
Foi um episódio mais do que arrepiante. ‘Absolute Justice’ não decepcionou no que veio para ser, mas falhou em alguns pontos bobos.
Na teoria, Absolute Justice é um telefilme, tem duração de telefilme e inclusive trilha sonora de telefilme (foi uma trilha perfeita!). Mas para mim, foi um episódio duplo.
Spoilers Abaixo:
Para começar a review, quero comentar as diferentes abordagens do episódio duplo. Nos primeiros 40 minutos, tivemos um clima mais tenso, descobertas e mistérios. Nos últimos 40 minutos, tivemos a irreverente Lois Lane fazendo seu belíssimo trabalho de repórter e lutas mais intensas. De longe parece que foi dirigido por duas pessoas diferentes. Citando um amigo que me deu uma luz sobre isso: “Parecia que a primeira parte foi dirigida por alguém que estava estreando em Smallville. Já a segunda tinha aquela pegada clássica das cenas com Lois”. Vlw, Hebrain!
Por causa do episódio duplo, dividi o review em dois. A primeira parte falando dos personagens regulares da série e a segunda parte falando sobre os personagens que fizeram participação especial. Vamos lá!
Clark
Clark gasta seu tempo livre salvando pessoas e liderando os kandorianos. Mais uma vez vemos que nosso bom moço continua bom moço mesmo, porque tem a estúpida esperança de que eles possam viver de modo terráqueo. Fico sempre intrigado com o fato de Clark sempre querer modelar os vilões para o lado bom. É a esperança em pessoa. Ele deveria ser brasileiro.
Neste episódio tivemos a visão do destino de Clark, glorioso, como todos já sabemos. Gostei de Clark ser surpreendido pelo Dr. Fate, assim quem sabe ele se empenha em vestir logo a roupinha colada. Além de Clark saber de seu futuro como herói, também ficou sabendo de seu futuro como grande amor de Lois Lane. Foi lindo!
A visão da capa do Superman não apareceu somente desta vez. Para quem assistiu as temporada passadas sabe que já vimos esta visão antes. Lembram?
Momentos emocionantes foram os das lutas. Achei bem feitas, embora rápidas demais. Ver outros heróis deu um ânimo e tanto. Algo que vale ser lembrado é a fala do Gavião Negro: “Clark não está nessa por vingança ou glória.”, ao contrário de muitos outros heróis.
Este foi um episódio para lembrar Clark de seu destino brilhante e para refletir sobre a necessidade da Liga da Justiça.
Chloe
Chloe está tentando reunir a ‘Liga da Justiça’, mas sem ajuda e grandes esforços da parte de Clark e Oliver. Coitada!
Um tal de Sylvester Pembertom, mais conhecido como Sideral, alerta Chloe sobre um perigo que se aproxima e revela que sabe da existência da Torre de Vigilância. Foi uma cena interessante e o estopim para o restante do episódio. Sideral é atacado por um tal de Geada e morre. No hospital, Chloe descobre o celular do Sylvester e com uma artimanha estupidamente tecnológica clona os dados do outro celular com o seu próprio. Talvez seja um hiper-mega programa, assim como o computador da Torre, mas para mim é puro exagero dos roteiristas. Mas como um bom nerd, quero um aparelho daqueles.
Mais tarde, os dados clonados do celular vão servir para a investigação do episódio.
E ainda tivemos o Dr. Hamilton que como sempre quebra o galho de Chloe quando ela precisa de algo por debaixo dos panos. Um pouco forçado.
Aproveitando que estou falando de Chloe ,vou falar do cenário de Metropolis. Recebi uma dica de um amigo, o Hebrain, que lê as reviews e também é fã da série: o cenário é sempre o mesmo. Nunca repararam? Quase todas as cenas de Metropolis são feitas naquela esquina básica onde Lois é quase sempre encurralada, onde a cabine telefônica está e onde Chloe foi abordada neste episódio. Tudo isso é para economizar custos?
Um fato alarmante a cerca de Chloe é quando o Dr. Fate fala que ela terá o mesmo destino que ele. Lembrando que, Kent Nelson, o portador do capacete, acaba morrendo. Será que nossa loirinha superinteligente vai morrer? OMG! NÃO!
P.S. Lindo de ouvir foi quando Chloe falou sobre a Era de Ouro do heroísmo.
Oliver
Oliver fez um bom papel no episódio, apesar de apanhar algumas vezes do Gavião Negro; ter uma intriguinha besta e depois acabar sendo conselheiro do pássaro. Pelo menos Oliver sabia sobre o que estava falando, afinal tivemos uma decadência do arqueiro no início desta temporada.
Oliver também está mais do que experiente nos assuntos de sentir falta da amada. Não é, Lois Lane?
Bom, neste episódio mesmo Oliver fazendo um bom papel, participando bem, não fez nada fora do comum e esperado.
Lois
A LENDA LOIS LANE ESTÁ NASCENDO. UHU!
Para mim, os melhores momentos do episódio foram quando Lois Lane apareceu, curiosa, sagaz e determinada para desvendar os mistérios da SJA e produzir uma matéria de capa para o Daily Planet. Como tenho orgulho dela.
Momentos hilários foram quando Lois estava no museu da SJA e diz: “Cuidado Lois, essa é a parte em que a garota encontra o cara com a máscara de Hóquei”. E quando depois de se encontrar com Dr. Fate e saber de seu destino com o “Salvador de Poder Supremo” (Clark Kent), ela solta outra piada clássica de Lois Lane: “Me pergunto se ele lê horóscopos.”
Lois Lane é demais!
Tess
Tess fez uma atuação misteriosa. Confesso que achei que ela estava por trás de toda a trama de assassinato dos heróis da SJA. Mas, ledo engano.
Parece que a substituta de Lex Luthor teve um passado sombrio com a tal da organização Xeque Mate (depois falarei mais sobre isso). Agente Tess Mercer. Será que ela trabalhava nesta organização assim como Noah Bennet, de Heroes, trabalhava para a Companhia?
Espera ai. Um exército de superpoderosos? Já vi isso antes em Smallville ou é impressão minha? Veremos até onde isso vai dar.
Bom, essa foi a primeira parte do review de ‘Absolute Justice’. A segunda parte vai ao ar amanha.