Survivor South Pacific: Season 23

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A temporada com maior índice de BULLSHIT por minuto filmado.

Spoilers Abaixo:

A coisa que eu mais odeio em qualquer reality show (especialmente os brasileiros) é a maldita apelação para Deus, fé e religião. Sempre acontece, sempre me deixa puta e o pior, sempre existe gente idiota o suficiente para cair nessa conversinha imbecil de que O CRIADOR não tem nada além do que fazer e, portanto, dedica todo seu tempo a guiar os passos desses verdadeiros apóstolos até o prêmio de um milhão de dólares oferecido pela CBS.

Crenças pessoais à parte (cada um acredita no que quiser e eu não tenho nada com isso), o que irrita é perceber que, em pleno século 21, tem gente tão cega a ponto de basear todo seu jogo em promessas feitas em cima de uma bíblia. Não compreendem que, seja em Survivor ou qualquer outro reality, não tem Santo que ajude. Ou você tem boa lábia e detona nas provas físicas, ou vai ser eliminado, sem dó.

Foi por tudo isso que, até o fim, eu torci muito pela eliminação de Brandon (famigerado sobrinho de Russel) e, claro, de Coach. O primeiro era burro demais para perceber o óbvio e foi responsável pela jogada mais idiota da temporada, abrindo mão de sua imunidade para salvar Albert, que aproveitou mesmo a imbecilidade do cara para se dar bem. Aplaudo isso de pé.

O segundo, desde sua primeira edição aparece com o papo furado sobre jogar com honra. Pois é. Se tem uma coisa que Game Of Thrones nos ensinou esse ano é que a honra vai acabar te matando, mais cedo ou mais tarde. É impossível passar pelos 39 dias de Survivor sem mentir, enganar e manipular. Esse é o jogo. E é por isso que Coach foi esperto ao eliminar Brandon e Ozzy quando teve a chance. Infelizmente, ele não é esperto o suficiente para admitir que agiu em nome de si mesmo e do milhão de dólares. Ninguém que tenha sido eliminado respeita isso, mas diga que fez porque queria ganhar e você terá uma chance de receber alguns votos.

Acho que sequer tenho paciência para relembrar os piores momentos de Bullshit da temporada. Cada sessão Tai-Chi, cada abraço grupal, cada menção às palavras honra e ao conceito de tribo como grande família feliz me deram ânsia de vômito. O grupo formado pelos membros da Upolu era um show de demagogia. Ficou claro, desde o inicio que aqueles que desejassem ir até o fim deveriam embarcar na maluquice digna de culto religioso suicida e é aí que acho que Sophie e Albert melhor se encaixam.

Honestamente, eu ficaria decepcionada com a vitória de qualquer um dos três finalistas, mas de todos eu só não admitiria, de jeito algum, Coach e sua filosofia de botequim. Para mim, vencedor de Survivor tem que ter peito para arcar com as apunhaladas que deu. Isso é o que eu acho digno e honrado e se eu participasse e acabasse no júri, votaria para a pessoa que dissesse na minha cara: “Fiz e faria de novo, porque quero a grana mais do que quero ser seu amiguinho”.

Albert é aquele cara que até fez as coisas certas, mas cagou no final ao não admitir que sabia que Brandon seria eliminado por dar o colar em sua defesa. Isso e o fato dele ter zero de carisma.

Sophie, que levou a bolada dessa edição é alguém que não consigo entender. Não lembro nada que ela tenha feito de memorável para se auto-proclamar ‘estrategista’, além do fato de que ela soube ficar próxima de Coach, ao perceber que estava cercada por um bando de fanáticos religiosos, capazes de cometer suicídio se a “honra” mandasse. Pensando bem, ela foi realmente esperta por se camuflar nesse meio, sem ser exatamente uma maluca de carteirinha como os demais. Acho que merece o prêmio mais pela paciência em aturar essa patacoada por 39 dias do que qualquer outra coisa.

Enquanto isso, na tribo Savaii, Ozzy, prometia ir até o fim e finalmente levar o título de sole survivor. Não é nem que ele não mereça. Para mim não existe um cara mais habilidoso na arte de sobreviver em meio à natureza do que ele, isso na história das 23 temporadas do reality. Esse homem faz miséria pescando com um arpão e subindo em coqueiros. Tem incríveis capacidades físicas, mas como sempre, nada e morre na praia.

