
Logo no inicio de Unforgiven eu pensei “Frak! Episódio centrado no Sam”, mas no geral eu acabei gostando do episódio.
Spoilers Abaixo:
Muitos de vocês reclamaram na semana passada que minhas reviews estão desanimadas, que falta empolgação, bem o motivo para isso é simples: a temporada de Supernatural não está empolgando. Ao contrário do que muitos pensam, eu sou sim fã de Supernatural, se não fosse não estaria aqui, mas é impossível (ao menos para mim) fingir que a série não decaiu nas últimas temporadas e escrever sobre ela com a mesma empolgação que escrevia durante a 4ª temporada e o início da 5ª.
Não acho, entretanto, que isso seja motivo para largar a review da série, até porque eu acredito que não seja a única fã de Supernatural que se decepcionou com a série e não vejo motivo para que a minha opinião e a opinião desses fãs tenha menor valor do que a daqueles que continuam achando a série magnífica. Eu não quero convencer ninguém de que a série piorou, cada um tem a sua opinião e a proposta do Série Maníacos é provocar esse tipo de discussão entre fãs. Não estou falando mal da série por implicância, ultimamente minhas reviews tem sido positivas, agora reviews empolgadas só quando Supernatural mostrar algo empolgante. Por enquanto a série está morna.
Enfim, dito isso, voltamos ao episódio da semana, que foi morno e pouco empolgante como a temporada, mas me arrisco a dizer que foi bom. Para falar a verdade o episódio foi quase decepcionante. O começo – depois que eu percebi que ele não seria all Sam – sugeriu um episódio mais marcante. É uma estrutura bem comum, já vista em várias outras séries. A cena inicial deixa dúvidas – no caso de Supernatural, em que o Sam estava atirando e o quão moralmente errado era o ato – e o restante do episódio aos poucos vai buscando a resposta para essas dúvidas, muitas vezes deixando espectador mais confuso no caminho. Achei q a fórmula funcionou bem, com os flashbacks e tudo mais até o desfecho. Digamos que as perguntas foram melhores que as respostas.
O clímax do episódio foi um pouco sem graça e rápido. Faltou impacto. Achei o modo como a situação se desenrolou sem graça, conforme o fim foi se aproximando as respostas se tornaram obvias e a ideia da fórmula que é manter o espectador pensando e tentando entender se perdeu. Durante o resto do episódio eu estava realmente curiosa acompanhando o desenrolar da memória do Sam, mas assim que nós descobrimos o que era o monstro, tudo foi seguindo um rumo meio óbvio. Nada surpreendeu. Talvez o problema seja que esse final foi mal explorado, não sei. De qualquer forma no geral perguntas são mesmo mais interessantes que respostas, só acho que o episódio poderia ser ótimo e acabou se contentando com bom.
Voltando um pouco no episódio eu queria dizer que adorei a referência ao Mel Gibson. São momentos assim que fazem continuar assistindo Supernatural valer à pena. E agora que o Dean falou possessão demoníaca é mesmo a melhor explicação para o comportamento do Mel Gibson nos últimos anos. Parem para pensar.
Já tinha dito semana passada e não mudei de opinião, a ideia de trazer monstros ‘extintos’ de volta está funcionando bem, é um bom acréscimo para a mitologia da série. Alguém comentou na review anterior que o plot de dragão foi muito trash. Sinceramente? Acho que trash é exatamente o que Supernatural precisa. A série já teve o seu momento sério com o apocalipse e tudo mais, acho que a saída para essa sexta temporada é ser trash, divertida e até mesmo um pouco nostálgica.
Outra coisa que eu queria comentar é a reação do vovô Samuel nos flashbacks. É verdade que o último flashback mostra que ele ficou sim incomodado com a atitude do Sam, mas fui só eu que achei muito cool a reação dele as loucuras do Sam? Basta pensar que ele caçou ao lado do Sam por um ano sem notar que algo estava errado com o neto, ou sem se importar que algo estava errado. Essa obsessão do personagem em trazer a filha de volta a qualquer custo me intriga um pouco.
Para terminar, o final do episódio realmente me surpreendeu. Achei que eles iam enrolar bem mais com essa história das memórias do Sam e gostei muito que esse não foi o caso. Enrolar tem sido o problema dos roteiristas de Supernatural. No mais estou na torcida pro Sam ficar catatônico. Fingers cross!!