
Você sabe que já é Halloween quando o fantasma do seu marido vivo aparece para te assombrar.
Spoilers Abaixo:
Mais uma boa semana em Suburgatory, embora eu confesse, não tenha me divertido tanto nesse episódio como nos anteriores. De qualquer forma, ainda acho que há muitos pontos positivos e que a comédia está encontrando seu lugar, usando e abusando das discrepâncias culturais entre os Altman e qualquer habitante do subúrbio em Chatswit.
Dessa vez, porém, a coisa foi meio inversa. George e Tessa montaram uma mega-produção de Halloween no jardim, crentes de que, pela primeira vez, iriam se encaixar nos costumes locais, só para descobrir que no subúrbio existe a linha dura da censura, e em forma de conselho de moradores.
Ratos, aranhas, esqueletos e guilhotinas: proibido. Borboletas coloridas, balas e pirulitos: aprovado. Ali no bairro só reproduções de cenários de Willy Wonka eram bem vindos, e foi justamente disso que veio toda a graça do episódio. Primeiro porque tinha gente fantasiada de cogumelo doido (Hi, Shitake) e depois porque a Benção era ignorante, literalmente falando.
É tudo tão exagerado que não tem como não dar pelo menos um sorriso diante de tanta canalhice. Minha fantasia favorita, entretanto, foi a de Tessa, encarnando o espírito de Misty. Acho que vou torcer muito para Tessa ser engolida pelo “way of life” de seu novo bairro, porque adorei a roupinha de malha com salto, o cabelo montado e o vocabulário REDONK.
Dallas também merece destaque. Ela está mesmo roubando a cena, simplesmente porque é impossível olhar para ela e não acreditar que a atriz seja exatamente aquilo que interpreta (ou não interpreta, caso seja isso mesmo). Ela é tão fútil e ao mesmo tempo tão querida, que fico torcendo para que ela se divorcie logo desse marido ausente e que não sabe diferenciar Gucci de Cavalli. A cena do (não) beijo foi ótima.
Quem eu realmente dispenso é Lisa. Não vejo graça nessa garota e tudo que tenha ela no meio é um saco. Sou muito mais trazerem Ryan de volta, porque ele renderia bem mais nos momentos cômicos do que esse mimimi de nerd anti-social chata.
Também fico tentando entender a existência de Mr.Wolf. Vejo nele uma tentativa fracassada de fazer a versão asiática do Dean Pelton, de Community. A grande questão é que na ABC não conseguem dar a liberdade que o ator precisaria para fazer algo que valha a pena em tela e por isso, mais um personagem com potencial fica desvalorizado.