Dessa vez até o jogo social dele melhorou. Ozzy, em prévias participações ou se isolou ou tomou um blindside nas fuças (thanks Parvati, sua linda!). Estava disposto a se redimir e preencher as lacunas que sempre deixou. Não confiar demais nem de menos, mas não contava com a existência de Cochran, o nerd de Harvard, fã de Survivor (ele até escreveu um trabalho sobre isso, como Jeff ressalta na reunion da Finale) que só queria deixar sua marca e não ser eliminado na primeira semana.

Ameaçado, ele fez o jogo que pode e assim que teve a chance, se voltou contra sua própria, enterrando os membros na Redemption Island, um após o outro, quando a merge chegou. Confesso que gastei preciosas horas da minha vida tentando entender como um cara, “especialista” em Survivor, assiste a 22 temporadas e não sabe o óbvio. Flipar depois da merge é o pior negócio do mundo, porque, eventualmente, seus novos amiguinhos terão que eliminar uns aos outros e no topo da lista de votos estará o nome do último a chegar na patota.

Isso é coisa até da vida real. Numa empresa, em momentos de crise, os funcionários mais novos são os primeiros na lista de demissões. Flipar não faz sentido num jogo como esse, em que você quer ficar o máximo de tempo possível com seus aliados. Pode até funcionar em casos raros (nada é impossível), mas a probabilidade do traidor se dar mal com membros não de uma, mas de DUAS tribos, é de 99%.

No fim das contas, vejo Cochran como uma figura rara. O cara queria ver de perto seu programa de TV favorito e conseguiu. Fora isso, acho que ele é autor do quote da temporada, ao dizer em um conselho tribal a seguinte pérola: “Falar com Brandon sobre estratégia é o mesmo que falar com Jeff de camisas que não são azuis”. Ri litros e litros e litros com isso.

Tentando lembrar momentos memoráveis dos Savaii, me veio à mente aquela maluca que recitava poemas ruins lindos e maravilhosos para provar que não tinha medo que era uma idiota. Coisa mais emocionante de ver num programa de sobrevivência. Só que ao contrário.

Acho que a prova mais nojenta de South Pacific foi aquela em que todos tinham de destroçar um porco assado às mordidas. Tive asco de tudo aquilo e do “prêmio” para os vencedores: levar tudo a porcaiada mordida e semi-mastigada para um banquete na tribo. Taí uma refeição que eu deixaria passar, mesmo desnutrida numa ilha. Não dá para encarar carne de porco com saliva de 10 pessoas que não escovam os dentes há semanas.

No meio tanta coisa boa, chegamos à Finale e eu JURAVA que Ozzy ganharia essa. O cara fez miséria, sozinho, na Redemption Island e não conseguiu montar o que eu chamo de “quebra cabeças mais fácil da história de Survivor”. PORRA! Não conseguir encaixar aqueles florezinhas foi ridículo. Mesmo assim, ele foi eliminado diante de aplausos, consagrado na reunião em estúdio como favoritos dos fãs e da platéia por seus esforços e levou 100 mil dólares de consolação.

A vitória de Sophie ficou óbvia no último conselho tribal, porque Coach e sua honra conseguiram mais desafetos do que qualquer outra coisa. Albert não tinha chance por ser arrogante.

Com tanta polêmica causada por Brandon, é lógico que titio Russel Hantz estava lá para espezinhar o sobrinho. Fiquei com pena. Brandon, mesmo sendo retardado de pai e mãe, é mentalmente instável por culpa da própria família, que o rejeitou por não fazer jus às maldades e estratégias “brilhantes” de Russel.

Por mais que eu ache Russel valioso numa edição – o cara sabe entreter e criar situações que movimentam o jogo, mesmo sendo completamente idiotas – a repetição de sua estratégia foi a maior boçalidade da Redemption Island anterior, na Season 22. Brandon deveria se tratar e deixar de ir atrás dessa família de gente louca, porque não há Deus que possa ajudá-lo nesse ninho de víboras.

P.S* A CBS comprou toda Samoa? Não é possível que a próxima edição também seja filmada lá. Socorro, mudem de cenário. Ninguém agüenta mais! E que venha Survivor One World, com as duas tribos dividindo o mesmo espaço.

P.S* Redemption Island, espero nunca mais te ver.

