sabe como lidar com o que afetará Matty. Rich não será mais capaz de fazer piadas ruins e a canção cantada por Grace, talvez seja a última lembrança de um verão vivido à máxima potência.
P.S* Apesar de tanto drama, Skins também consegue ser engraçada. Mini disse coisas ótimas e ver Rich todo trabalhado no visual rosa foi algo além do esperado.