
É difícil não se deixar levar pela emoção com este episódio, que foi repleto de novidades, técnicas de filmagem e avanços para a trama. Foi arrepiante!
Como este foi um capítulo incomum para Smallville, me surpreendendo do início ao fim, este review também será incomum.
Spoilers Abaixo:
Em Checkmate as atenções foram voltadas para a organização Xeque-Mate, que dá nome ao episódio, para John Jones e para a amostra de sangue kryptoniano roubada de Lois, lá no episódio 9×14 – Conspiracy.
O sangue simbolizava o estopim para uma Terceira Guerra Mundial e era a prova física de que alienígenas invadiram o planeta. E quando coisas assim acontecem quem é que se mete na parada? O governo dos EUA, obviamente, sempre o salvador da humanidade.
É claro que o governo precisava de um disfarce, e nada melhor que uma organização fantasma para fazer isso. Mas qual o objetivo das operações por debaixo dos panos? Reunir super-heróis para combater os inimigos alienígenas. Bom argumento se não fosse repetitivo, mas aceitamos porque é Smallville.
John Jones fez uma boa participação, bastante misteriosa e generosa da parte dos roteiristas. Foi o máximo ver os poderes do Marciano em ação e, com certeza, uma das coisas que compensaram o episódio. E depois que ele destruiu a amostra de sangue que causaria a tal guerra de enormes proporções (sempre o fim do mundo), acabou apagando a memória de Amanda Waller, uma jogada genial para proteger a identidade de Clark e ainda assim salvar o mundo, por enquanto, porque Zod e seu exército ainda estão à solta.
E por falar em Clark, nosso bom moço aprendeu algumas lições neste episódio. Primeiro que não deve deixar sua equipe e sua base de dados desprotegida, como estava deixando. Segundo, que não precisa escolher um lado nas brigas em que participa, como bem disse John Jones, já que a missão do Super é unir os lados, servir como um mediador da paz. É assim que aos poucos, mas bem aos poucos mesmo, vai surgindo o Superman que conhecemos dos quadrinhos e filmes.
E lembrando de quadrinhos, temos a Liga da Justiça, que por enquanto é só Chloe, Oliver e Clark, já que os outros integrantes sumiram no fim da temporada passada. Existem promessas de que alguns dos heróis sumidos voltarão para o fim desta temporada, dia 14 de maio, e espero que seja verdade. Porque depois que a Sociedade da Justiça foi quase extinta pela Xeque-Mate, que agora quer também destruir a Liga, o que precisamos mesmo é dos heróis em ação, lutando contra o mal e os kandorianos. Vamos só esperar.
Gostei de ver o QG da organização do mal e Tess dando uma de agente secreta super brega, uma mistura de Elektra e Angelina Jolie em ação, com direito a exagerados efeitos de câmera lenta e lutas forçadas. É engraçado como os roteiristas tentam impressionar, mas acabam errando.
Algo que não fez diferença foi Tess Mercer ter descoberto a identidade secreta do Arqueiro Verde, sequestrado no início do episódio e que fugiu facilmente do furgão da tal organização que se diz aliada ao governo dos EUA. (Não sei nem o que dizer sobre estes furos e situações rapidamente resolvidas em Smallville, sempre um fiasco. Coisas da série que nem adianta mais reclamar. ) Mas ela ter descoberto a vida secreta de Oliver não ajudou em nada, pois o loirinho lhe deu um fora bem lindo, mesmo depois que a vilã tentou se redimir dedurando o QG da Xeque-Mate, e inaugurou uma nova perspectiva na vida da ruiva, que agora vai ter que se esconder ou morre. A famigerada queima de arquivo, sabem? E até que não seria uma má idéia se ela morresse, não? Eu ficaria feliz.
A sensação que tive quando Tess contou sua história de “alistamento” é de que os roteiristas não tinham nada mais interessante para fazer com a personagem, que já está dando nos nervos, e criaram algo para suprir o buraco. Realmente desejo que a morte anunciada para o fim da temporada venha para Tess Mercer.
E ainda falando dos roteiristas e seus erros, tivemos novamente o super celular de Chloe Sullivan em ação, que encontrou um à altura, provocando a captura da loirinha pela Xeque-Mate e, depois, o resgate por Clark e Oliver. Tirando o repetido exagero do celular, a cena de salvamento foi a melhor do episódio, com direito a efeitos estilo Matrix e arrepios monstruosos em meu sistema nervoso.
Fico de pé e bato palmas para o cara que teve a idéia desta cena, que dentre tantas tentativas de inovar do episódio, conseguiu maravilhar, surpreender e fazer uma das melhores sequências de todo o seriado.
E entre tantos erros e poucos acertos, este episódio inovou no clima de mistério e tensão, na trilha sonora e no ritmo acelerado das cenas, sempre curtas e mega emocionantes. Essa é a fórmula que deixou este episódio tão interessante e gostoso de ser visto, principalmente quando falamos de Smallville que sempre pode surpreender com episódios ruins ao extremo. Portanto, afirmo que foi um episódio bom.
Posso estar um pouco empolgado e com isso meu senso crítico contaminado, mas quem discordar pode comentar.
E como não posso deixar de falar das atuações dos personagens, Oliver estava fantástico, compensando a ausência da sempre hilária e ácida Lois Lane, que tanto amamos. Clark estava dentro da normalidade, Chloe genial como sempre, Tess uma coisinha medrosa e sem auto-estima, humilhada por Amanda Waller, que, Deus me livre, foi a pior atuação deste episódio. A personagem é mega genial e interessante, mas a mulher que escolheram para atuar não nos convence em nenhum momento. A Amanda Waller dos quadrinhos e do desenho é bem melhor.
Para o fim do review deixei duas coisinhas a serem comentadas:
Uma é o romance Chlollie, como vem sendo chamado entre os fãs, que está interessante, melhor até que o tão enrolado namoro de Clark e Lois. Quero ver os casais juntinhos e casando. Será que até o fim da décima temporada veremos isso?
A segunda e mais importante é a grande dúvida do episódio: Para quem John Jones está trabalhando? Será Lex? Sei que gostei da ideia de mais alguém na briga…
E é com grande entusiasmo que finalizo este review e espero os comentários, que provavelmente serão muitos. EU, gostei do episódio. E você?
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