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  • http://www.twitter.com/Vinicius_Markin Marcus Vinícius

    Camis sua lindaaa,, cê acredita que falei sobre Survivor no outro post, sabia ki não ia nos deixar na mão e comentar essa season!!! Concordo com vc em tudo, pra mim essa temporada foi uma das piores, fiquei feliz apenas pelo Coach não ter ganho nada, um sem noção mesmo, só falou em honra, integridade, bem feito não ter levado nada, nunca fui fã dele mesmo, que eu não tenha ki ver ele praticar aquelas orações e o tai chi dele nunca mais. Fiquei feliz pelo Ozzy ter levado o prêmio participante favorito, torcia muito por ele…

    Agora que venha Survivor One World, o ruim é que pela enésima vez vai ser em Samoa neh… ki vacilo da CBS!!

    PS: Ainda vou ficar esperando a sua listinha que comentei lá no post do Mateus viu!!

  • Lucas de Lima Carvalho

    Depois dessa torrente de parágrafos de alguém que parece ter digitado de olhos fechados… Vou dizer o seguinte: vi a temporada e não gostei do resultado, claro. Mas a eventual vitória do Ozzy no último challenge teria sido mais entediante ainda. Acho que essa temporada nunca chegou a realmente conquistar ninguém, e não vejo muito sentido em sequer escrever um post resumindo tudo.

    Sobretudo, e apenas para deixar o comentário mais relevante, digo que o Brandon me parece ser um cara ótimo. Dedicado, com lições de vida prontas para o mudar o mundo e tudo o mais. Acho inclusive que ele poderia ter chegado ao final com a cara limpa para dizer: “Fui sincero com vocês. Fui descontrolado, emotivo e instável… Mas fui sincero.” Teria sido muito mais genuíno que qualquer daqueles outros que oraram tanto. Ali foi uma manipulação religiosa das boas, com Deus sendo trazido para um jogo que é totalmente alheio a Ele. No meu dia-a-dia, eu oro para fazer um bom trabalho, oro pelas vidas dos meus amigos, oro para que eles cheguem a Jesus Cristo. Não oro para tirar de um competidor, num jogo televisionado e artificial, a chance de ganhar um prêmio em dinheiro. Não consigo fazer a conexão disso com a Palavra de Deus, e isso me incomodou durante todos os episódios.

    E nesse sentido, é claro que eu entendo a irritação da família com o Brandon. Ele podia ter vencido o prêmio, podia ter articulado uma estratégia ainda melhor que a do tio. O Brandon poderia inclusive fazer as vezes do tio Russell sem que as pessoas soubessem da conexão entre os dois: poderia ser uma segunda Russell season, e eu não reclamaria disso (nem muitos dos fãs do Russell, ainda que ele seja cabeça-dura). Por sinal, esse é o ponto fulcral para mim: cabeça-dura. O Brandon era cabeça-dura.

    O Brandon não queria mudar a estratégia, não queria se adaptar, não queria encarar aquilo como um jogo – um jogo do qual 18 pessoas decidiram participar, com recompensas e prejuízos atrelados. Eu admiro o Brandon enquanto pessoa, se ele usar aqueles valores na vida real. Mas dentro de um jogo, você tem que escolher seu objetivo e traçar uma estratégia para conquistá-lo. Se o objetivo é ganhar o prêmio de um milhão, vá atrás e jogue. É como um jogo de video-game, como um jogo de tabuleiro: eu quero fazer o possível para eliminar meu oponente, e vou usar as ferramentas que o jogo me dá para fazer isso. Afinal de contas, meu interesse é no prêmio, e não nas amizades. Quisesse eu fazer amizades, não teria entrado no jogo.

    Sobre a temporada que vem por aí, não gostei dessa história de tribos juntas. Quer dizer então que o merge vai virar uma mera troca de bandanas. Quero mais é um Survivor com provas (ainda que esporádicas) à noite. Tinha antes, mas parou. E eu não sei o porquê de ter parado.

  • felipe

    desconhecia os recaps de survivor no série maníacos. grata surpresa! é sem dúvidas o melhor projeto no filão de reality shows.

    a temporada foi bacaníssima, teve um pré-merge hilário, repleto de gente instável, e apesar do mid merge previsível, exorcizou os fantasmas remanescentes da grotesca season 22.

  • Michell Felippe

    senti falta dos comentários semanais de survivor aqui no blog :(
    enfim ótima review camis <3

  • Gabriel de Lisboa

    Senti falta dos post semanais de Survivor tb, mas uma temporada tão ruim quanto essa só merecia isso msm, um post para toda a temporada, aguardo ansioso One World e espero o fim da RI tb, e apesar de participantes tão poucos carismáticos, acho q a melhor escolha para vitória era sim a Sophie.Só,Tchau!

  • Tiago

    Gostei dessa temporada, foi um alívio depois do desastre da S22. A merge foi ótima, com personagens carismáticos e algumas surpresas (Cochran sobrevivendo a 89 conselhos tribais, blindside na aliada do Ozzy). Quando a merge chegou, o melhor episódio até então, com Cochran flipando e ainda falando ‘depois eu explico, gente’ HUAHUAHUAHUA Foi uma péssima jogada da parte dele, mas, como disseram, ele só queria deixar a marca no seu jogo favorito, não ganhar o prêmio. Depois veio a pior parte da temporada, com todos da tribo do Ozzy saindo em seguida. Ao menos a produção foi esperta e juntou 4 eliminações previsíveis em 2 episódios. A eliminação da Edna, porém, mostrou um dos maiores defeitos da edição nas últimas temporadas: só dar valor a uma pessoa no seu episódio de eliminação. Sério, a mulher passa a temporada inteira sendo uma bland e do nada vira uma safada? Não dá pra acreditar que ela era uma santa como a edição deixou a entender.
    Por fim, os dois últimos episódios foram ótimos. Primeiro Brandon fazendo cosplay de Erik e dando sua imunidade HAHAHAHAHA Momento épico do jogo, junto com JT, James e Erik. Só não igualo tanto ele porque, sei lá, pra mim o Brandon tem algum problema psicológico mesmo. A finale também começou imprevisível. Meu maior medo era que o Ozzy chegasse à final, o que, felizmente, não aconteceu.
    Por fim, acho que a Sophie mereceu bastante sim. Pode-se achar que ela não jogou tão bem porque não armou um grande blindside, mas, sinceramente, não havia necessidade. Em todos os momentos que ela teve a chance de fazer uma grande jogada (como na eliminação da Dawn), mudar de lado só iria prejudicar o jogo dela. Seria MUITO BOM pro jogo como um todo um blindside assim, mas nem sempre o que é bom pra gente é bom pro jogador.
    O tempo inteiro, pelos confessionários, ela tinha uma ótima visão do jogo (fora os ótimos comentários, como o Brandon achando a Mikayla uma prostituta da Babilônia). Soube se adaptar ao zzz de Coach e Brandon, soube a hora que o Albert tava tentando ferrar com ela e venceu a imunidade num momento crucial (TERCEIRA eliminação do Ozzy).

    Sophie entrou em 7° na minha ordem de vencedores preferidos
    1 – Micronesia
    2 – Amazon
    3 – China
    4 – Borneo
    5 – Palau
    6 – Guatemala
    7 – South Pacific
    3 -

  • dyego vilela

    espero que comentem semanalmente a próxima temporada de survivor!!!!

  • Tiago

    “A merge foi ótima, com personagens carismáticos e algumas surpresas ”

    *a pré-merge

  • Diego Arnone

    Sophie fez um grande jogo que a EDIÇÃO ESCONDEU UNICAMENTE PO ELA SER MULHER, VENCER OS QUERIDINHOS COACH E OZZY, E O PRINCIPAL JEFF ODEIA ELA.

    Ela dava cada trollada nele que ficava putissimo

  • Paty

    Samoa de novo yeih :( aff….bom acho q eles tão mais focados em fazer a season 25 q ”promete”..

    a 24 com certeza vai ser mehlor q a 23 q foi a + vergonha alheia ever…

    tipo nao tinha p/ quem torcer mew, reforçando o q Ozzy falou, ”nenhum de nós quer votar p/ nenhum de vcs” … putz mediocre …

    Brandon com o pior move ever…

    P.S* Redemption Island, espero nunca mais te ver. please eu tbm naooo

    de todas as 23 temporadas de Survivor q assisti essa foi a mais ridicula, cara as pessoas nao se entrosavam… voltando p/ os melhores jogadores ever, como Rob Mariano,Parvati,Jonny Fairplay e Russell Hantz (apenas alguns exemplos pq tem + q eu gosto :D ) … tipo Coach num funcionou antes e nunca vai convencer… Ozzy vamos admitir, é a tradução de ”Outwit”,”Outplay ” mais nunca ”Outlast”… ele é o tipo de jogador igual o Rupert … chega longe e nunca ganha …

    Camis falou e disse tudo!!!

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